Miguel Montes

As órbitas dos cometas de longo período refletem a passagem próxima da estrela HD 7977

Um novo estudo sugere que a passagem da estrela HD 7977, há cerca de 2,5 milhões de anos, perturbou a Nuvem de Oort e desencadeou uma chuva de cometas de longo período que ainda hoje afeta o Sistema Solar. Se confirmado, o fenómeno poderá duplicar o número de cometas observados e obrigar a rever as estimativas da população da Nuvem de Oort.

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Telescópio James Webb observa o nascimento de uma galáxia gigante e um buraco negro supermassivo

O Telescópio Espacial James Webb observou um grupo compacto de pelo menos seis galáxias, visto quando o Universo tinha apenas 1,5 mil milhões de anos, em processo de fusão para formar uma única galáxia gigante. No centro desta estrutura cresce um buraco negro supermassivo, oferecendo uma rara visão simultânea da formação de ambos.

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Euclid capta o coração repleto de estrelas da Via Láctea

A maior e mais detalhada fotografia alguma vez tirada do centro da nossa Galáxia, a Via Láctea, foi revelada pela missão Euclid da ESA. Com mais de 60 milhões de estrelas, esta imagem abre caminho para que os cientistas confirmem a existência de qualquer exoplaneta encontrado nesta região e meçam a sua massa através de pequenas variações na luz das estrelas ao longo do tempo.

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Hubble mostra como uma galáxia primitiva está a transformar a sua vizinhança

Astrónomos usaram o Telescópio Espacial Hubble para observar a galáxia MXDFz4.4, vista apenas 1,4 mil milhões de anos após o Big Bang. A intensa radiação ultravioleta das suas estrelas jovens conseguiu dissipar o nevoeiro de hidrogénio que preenchia o Universo primitivo, fornecendo uma das melhores evidências de como as primeiras galáxias contribuíram para tornar o cosmos transparente durante a Era da Reionização.

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GTC descobre a “impressão digital química” das primeiras estrelas do Universo numa galáxia vizinha

O Gran Telescopio de Canarias detetou, na galáxia relíquia NGC 1277, possíveis traços químicos das primeiras estrelas do Universo. Como esta galáxia permaneceu quase inalterada durante milhares de milhões de anos, funciona como uma “cápsula do tempo” cósmica. A descoberta poderá permitir estudar as primeiras gerações de estrelas sem recorrer apenas às galáxias mais distantes e primitivas.

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Lucy revela um asteroide em forma de amendoim que oscila como um pião instável

A sonda Lucy da NASA revelou que o asteroide Donaldjohanson tem a forma de um amendoim e gira de forma caótica, "abanando" em vez de girar em torno de um único eixo. Os dados sugerem que é um corpo formado pela fusão de dois objetos menores há cerca de 155 milhões de anos. A descoberta ajuda a compreender a evolução dos pequenos corpos do Sistema Solar.

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O famoso “Planeta Rosa” esconde uma surpresa salgada

O Telescópio Webb analisou o famoso exoplaneta GJ 504 b, conhecido como "Planeta Rosa", e descobriu algo inesperado: nuvens de sal na sua atmosfera. Este mundo contém também vapor de água, metano, dióxido de carbono e amoníaco. A descoberta ajuda a explicar as observações do planeta e poderá melhorar os modelos atmosféricos de exoplanetas frios. Os astrónomos continuam sem saber ao certo se GJ 504 b é um planeta gigante ou uma anã castanha.

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Não há duas sem três: descoberta outra galáxia sem matéria escura

Astrónomos da Universidade de Yale descobriram uma terceira galáxia praticamente sem matéria escura, chamada NGC 1052-DF9. Mais surpreendente ainda, ela está alinhada com outras duas galáxias semelhantes (DF2 e DF4), formando uma fila cósmica inédita. A descoberta sugere que estas galáxias nasceram num violento choque entre galáxias, que separou a matéria normal da matéria escura, fornecendo novas pistas sobre a sua verdadeira natureza.

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Webb e Hubble revelam uma relíquia da formação da nossa Galáxia

Observações dos telescópios espaciais Webb e Hubble revelaram que o objeto Terzan 5 não é um enxame globular comum, mas um raro "fragmento fóssil" da formação inicial da Via Láctea. O sistema contém quatro gerações distintas de estrelas, preservando um registo único dos primeiros estágios de formação da nossa Galáxia.

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Estes dois remanescentes de supernova podem estar associados a duas estrelas irmãs

Astrónomos da NASA descobriram indícios de que dois remanescentes de supernova na constelação de Gémeos poderão ser "irmãos": estrelas massivas que formavam um sistema binário. Uma explodiu primeiro, projetando a companheira pelo espaço; milhares de anos depois, esta também explodiu. Os dados do Telescópio Espacial Fermi sugerem ser o primeiro exemplo conhecido de duas supernovas ligadas ao mesmo sistema estelar original.

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