Estudos espectroscópicos realizados sobre uma destas galáxias permitem de forma consistente garantir que se trata de longe da galáxia conhecida mais longínqua do Universo.
Chamada Abell 1835 IR1916, a galáxia recentemente descoberta tem um redshift de 10, o que a coloca a uma distância de 13 230 milhões de anos-luz, quebrando uma barreira que como recentemente noticiámos se pensava que apenas poderia ser quebrada com o JWST (James Webb Space Telescope) a ser lançado no início da próxima década.
Se a estimativa for confirmada, este objecto surgiu quando o universo tinha “apenas” 470 milhões de anos de idade, ou seja, apenas 3% da sua idade actual.
Esta galáxia primordial parece ser dez mil vezes menos massiva que a nossa Galáxia, a Via Láctea. Estará entre a primeira classe de objectos que terminaram com a Era Escura do Universo.
Esta formidável descoberta ilustra bem o potencial dos grandes telescópios no infravermelho próximo no solo para a exploração do universo primordial.
CCVAlg – Astronomia Centro Ciência Viva do Algarve – Astronomia