O enxame galáctico Abell 1835.

VLT bate todos os recordes de observação “deep-sky”

Usando o detector de infravermelho próximo ISAAC no telescópio VLT do ESO e o efeito de ampliação gerado por uma lente gravitacional, uma equipa de astrónomos suíços e franceses descobriu várias galáxias de brilho muito débil que se crêem ser as mais remotas jamais observadas.

Estudos espectroscópicos realizados sobre uma destas galáxias permitem de forma consistente garantir que se trata de longe da galáxia conhecida mais longínqua do Universo.

Chamada Abell 1835 IR1916, a galáxia recentemente descoberta tem um redshift de 10, o  que a coloca a uma distância de 13 230 milhões de anos-luz, quebrando uma barreira que como recentemente noticiámos se pensava que apenas poderia ser quebrada com o JWST (James Webb Space Telescope) a ser lançado no início da próxima década.

Se a estimativa for confirmada, este objecto surgiu quando o universo tinha “apenas” 470 milhões de anos de idade, ou seja, apenas 3% da sua idade actual.

Esta galáxia primordial parece ser dez mil vezes menos massiva que a nossa Galáxia, a Via Láctea. Estará entre a primeira classe de objectos que terminaram com a Era Escura do Universo.

Esta formidável descoberta ilustra bem o potencial dos grandes telescópios no infravermelho próximo no solo para a exploração do universo primordial.

Sobre Miguel Montes

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