O meteoro que embateu no solo produzindo a Cratera do Meteorito do Arizona embateu no planeta a uma velocidade muito mais baixa que a que se tinha inicialmente pensado, mas ainda assim 10 vezes mais rápido que uma bala de carabina.
As novas análises, anunciadas ontem, revelam que houve muito menos rocha derretida na cratera que o que foi inicialmente pensado. Este mistério foi um quebra-cabeças durante anos.
O grande buraco no solo – cerca de 200 m de profundidade e 1250m de diâmetro, foi produzido há cerca de 50,000 anos por um asteróide com cerca de 40 m de diâmetro.
Os cálculos anteriores estimavam que o embate se dera a uma velocidade de 15 km/s e estavam baseados nas velocidades a que se vêem os grandes meteoros atingir a Terra actualmente. No entanto, um embate a essa velocidade teria que ter produzido mais rocha fundida.
O novo modelo computacional que foi apresentado na revista Nature de 10 de Março, mostra que o objecto teria travado bastante durante o seu trajecto pela atmosfera, tendo parte sido desfeita formando uma nuvem de fragmentos de ferro com a forma de uma panqueca antes do impacto da meteorito com o solo.
Do objecto inicial de 300,000 toneladas apenas cerca de metade terá chegado ao solo e atingido o planeta a cerca de 12 km/s, de acordo com o referido por Jay Melosh, o investigador principal da Universidade do Arizona.
CCVAlg – Astronomia Centro Ciência Viva do Algarve – Astronomia