Miguel Montes

Pela primeira vez, foram descobertos três buracos negros supermassivos numa única galáxia

Pela primeira vez, graças ao telescópio James Webb, foram detetados três buracos negros supermassivos ativos numa única galáxia, J0148-4214, observada apenas 1,2 mil milhões de anos após o Big Bang. Dois encontram-se no centro, separados por 620 anos-luz, enquanto o terceiro está mais afastado. A descoberta sugere que fusões galácticas ajudaram a acelerar o crescimento dos primeiros buracos negros supermassivos.

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Sonda New Horizons encontra indícios de líquido recente na superfície de Plutão

Dados da sonda New Horizons sugerem que azoto líquido poderá ter fluído recentemente à superfície de Plutão. Fendas no glaciar Sputnik Planitia apresentam marcas semelhantes às deixadas por líquidos em glaciares terrestres. Modelos indicam que azoto derretido no interior do glaciar pode subir por canais e escorrer à superfície, revelando uma atividade geológica inesperada.

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Uma corrente cósmica de gás alimenta GW Orionis

Observações do radiotelescópio ALMA revelaram um enorme fluxo de gás, com cerca de 0,2 anos-luz, a alimentar o jovem sistema estelar triplo GW Orionis. O fluxo parece estar a inclinar o disco onde se formam os planetas, mostrando que estes sistemas podem ser moldados por correntes turbulentas de matéria e não evoluir de forma ordenada.

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Os “pequenos pontos vermelhos” podem ser estrelas gigantes pulsantes que criaram buracos negros no início do Universo

Um novo estudo propõe que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo James Webb no Universo primordial poderão ser estrelas supermassivas, com cerca de 100 mil vezes a massa do Sol. Pulsações violentas dessas estrelas criariam as densas conchas de gás observadas e, no fim, poderiam colapsar diretamente, formando as sementes dos primeiros buracos negros supermassivos.

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Rara explosão estelar permite aos astrónomos assistir em primeira fila à morte de uma estrela massiva

Astrónomos observaram uma rara supernova durante as suas primeiras horas de evolução, obtendo uma visão sem precedentes dos instantes finais de uma estrela massiva. As observações revelam detalhes da violenta ejeção de matéria e da interação da onda de choque com o material em redor da estrela, ajudando a compreender melhor como estas explosões se iniciam e evoluem.

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Mercúrio tem cinturas de radiação temporárias

Cientistas descobriram que Mercúrio possui cinturas de radiação temporárias, contrariando a ideia de que o vento solar impediria a sua formação. Estas cinturas surgem cerca de metade do tempo quando o planeta está mais afastado do Sol, mas tornam-se muito menos frequentes na aproximação ao periélio. A descoberta faz de Mercúrio um laboratório natural para estudar a dinâmica das cinturas de radiação em condições extremas.

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IXPE poderá ter comprovado uma teoria com 90 anos

O telescópio espacial IXPE da NASA poderá ter obtido a primeira evidência direta da birrefringência do vácuo, um efeito previsto pela eletrodinâmica quântica há cerca de 90 anos. Ao observar a luz de raios X emitida pelo magnetar 1E 1547.0−5408, os cientistas detetaram sinais de que o intenso campo magnético altera as propriedades do próprio espaço vazio, confirmando uma das previsões mais extraordinárias da física moderna.

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O asteroide (44) Nisa pode ser o primeiro corpo celeste conhecido com três lóbulos

Astrónomos descobriram que o asteroide (44) Nisa poderá ser o primeiro corpo conhecido com três lóbulos unidos, em vez dos habituais dois. As observações revelaram também uma pequena lua até agora desconhecida. Esta configuração invulgar oferece novas pistas sobre a formação e evolução dos asteroides do Sistema Solar.

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As luas interiores de Neptuno podem ser restos fragmentados de antigos mundos gelados

Um novo estudo sugere que as pequenas luas interiores de Neptuno são os fragmentos de antigos mundos gelados destruídos por colisões violentas. Simulações mostram que estes satélites poderão ter sido formados a partir dos destroços de luas maiores, remodelando a compreensão da história dinâmica do sistema de Neptuno e da evolução dos satélites dos planetas gigantes.

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