Imagem de artista sobre o WISE. Crédito: NASA

Aprovada a missão WISE

As estrelas mais próximas do nosso Sistema Solar não foram ainda provavelmente descobertas dado serem provavelmente muito pequenas e “frias”, pertencendo por isso a uma família a que se chamam anãs castanhas. Mas, recentemente, foi aprovada uma nova missão da NASA, chamada Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) que provavelmente será capaz de as detectar.

Calendarizada para ser lançada em 2008, com um preço global de 208 milhões de dolares, o WISE fará o varrimento integral do céu no infravermelho à procura de anãs castanhas, de discos planetários em torno de estrelas jovens e de colisões de galáxias.

No final será produzida uma base de dados de mais de um milhão de imagens, contendo centenas de milhões de objectos.

Como um conjunto de óculos de visão nocturna, o novo telescópio espacial varrerá o cosmos com detectores de infravermelho tendo uma sensibilidade até 500.000 vezes maior que as anteriores missões (IRAS, ISO). Revelará centenas de estrelas frias chamadas anãs castanhas (que também há quem diga que são estrelas falhadas, pois falharam a possibilidade de ser verdadeiras estrelas por não possuírem a massa suficiente para que as reacções nucleares lhes permitam ter uma temperatura à superfície que lhes permita ser visíveis). Algumas destas estrelas poderão estar mais próximas de nós que as estrelas mais próximas que agora são conhecidas. Sabe-se que cerca de dois terços das estrelas próximas são demasiado frias para poderem ser detectadas com radiação visível, daí que a gama espectral escolhida seja o infravermelho.

O telescópio também dará informação sobre discos planetários em torno das estrelas próximas e de colisões de galáxias, que emitem mais do que quaisquer outras galáxias do universo. Embora a maior parte dessa emissão seja no ultravioleta também no infravermelho se deverão destacar das restantes.

O principal objectivo da missão é identificar o maior número de objectos possíveis para construir um catálogo que seja o suporte para os alvos do James Webb Space Telescope, a ser lançado na próxima década.

Sobre Miguel Montes

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