Estrelas e Ciência Estelar

As estrelas sempre estiveram no coração da Astronomia. Usamos telescópios para observar gás e formação de estrelas, ficamos deslumbrados com a explosão de estrelas velhas e sua transformação em supernovas. Notícias sobre as mais recentes descobertas no nosso estudo das estrelas.

Webb revela a existência de poeira e água no ambiente extremo em torno do buraco negro central da Via Láctea

O telescópio James Webb descobriu poeira rica em silicatos e, pela primeira vez, água em torno da estrela evoluída IRS 3, situada a apenas 0,55 anos-luz de Sagitário A*. A descoberta mostra que, mesmo tão perto do buraco negro supermassivo central da Via Láctea, estrelas moribundas conseguem produzir e libertar material essencial à formação de futuras estrelas e planetas.

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Uma corrente cósmica de gás alimenta GW Orionis

Observações do radiotelescópio ALMA revelaram um enorme fluxo de gás, com cerca de 0,2 anos-luz, a alimentar o jovem sistema estelar triplo GW Orionis. O fluxo parece estar a inclinar o disco onde se formam os planetas, mostrando que estes sistemas podem ser moldados por correntes turbulentas de matéria e não evoluir de forma ordenada.

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Rara explosão estelar permite aos astrónomos assistir em primeira fila à morte de uma estrela massiva

Astrónomos observaram uma rara supernova durante as suas primeiras horas de evolução, obtendo uma visão sem precedentes dos instantes finais de uma estrela massiva. As observações revelam detalhes da violenta ejeção de matéria e da interação da onda de choque com o material em redor da estrela, ajudando a compreender melhor como estas explosões se iniciam e evoluem.

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IXPE poderá ter comprovado uma teoria com 90 anos

O telescópio espacial IXPE da NASA poderá ter obtido a primeira evidência direta da birrefringência do vácuo, um efeito previsto pela eletrodinâmica quântica há cerca de 90 anos. Ao observar a luz de raios X emitida pelo magnetar 1E 1547.0−5408, os cientistas detetaram sinais de que o intenso campo magnético altera as propriedades do próprio espaço vazio, confirmando uma das previsões mais extraordinárias da física moderna.

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Descoberta a evidência mais forte até à data que Betelgeuse possui uma companheira

Astrónomos obtiveram a evidência mais convincente de que Betelgeuse possui uma estrela companheira. Observações do Very Large Telescope do ESO revelaram diretamente este astro, procurado há cerca de um século para explicar as variações de brilho da supergigante vermelha. A descoberta ajudará a compreender a evolução de Betelgeuse e a futura explosão de supernova.

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Hubble mostra que a formação estelar na Galáxia de Andrómeda está a abrandar

Dados do telescópio Hubble revelam que a formação de estrelas na galáxia de Andrómeda está a abrandar há 500 milhões de anos, com uma queda acentuada nos últimos 40 milhões. Esta desaceleração, concentrada num anel de formação estelar, pode ter sido influenciada por uma interação com a galáxia satélite M32.

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Hubble descobre o primeiro dos buracos negros “desaparecidos” de um enxame globular

Recorrendo a dados dos telescópios Hubble e James Webb, os astrónomos descobriram o primeiro buraco negro de massa estelar no enxame globular Omega Centauri. O objeto, batizado oMEGACat BH-2, orbita uma estrela visível a cada 94 anos, ajudando a compreender a evolução e formação destes misteriosos corpos celestes.

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Estrelas mortas na nossa vizinhança cósmica: cientistas descobrem quatro anãs brancas escondidas mesmo debaixo do nosso nariz

Foram identificadas quatro anãs brancas ocultas em sistemas binários a menos de 65 anos-luz da Terra, incluindo a nona mais próxima do Sol. Escondidas pelo brilho das suas companheiras anãs vermelhas, estas “estrelas mortas” passaram despercebidas durante décadas. A descoberta mostra que a nossa vizinhança cósmica ainda guarda surpresas e sugere que poderão existir mais sistemas semelhantes por encontrar.

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Os campos magnéticos do pulsar do “Farol”

Pela primeira vez, o telescópio espacial IXPE da NASA mediu diretamente os campos magnéticos do pulsar da Nebulosa do Farol (PSR J1101−6101). As observações confirmam que as partículas altamente energéticas escapam ao longo das linhas do campo magnético da Via Láctea, ajudando a explicar como estes objetos extremos aceleram partículas e moldam o meio interestelar.

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O “fantasma” na concha de Oríon

Novas observações rádio da Nebulosa de Oríon revelaram estruturas até agora invisíveis, incluindo conchas em expansão, cavidades e filamentos de hidrogénio neutro. Os resultados mostram que esta região de formação estelar foi moldada por vários episódios de atividade estelar massiva, e não por uma única bolha em expansão, desafiando os modelos atuais de formação estelar.

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