Saturno, visto pela Cassini. Crédito: NASA/JPL

Saturno cresce aos olhos da Cassini

A sonda da NASA Cassini está próxima o suficiente de Saturno para fotografar pequenas características na atmosfera do planeta. Uma nova imagem mostra duas pequenas e ténues manchas negras que a nave não tinha ainda detectado.

A Cassini deverá chegar a Saturno no dia 1 de Julho.

A nova imagem foi tirada em Março quando a sonda se encontrava a 56.4 milhões de quilómetros de Saturno, um pouco mais que um terço da distância da Terra ao Sol. O planeta é 23% maior do que na anterior foto enviada pela Cassini para a Terra, tirada 4 semanas antes.

A imagem mostra Saturno em cores reais. O contraste e as cores foram um pouco alteradas, no entanto, para tornar as características mais proeminentes.

O planeta projecta uma perfeita sombra nos seus anéis, que são feitos de partículas geladas que variam desde o tamanho de partículas de pó até rochas do tamanho de pequenas casas, e até pequenas luas embutidas. Os astrónomos não têm a certeza de como os anéis foram criados.

As duas manchas negras são visíveis no hemisfério sul do planeta. Os cientistas da missão esperam que se tornem mais visíveis no meses seguintes. Manchas atmosféricas em Júpiter e Saturno ocorrem frequentemente e podem durar dias, semanas ou meses. São habitualmente aparentadas com as tempestades da Terra mas, dado que os planetas gigantes não têm superfície para desfazer o fluxo de nuvens, as tempestades ou manchas podem durar períodos mais longos.

As manchas estão localizadas à latitude 38º Sul.

Algumas das luas de Saturno são visíveis na parte de baixo da nova imagem. Mimas, com 398 quilómetros de diâmetro à esquerda, por baixo dos anéis; Dione, com 1,118 quilómetros, à esquerda por baixo de Mimas; e Encelado à direita, com 499 quilómetros. As luas tiveram o seu brilho aumentado para ajudar à visibilidade.
A Cassini irá estudar a atmosfera de Saturno, os anéis e as luas. Espera-se que descubra outras pequenas luas dentro dos anéis.

Acoplada à nave encontra-se a sonda Huygens, que irá descer pela atmosfera de Titã, o maior satélite de Saturno, no começo do próximo ano. A sonda poderá aterrar numa superfície ou talvez num estranho mar com grandes ondas.

Sobre Miguel Montes

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