
Crédito: NASA, ESA, CSA, I. Labbe (Universidade de Swinburne) e R. Bezanson (Universidade de Pittsburgh); processamento de imagem – Alyssa Pagan (STScI)
Os astrónomos divulgaram a mais recente imagem de campo profundo do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, apresentando detalhes nunca antes vistos numa região do espaço conhecida como o Enxame de Pandora (Abell 2744). A visão do Webb mostra três enxames de galáxias – já massivos – a juntarem-se para formar um megaenxame. A massa combinada dos enxames galácticos cria uma poderosa lente gravitacional, um efeito natural de ampliação pela gravidade, permitindo que galáxias muito mais distantes no início do Universo sejam observadas usando o enxame como uma lupa.
Apenas o núcleo central de Pandora tinha sido previamente estudado pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Ao combinar os poderosos instrumentos infravermelhos do Webb com um amplo mosaico das múltiplas áreas de lente da região, os astrónomos visaram alcançar um equilíbrio de amplitude e profundidade que abrirá uma nova fronteira no estudo da cosmologia e da evolução galáctica.
Os astrónomos estudaram a região como parte do programa UNCOVER (Ultradeep NIRSpec and NIRCam ObserVations before the Epoch of Reionization). A nova vista do Enxame de Pandora “costura” quatro instantâneos do Webb numa imagem panorâmica, exibindo cerca de 50.000 fontes de luz no infravermelho próximo.
Para além da ampliação, o efeito de lente gravitacional distorce a aparência das galáxias distantes, pelo que estas parecem muito diferentes das que se encontram em primeiro plano. O enxame galáctico que atua como “lente” é tão massivo que distorce o tecido do próprio espaço, o suficiente para que a luz das galáxias distantes que passam por esse espaço distorcido também adquira uma aparência deformada.
No núcleo da lente, para baixo e à direita na imagem do Webb, o telescópio revelou centenas de galáxias distantes com efeito de lente que aparecem como ténues linhas arqueadas na imagem. O Hubble não é capaz de observar tantos detalhes.
A equipa do UNCOVER utilizou a NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb para capturar o enxame com exposições de 4-6 horas, durante um total de cerca de 30 horas de tempo de observação. O passo seguinte é analisar meticulosamente os dados de imagem e selecionar galáxias para observação posterior com o NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph), que fornecerá medições precisas da distância, juntamente com outras informações detalhadas sobre as composições das galáxias sobre o efeito de lente, fornecendo novas perspetivas sobre a era inicial de montagem e evolução galáctica. A equipa do UNCOVER espera fazer estas observações NIRSpec no verão de 2023.
Entretanto, todos os dados fotométricos da NIRCam foram divulgados publicamente para que outros astrónomos se possam familiarizar com eles e planear os seus próprios estudos científicos com os ricos conjuntos de dados do Webb.
O mosaico e o catálogo de fontes do Enxame de Pandora (Abell 2744) fornecidos pela equipa do UNCOVER combinam dados publicamente disponíveis do Hubble com a fotometria Webb de três programas de observação do JWST: JWST-GO-2561, JWST-DD-ERS-1324 e JWST-DD-2756.
// ESA/Webb (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// STScI (comunicado de imprensa)
// Universidade de Swinburne (comunicado de imprensa)
// Universidade de Massachusetts, Amherst (comunicado de imprensa)
// Universidade Estatal da Pensilvânia (comunicado de imprensa)
// Imagem “zommable” do Enxame de Pandora (STScI)
// Imagem no ESASky (ESA)
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Enxame de Pandora (Abell 2744):
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