SOHO capta proeminência solar. Crédito: SOHO-ESA/NASA

50 anos de energia solar

Há cinquenta anos dois cientistas do estado de Oregon nos Estados Unidos da América anunciaram nos campos verdes dos Laboratórios Bell que tinham finalmente conseguido uma forma de transformar a energia solar em energia eléctrica.

Daryl Chapin, um engenheiro electrotécnico, Gerald Pearson, um físico, conjuntamente com o químico Calvin Fuller demonstraram a 25 Abril de 1954 a primeira célula solar feita de silício (mais tarde o material mais importante na produção de chips de computadores).

Levou mais de um século desde que pela primeira vez o efeito fotovoltaico foi descrito pelo francês Edmund Becquerel em 1839 até que houvesse uma maneira de tornar o método comercial com a tecnologia descrita pelo trio dos Laboratórios Bell.

A nota de imprensa original dos Laboratórios Bell descrevia “um aparelho de aspecto espantosamente simples constituído por tiras de silício que mostrou como os raios solares podiam ser usados para fornecer a potência a um transmissor de rádio que enviava voz e música”. Chapin e Pearson eram ambos licenciados pela Universidade Willamette em Salem, que lhes atribuiu doutoramentos honoris causa pelo seu trabalho em 1956. A sua investigação com Fuller foi suportada na teoria de efeito fotoeléctrico que atribuiu o Prémio Nobel da Física a Albert Einstein em 1921. O objectivo do trio era obter uma forma económica de resolver a alimentação das baterias do sistema telefónico da Bell usado na época. Embora na altura a aplicação apenas servisse para alimentar um transmissor de rádio, meio século mais tarde as células solares fornecem energia para uma vasta gama de aplicações desde calculadoras de bolso até aos Rovers que andam sobre o solo marciano.

A eficiência desta tecnologia tem vindo a aumentar e o seu custo tem vindo a diminuir o que faz prever que cada vez venha a existir uma utilização maior para esta tecnologia.

Sobre Miguel Montes

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