O Telescópio Hubble. Crédito: STS-103, STScI, ESA, NASA

Parabéns, Hubble!

Durante a sua vida em órbita, o telescópio espacial Hubble tem dado a conhecer visões sem paralelo dos céus, imagens de vastas porções do Universo que despertam a nossa imaginação.

O Hubble foi posto em órbita a 24 de Abril de 1990. George Bush sénior era então presidente dos EUA e o Iraque ainda não tinha invadido o Kuwait, fomentando a Guerra do Golfo.

Não funcionou bem no início. O seu espelho de 2.4 metros tinha um erro inferior ao diâmetro de um cabelo e as imagens ficavam desfocadas. Os astronautas então instalaram “óculos” correctivos em 1993.

O observatório fez 645,000 exposições de mais de 20,000 alvos enquanto percorria os mais de 3.2 mil milhões de quilómetros durante as suas 82,000 órbitas em volta da Terra. O arquivo de dados do Hubble é igual em volume a cerca de 128 milhões de itens de uma grande biblioteca.

As observações no visível, infravermelho e luz ultravioleta do Hubble geraram mais de 5,000 trabalhos científicos.

Por entre os seus maiores sucessos encontram-se observações correntes de supernovas que mostram o Universo não apenas a expandir, como também a acelerar. Estas descobertas sem precedentes apontam para que algo chamado matéria escura, da qual os cientistas sabem quase nada, esteja a trabalhar contra a gravidade — e a ganhar.

No princípio deste ano o Hubble iniciou o seu estudo em “Ultra Deep Field”, que contém um zoo de tipos de galáxias e, esperam os astrónomos, os objectos mais distantes alguma vez fotografados. A luz de jovens galáxias viajaram durante mais de 13 mil milhões de anos até chegar à câmara digital do Hubble.

Mais próximo de casa, o Hubble fez em 2001 as primeiras medições directas da composição da atmosfera de um planeta fora do nosso sistema solar.

Recentemente foi utilizado para aumentar a precisão dos dados do objecto conhecido mais distante do sistema solar, um mini-mundo para lá de Plutão.

O Hubble tem também monitorizado mudanças radicais dos ventos em Saturno, como também mostrou que Neptuno tem estações. Detectou misteriosos «flashes» de luz em Júpiter e tirou imagens de Marte de cortar a respiração.

Provavelmente a mais famosa imagem do Hubble seja a da Nebulosa da Águia (M16), um popular ícone conhecido como os “Pilares da Criação”. As colunas de hidrogénio iluminadas por jovens estrelas, fotografadas em 1995 a uma distância de 7,000 anos-luz, têm sido a capa de revistas religiosas e filosóficas. Esta imagem está no Top 10 das imagens espaciais de qualquer pessoa.

Sobre Miguel Montes

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Um comentário

  1. Parabéns, grande Hubble! És o maior! 🙂

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