Estrelas e Ciência Estelar

As estrelas sempre estiveram no coração da Astronomia. Usamos telescópios para observar gás e formação de estrelas, ficamos deslumbrados com a explosão de estrelas velhas e sua transformação em supernovas. Notícias sobre as mais recentes descobertas no nosso estudo das estrelas.

Hubble descobre o primeiro dos buracos negros “desaparecidos” de um enxame globular

Recorrendo a dados dos telescópios Hubble e James Webb, os astrónomos descobriram o primeiro buraco negro de massa estelar no enxame globular Omega Centauri. O objeto, batizado oMEGACat BH-2, orbita uma estrela visível a cada 94 anos, ajudando a compreender a evolução e formação destes misteriosos corpos celestes.

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Estrelas mortas na nossa vizinhança cósmica: cientistas descobrem quatro anãs brancas escondidas mesmo debaixo do nosso nariz

Foram identificadas quatro anãs brancas ocultas em sistemas binários a menos de 65 anos-luz da Terra, incluindo a nona mais próxima do Sol. Escondidas pelo brilho das suas companheiras anãs vermelhas, estas “estrelas mortas” passaram despercebidas durante décadas. A descoberta mostra que a nossa vizinhança cósmica ainda guarda surpresas e sugere que poderão existir mais sistemas semelhantes por encontrar.

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Os campos magnéticos do pulsar do “Farol”

Pela primeira vez, o telescópio espacial IXPE da NASA mediu diretamente os campos magnéticos do pulsar da Nebulosa do Farol (PSR J1101−6101). As observações confirmam que as partículas altamente energéticas escapam ao longo das linhas do campo magnético da Via Láctea, ajudando a explicar como estes objetos extremos aceleram partículas e moldam o meio interestelar.

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O “fantasma” na concha de Oríon

Novas observações rádio da Nebulosa de Oríon revelaram estruturas até agora invisíveis, incluindo conchas em expansão, cavidades e filamentos de hidrogénio neutro. Os resultados mostram que esta região de formação estelar foi moldada por vários episódios de atividade estelar massiva, e não por uma única bolha em expansão, desafiando os modelos atuais de formação estelar.

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Missão TESS descobre sistema planetário por via que lhe é inédita

Pela primeira vez, a missão TESS da NASA descobriu um planeta através de microlentes gravitacionais, em vez do método habitual dos trânsitos. O planeta Gaia23bra b é um "super-Júpiter" que orbita longe da sua estrela. A descoberta demonstra que os dados do TESS podem revelar muitos outros planetas antes considerados impossíveis de detetar com esta missão.

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Chandra e XMM-Newton revêem distância até aos braços espirais exteriores da Via Láctea

Os telescópios espaciais de raios X, XMM-Newton da ESA, e Chandra da NASA, mapearam os braços espirais exteriores da nossa Via Láctea medindo os ecos de raios X de três explosões cósmicas distantes, refletidos pela poeira galáctica. Os resultados revelam que dois destes braços espirais estão até 10% mais distantes do que se pensava.

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As órbitas dos cometas de longo período refletem a passagem próxima da estrela HD 7977

Um novo estudo sugere que a passagem da estrela HD 7977, há cerca de 2,5 milhões de anos, perturbou a Nuvem de Oort e desencadeou uma chuva de cometas de longo período que ainda hoje afeta o Sistema Solar. Se confirmado, o fenómeno poderá duplicar o número de cometas observados e obrigar a rever as estimativas da população da Nuvem de Oort.

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GTC descobre a “impressão digital química” das primeiras estrelas do Universo numa galáxia vizinha

O Gran Telescopio de Canarias detetou, na galáxia relíquia NGC 1277, possíveis traços químicos das primeiras estrelas do Universo. Como esta galáxia permaneceu quase inalterada durante milhares de milhões de anos, funciona como uma “cápsula do tempo” cósmica. A descoberta poderá permitir estudar as primeiras gerações de estrelas sem recorrer apenas às galáxias mais distantes e primitivas.

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Webb e Hubble revelam uma relíquia da formação da nossa Galáxia

Observações dos telescópios espaciais Webb e Hubble revelaram que o objeto Terzan 5 não é um enxame globular comum, mas um raro "fragmento fóssil" da formação inicial da Via Láctea. O sistema contém quatro gerações distintas de estrelas, preservando um registo único dos primeiros estágios de formação da nossa Galáxia.

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Estes dois remanescentes de supernova podem estar associados a duas estrelas irmãs

Astrónomos da NASA descobriram indícios de que dois remanescentes de supernova na constelação de Gémeos poderão ser "irmãos": estrelas massivas que formavam um sistema binário. Uma explodiu primeiro, projetando a companheira pelo espaço; milhares de anos depois, esta também explodiu. Os dados do Telescópio Espacial Fermi sugerem ser o primeiro exemplo conhecido de duas supernovas ligadas ao mesmo sistema estelar original.

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