Telescópios Profissionais

Os telescópios terrestres e espaciais não só transformaram a investigação astronómica, mas são eles próprios feitos impressionantes de engenharia. Acompanhe os métodos mais engenhosos de estudar o Universo.

1400 objetos peculiares encontrados no arquivo do Hubble

Astrónomos usaram inteligência artificial para analisar quase 100 milhões de imagens do arquivo do Telescópio Espacial Hubble, encontrando cerca de 1400 objetos anómalos, mais de 800 nunca antes documentados. As descobertas incluem galáxias em fusão, lentes gravitacionais e formas invulgares, e várias dúzias de objetos que não se encaixam nas classificações atuais, demonstrando o potencial da IA na exploração de dados astronómicos.

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Hubble descobre o segredo das estrelas que desafiam a velhice

Algumas estrelas parecem desafiar o próprio tempo. Aninhadas em enxames estelares antigos, são mais azuladas e mais luminosas do que as suas vizinhas, parecendo muito mais jovens do que a sua verdadeira idade. Conhecidas como "blue stragglers" (ou, em português, estrelas retardatárias azuis), estas estrelas bizarras têm intrigado os astrónomos há mais de 70 anos. Agora, novos resultados obtidos com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA estão finalmente a revelar como estas estrelas "eternamente jovens" surgem e porque é que prosperam em vizinhanças cósmicas mais calmas.

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Modelo de inteligência artificial que encontrou 370 exoplanetas analisa agora os dados do TESS

A NASA desenvolveu o ExoMiner++, um modelo de IA de código aberto para analisar dados das missões Kepler e TESS. Após validar 370 exoplanetas, a ferramenta identificou recentemente 7000 novos candidatos. Esta iniciativa de "ciência aberta" acelera a descoberta de mundos distantes e permite a colaboração global na investigação espacial.

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Nuvem massiva, com ventos metálicos, descoberta em órbita de objeto misterioso

Foram descobertos ventos de metais vaporizados numa nuvem massiva que obscureceu a luz de uma estrela durante quase nove meses. Esta descoberta, feita com o telescópio Gemini South no Chile, oferece um raro vislumbre dos processos caóticos e dinâmicos que ainda moldam os sistemas planetários muito depois da sua formação.

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ALMA revela a adolescência de novos mundos

Um novo levantamento ALMA captou as imagens mais nítidas de 24 discos de detritos em torno de outras estrelas, equivalentes à “adolescência” dos sistemas planetários. Estes discos mostram estruturas complexas, como múltiplos anéis, halos e arcos assimétricos, revelando uma fase turbulenta de colisões e migrações planetárias que ajuda a reconstruir a história violenta, e possivelmente comum, que também o Sistema Solar terá vivido.

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O buraco negro da Via Láctea esconde um passado explosivo

O buraco negro supermassivo da nossa Galáxia é famoso por ser um dos mais fracos do Universo. Os resultados de um novo telescópio espacial mostram que pode nem sempre ter sido esse o caso. Sagitário A*, localizado no centro da Via Láctea, parece ter-se inflamado dramaticamente algures nas últimas centenas de anos, de acordo com as emissões de raios X observadas pelo telescópio espacial XRISM.

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Telescópio William Herschel descobre uma misteriosa barra de ferro na Nebulosa do Anel

Uma equipa europeia de astrónomos, liderada por investigadores da UCL (University College London) e da Universidade de Cardiff, descobriu uma estrutura misteriosa em forma de barra, feita de ferro, no interior da famosa Nebulosa do Anel (Messier 57). A análise com o instrumento WEAVE no Telescópio William Herschel revelou esta barra extensa de ferro, cuja origem ainda não é totalmente conhecida e que até pode estar ligada ao que resta de um planeta vaporizado.

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O Webb oferece um olhar sem precedentes sobre o coração da Galáxia do Compasso

A Galáxia do Compasso, uma galáxia a cerca de 13 milhões de anos-luz de distância, contém um buraco negro supermassivo ativo que continua a influenciar a sua evolução. Pensava-se que a maior fonte de luz infravermelha da região mais próxima do buraco negro eram os fluxos de matéria superaquecida que eram projetados para fora. Agora, novas observações do Telescópio Espacial James Webb da NASA, vistas aqui com uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA, fornecem evidências que invertem esta ideia, sugerindo que a maior parte do material quente e poeirento está, de facto, a alimentar o buraco negro central.

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Nascido na luz, em rumo à escuridão

O que sabemos sobre o nascimento de um buraco negro tem-se alinhado tradicionalmente com a nossa perceção dos próprios buracos negros: escuros, misteriosos e assustadoramente silenciosos, apesar da sua massa e influência. Os buracos negros de massa estelar nascem do colapso gravitacional final de estrelas massivas com várias dezenas de vezes a massa do nosso Sol que, ao contrário das estrelas menos massivas, não produzem brilhantes explosões de supernova.

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Astrónomos surpreendidos por onda de choque misteriosa em torno de estrela morta

O gás e a poeira ejetados pelas estrelas podem, nas condições certas, colidir com o meio circundante e criar uma onda de choque. Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrónomos capturaram imagens de uma onda de choque em torno de uma estrela morta - uma descoberta que os deixou intrigados. Segundo todos os mecanismos conhecidos, a pequena estrela morta RXJ0528+2838 não deveria ter este tipo de estrutura em seu redor. A descoberta, tão enigmática quanto impressionante, desafia a nossa compreensão de como as estrelas já mortas interagem com o meio que as rodeia.

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