Concepção de artista da sonda Cassini-Huygens a entrar na órbita de Saturno. Crédito: NASA/JPL/Caltech (Ilustração de David Seal)

Cassini atingida por tempestade de micro-partículas

A sonda Cassini foi atingida duas vezes por uma tempestade de pó à medida que passava pelos anéis de Saturno, mesmo antes de entrar em órbita a 30 de Junho.

A Cassini passou por conhecidas aberturas nos anéis para que não fosse destruída por grandes bocados de gelo. No entanto, estas brechas não estão completamente vazias.

A Cassini foi polvilhada por pedacinhos microscópicos de pó que embateram a uma velocidade de 20 quilómetros por segundo. No pico da actividade, 680 partículas colidiram com a sonda a cada segundo, de acordo com o site Science.NASA.gov.

Os impactos foram registados e convertidos num ficheiro de som que está disponível na Internet.

“Quando atravessámos o plano dos anéis, tínhamos aproximadamente 100,000 impactos de micro-partículas em menos de 5 minutos,” disse o membro de equipa da Cassini Don Gurnett, da Universidade de Iowa. Gurnett afirmou que estes pedaços tinham aproximadamente o tamanho de partículas presentes no fumo de um cigarro.

A maioria dos impactos teve lugar na antena de alto-ganho da sonda, que foi desenhada para aguentar tais embates. Aparentemente não há danos.

Cada partícula gerou uma bafurada de supercalor, um gás ionizado chamado plasma. O instrumento da Cassini Radio and Plasma Wave Science (RPWS) registou este acontecimento.

“Convertemos os dados em sons audíveis que se parecem com granizo a cair em cima de um telhado de lata”, disse Gurnett, que é o principal investigador do instrumento.

Em outras observações, a sonda aprofundou o nosso conhecimento da composição dos anéis gelados e sujos de Saturno. A Cassini começou agora o seu trabalho de 4 anos, com vista a estudar os anéis e luas em vários voos rasantes.

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