As duas crateras, situadas na base da montanha, parecem mostrar marcas de um fluxo glacial no estreito entre ambas. Crédito: ESA

Par de crateras “namoradeiras” revelam actividade glacial

De acordo com a Agência Espacial Europeia, duas crateras que se “beijam”, reveladas numa nova imagem de Marte, mostram evidências de actividade glacial passada.

O par em forma de ampulheta foi descoberto no limite Este da Bacia Hellas – aproximadamente 38º Sul de latitude e 104º Este.

As crateras de impacto situam-se perto de uma montanha e os cientistas suspeitam que um glaciar se acumulou na suas bases a uma altura do passado. Se assim for, o gelo no início correu para a cratera mais pequena acima, que mede cerca de 9 km em diâmetro.

O glaciar depois continuou o seu percurso descendo até à cratera mais abaixo, que tem cerca de 17 km de diâmetro. As riscas nas crateras provavelmente indicam a direcção do fluxo glacial de uma cratera para a outra.

“Existem muitas características semelhantes a estas em Marte, embora esta seja certamente uma das maiores e mais dramáticas,” diz John Mustard, um geólogo da Universidade Brown, em Rhode Island, EUA.

As características geológicas deste género no Planeta Vermelho têm sido atribuídas a gelo ou a glaciares desde os anos 70.

“Acredito que estas e outras provas sejam extremamente convincentes, no sentido de mostrar que os glaciares existem provavelmente em Marte,” diz Mustard. “Estarão activos ainda hoje? Bem, isso é outra história, mas certamente o eram num passado geológico recente.”

A imagem foi tirada pela Câmara de Alta Resolução Estéreo a bordo da sonda europeia Mars Express.

Sobre Miguel Montes

Veja também

Missão TESS revela os planetas mais “inchados” já descobertos

A missão TESS da NASA descobriu os dois exoplanetas mais “fofos” alguma vez observados: TOI-791 b e TOI-791 c. Apesar de terem dimensões semelhantes às de Júpiter, são tão pouco densos que são mais leves do que algodão doce. Este raro par de "superinchados" poderá ajudar os astrónomos a compreender como os gigantes gasosos se formam e evoluem.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *