O mais brilhante pulso de radiação jamais visto veio de um pulsar a quase 12,000 anos-luz de distância. Durando menos de 15 mil milionésimos de um segundo (15 nanosegundos), a explosão foi registada por um radiotelescópio em Tidbinbilla, Austrália.
Embora a estrela tenha sido descoberta há decadas, foi só agora possível aos telescópios tornarem-se sensíveis o suficiente para registar tal efémero fenómeno.
No ponto de emissão do pulso, “a força dos campos magnéticos seria capaz de vaporizar e ionizar completamente todos os materiais conhecidos, despedaçando-os em plasma quente”, diz Wayne Cannon da Universidade de York em Toronto, Canadá, embora este se tenha tornado inofensivo quando chegou à Terra.
Cannon e seus colegas do Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, Califórnia, EUA, e do Instituto Físico Lebedev em Moscovo, Rússia, usaram a intensidade da radiação medida na Terra para estabelecer a intensidade à superfície da estrela, conhecida como B1937+-21, o Pulsar do Milisegundo Original.
Os pulsares são os restos de vulgares estrelas, e emitem pulsos regulares de radiação à medida que rodam. O Pulsar do Milisegundo Original emite pulsos em cada 1.557 milisegundos que não são particularmente brilhantes. Esta espantosa explosão foi um “pulso gigante”, algo associado com apenas alguns dos pulsares conhecidos. Ninguém sabe qual a causa deste evento.
Julian Osborne da Universidade de Leicester, Reino Unido, estuda as explosões de raios-gama, as mais energéticas do Universo, que duram apenas segundos. Ele diz que o breve pulso visto pela equipa de Cannon é “espectacular”. O pulso foi numa ordem de magnitude muito maior que o mais brilhante GRB conhecido. “Durante um instante este pulsar apareceu fantasticamente brilhante, mas esse instante foi extremamente breve,” diz Osborne.
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