Telescópios Profissionais

Os telescópios terrestres e espaciais não só transformaram a investigação astronómica, mas são eles próprios feitos impressionantes de engenharia. Acompanhe os métodos mais engenhosos de estudar o Universo.

A rotação distingue os planetas gigantes das “estrelas falhadas”

Um estudo liderado pela Universidade Northwestern revelou que a velocidade de rotação distingue planetas gigantes de anãs castanhas ("estrelas falhadas"), que são difíceis de diferenciar. Os planetas giram muito mais depressa, enquanto as anãs castanhas são travadas por campos magnéticos. Esta diferença sugere processos de formação distintos e fornece uma nova ferramenta para classificar estes objetos semelhantes.

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Como duas anãs castanhas ténues se juntaram para brilhar intensamente

Foi descoberto, por astrónomos do Caltech, um sistema raro de duas anãs castanhas íntimas, onde uma está a transferir matéria para a outra, criando um ponto quente brilhante. Observado pelo ZTF (Zwicky Transient Facility), o sistema varia de brilho a cada ~57 minutos. Este processo poderá levar à fusão das duas ou à ignição de uma delas, formando uma nova estrela.

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O Hubble capta, inesperadamente, um cometa a fragmentar-se

O Telescópio Espacial Hubble captou, por acaso, o cometa C/2025 K1 (ATLAS) a desintegrar-se em vários fragmentos, apenas dias após a sua maior aproximação do Sol. Imagens obtidas ao longo de três dias mostram o núcleo a dividir-se e os pedaços a afastarem-se. Esta observação rara oferece uma visão inédita do interior e da fragilidade dos cometas de longo período.

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Investigadores revelam uma nova classe de planetas fundidos

Cientistas da Universidade de Oxford identificaram um novo tipo de exoplaneta, representado por L 98-59 d, com um oceano global de magma que armazena grandes quantidades de enxofre no interior. Observações do Telescópio Webb mostram uma atmosfera rica em gases sulfurosos e baixa densidade. Este mundo não se encaixa nas categorias conhecidas, sugerindo uma nova classe de planetas e maior diversidade cósmica.

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O Sol não está sozinho – escapou do Centro Galáctico juntamente com as suas “gémeas”

Astrónomos analisaram milhares de “gémeas solares” - estrelas muito semelhantes ao Sol - usando dados do satélite Gaia. Descobriram que o Sol provavelmente nasceu muito mais perto do centro da Via Láctea e que esta população migrou para mais longe há cerca de 4 a 6 mil milhões de anos. A migração ajuda a explicar a evolução da estrutura em barra do centro da Galáxia.

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ALMA deteta uma grande abundância de álcool no cometa interestelar 3I/ATLAS

Recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), os cientistas estudaram o cometa interestelar 3I/ATLAS, detetando quantidades invulgarmente altas de metanol na sua cabeleira. A proporção entre metanol e cianeto de hidrogénio é muito superior à observada em cometas do Sistema Solar, sugerindo que o objeto se formou sob condições químicas diferentes noutro sistema planetário e oferecendo uma rara “impressão digital” da sua origem.

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Astrónomos observam o nascimento de um magnetar numa supernova superluminosa

Astrónomos observaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar, uma estrela de neutrões extremamente magnetizada e em rápida rotação, durante uma supernova superluminosa a cerca de mil milhões de anos-luz. O fenómeno confirma uma teoria proposta em 2010: a energia libertada por estes magnetares recém-formados alimenta algumas das explosões estelares mais brilhantes do Universo, produzindo padrões característicos na luz da supernova.

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Estranha explosão cósmica, causada pela colisão de galáxias, lança luz sobre elementos pesados

Foi identificada uma explosão cósmica invulgar, associada a galáxias em colisão, e localizada numa galáxia muito ténue dentro de um grupo de galáxias a cerca de 8,5 mil milhões de anos-luz. O fenómeno é provavelmente causado pela fusão de duas estrelas de neutrões, produzindo uma explosão de raios gama e criando elementos pesados como ouro e platina. Este eventou ajuda a compreender a origem destes elementos pesados no Universo.

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Descartada a hipótese do asteroide 2024 YR4 colidir com a Lua

O asteroide 2024 YR4, com cerca de 60 m de diâmetro, chegou a ter uma probabilidade de ~4% de colidir com a Lua no dia 22 de dezembro de 2032. Novas observações feitas com o Telescópio Espacial James Webb permitiram calcular melhor a sua órbita e eliminar completamente esse risco. O objeto passará em segurança a mais de 20.000 km da Lua.

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Qual é a idade do Universo? As estrelas mais antigas dão-nos uma pista

Astrónomos do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam e da Universidade de Bolonha estimaram a idade do Universo analisando algumas das estrelas mais antigas da Via Láctea com dados da missão Gaia. A partir de cerca de 100 estrelas muito antigas, calcularam uma idade provável de 13,6 mil milhões de anos, fornecendo um novo método para estudar a chamada “tensão de Hubble” no que toca ao ritmo de expansão do Universo.

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