Miguel Montes

Indicador mineralógico ajuda a compreender o antigo clima marciano

Cientistas da NASA usaram dados do rover Curiosity para analisar cristais de hematite em 20 amostras de rocha marciana. As diferenças no tamanho desses cristais indicam que água subterrânea quente poderá ter persistido durante milhões de anos, sugerindo que algumas regiões de Marte permaneceram potencialmente habitáveis muito depois de o planeta ter começado a arrefecer e secar.

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Anãs vermelhas detetadas a “engolir” planetas semelhantes à Terra

Foram encontrados fortes indícios de que algumas estrelas anãs vermelhas "engolem" planetas rochosos semelhantes à Terra durante a formação dos seus sistemas. A pista foi a presença anormal de lítio em seis estrelas, um elemento que deveria ter sido destruído no seu interior. Os dados sugerem que estas estrelas absorveram entre três e dez massas terrestres de material planetário.

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“Pesando” planetas recém-formados através das suas “impressões digitais” de poeira

Astrónomos da Universidade de Warwick desenvolveram um método para estimar a massa de planetas recém-formados através dos anéis de poeira que os rodeiam. Ao analisar a posição e o brilho desses anéis, conseguem inferir a presença e o tamanho de planetas ainda invisíveis aos telescópios, abrindo novas possibilidades para estudar a formação de sistemas planetários.

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Webb revela um buraco negro que se formou antes da sua galáxia

Observações do telescópio James Webb revelaram um buraco negro supermassivo extremamente antigo que parece ter começado a formar-se antes da maior parte da sua galáxia hospedeira. A descoberta desafia os modelos tradicionais, que assumem que galáxias e buracos negros crescem em conjunto, e poderá alterar a compreensão da evolução do Universo primitivo.

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Apenas 1,2 mil milhões de anos após o Big Bang, as galáxias já eram moldadas pelo local onde se encontravam

Astrónomos descobriram que, apenas 1,2 mil milhões de anos após o Big Bang, as galáxias já eram fortemente influenciadas pelo ambiente à sua volta. Observações do telescópio Subaru mostram que galáxias em regiões densas evoluíam de forma diferente das mais isoladas, indicando que a "ecologia" cósmica começou muito cedo na história do Universo.

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GWTC-5.0 – o catálogo atualizado da LVK estabelece novos recordes na astronomia de ondas gravitacionais

A colaboração internacional LIGO-Virgo-KAGRA publicou o catálogo GWTC-5.0, adicionando 161 novos eventos de ondas gravitacionais e elevando o total para 390 deteções. Entre os destaques estão o sinal mais nítido já registado, a localização mais precisa de uma fonte e fortes indícios de buracos negros "de segunda geração", formados por fusões anteriores.

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A atmosfera de um planeta do tamanho de Saturno, mas com temperaturas moderadas, contém metano

O Telescópio James Webb foi utilizado para analisar, pela primeira vez e em detalhe, a atmosfera de TOI-199 b, um raro gigante gasoso do tamanho de Saturno mas com temperaturas relativamente moderadas, próximas das registadas nos locais mais quentes da Terra. Descobriram uma atmosfera rica em metano, com possíveis vestígios de amoníaco e dióxido de carbono, fornecendo pistas importantes sobre a formação e evolução de planetas gigantes.

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As origens de Nereida, a lua mais excêntrica de Neptuno

Observações do telescópio James Webb indicam que Nereida, uma das luas de Neptuno, não foi capturada da Cintura de Kuiper como se pensava. A sua composição sugere que se formou junto de Neptuno e que sobreviveu à captura de Tritão, sendo possivelmente a única lua original remanescente do sistema primitivo do planeta.

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Astrónomos “dissipam a neblina” das atmosferas de exoplanetas com um novo método de deteção de nuvens

Astrónomos da Universidade Johns Hopkins desenvolveram um novo método para detetar e separar o efeito das nuvens nas atmosferas de exoplanetas. Aplicado ao gigante gasoso WASP-94A b com o Telescópio James Webb, revelou um ciclo diário em que nuvens de silicatos se formam de manhã e desaparecem ao entardecer, permitindo medir com muito maior precisão a composição atmosférica do planeta.

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Identificados os exoplanetas com maior período orbital entre os que transitam estrelas jovens

Uma colaboração internacional de astrónomos descobriu dois exoplanetas gigantes em órbitas invulgarmente longas em torno da jovem estrela HD 114082, que tem apenas 15 milhões de anos. O mais interior demora cerca de 225 dias a completar uma órbita e o outro cerca de 314 dias.

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