Estrelas e Ciência Estelar

As estrelas sempre estiveram no coração da Astronomia. Usamos telescópios para observar gás e formação de estrelas, ficamos deslumbrados com a explosão de estrelas velhas e sua transformação em supernovas. Notícias sobre as mais recentes descobertas no nosso estudo das estrelas.

A maioria dos pares de estrelas nascem como gémeas cósmicas

Um estudo com observações ALMA de estrelas muito jovens indica que a maioria dos pares próximos de estrelas nasce junta no mesmo disco de gás e poeira, em vez de se formar separadamente e aproximar-se depois. Estas "gémeas cósmicas" resultam da fragmentação do disco e ajudam a explicar a formação de sistemas planetários.

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O Hubble volta a observar a Nebulosa do Caranguejo para acompanhar 25 anos de expansão

O Telescópio Espacial Hubble voltou a observar a Nebulosa do Caranguejo, remanescente de uma supernova registada em 1054, revelando com grande detalhe a sua evolução ao longo de 25 anos. As imagens mostram a expansão rápida dos seus filamentos e ajudam a compreender melhor a dinâmica deste objeto cósmico.

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XRISM resolve o mistério com 50 anos de uma estrela famosa

Observações de alta precisão do telescópio espacial XRISM revelaram que os raios X invulgares da estrela Gamma Cassiopeiae são gerados por uma anã branca invisível que consome material da estrela principal. Esta descoberta resolve um mistério de 50 anos e confirma um tipo de sistema binário há muito previsto.

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A rotação distingue os planetas gigantes das “estrelas falhadas”

Um estudo liderado pela Universidade Northwestern revelou que a velocidade de rotação distingue planetas gigantes de anãs castanhas ("estrelas falhadas"), que são difíceis de diferenciar. Os planetas giram muito mais depressa, enquanto as anãs castanhas são travadas por campos magnéticos. Esta diferença sugere processos de formação distintos e fornece uma nova ferramenta para classificar estes objetos semelhantes.

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Como duas anãs castanhas ténues se juntaram para brilhar intensamente

Foi descoberto, por astrónomos do Caltech, um sistema raro de duas anãs castanhas íntimas, onde uma está a transferir matéria para a outra, criando um ponto quente brilhante. Observado pelo ZTF (Zwicky Transient Facility), o sistema varia de brilho a cada ~57 minutos. Este processo poderá levar à fusão das duas ou à ignição de uma delas, formando uma nova estrela.

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O Sol não está sozinho – escapou do Centro Galáctico juntamente com as suas “gémeas”

Astrónomos analisaram milhares de “gémeas solares” - estrelas muito semelhantes ao Sol - usando dados do satélite Gaia. Descobriram que o Sol provavelmente nasceu muito mais perto do centro da Via Láctea e que esta população migrou para mais longe há cerca de 4 a 6 mil milhões de anos. A migração ajuda a explicar a evolução da estrutura em barra do centro da Galáxia.

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Astrónomos observam o nascimento de um magnetar numa supernova superluminosa

Astrónomos observaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar, uma estrela de neutrões extremamente magnetizada e em rápida rotação, durante uma supernova superluminosa a cerca de mil milhões de anos-luz. O fenómeno confirma uma teoria proposta em 2010: a energia libertada por estes magnetares recém-formados alimenta algumas das explosões estelares mais brilhantes do Universo, produzindo padrões característicos na luz da supernova.

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Estranha explosão cósmica, causada pela colisão de galáxias, lança luz sobre elementos pesados

Foi identificada uma explosão cósmica invulgar, associada a galáxias em colisão, e localizada numa galáxia muito ténue dentro de um grupo de galáxias a cerca de 8,5 mil milhões de anos-luz. O fenómeno é provavelmente causado pela fusão de duas estrelas de neutrões, produzindo uma explosão de raios gama e criando elementos pesados como ouro e platina. Este eventou ajuda a compreender a origem destes elementos pesados no Universo.

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Qual é a idade do Universo? As estrelas mais antigas dão-nos uma pista

Astrónomos do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam e da Universidade de Bolonha estimaram a idade do Universo analisando algumas das estrelas mais antigas da Via Láctea com dados da missão Gaia. A partir de cerca de 100 estrelas muito antigas, calcularam uma idade provável de 13,6 mil milhões de anos, fornecendo um novo método para estudar a chamada “tensão de Hubble” no que toca ao ritmo de expansão do Universo.

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