A cerca de 200 anos-luz da Terra, o núcleo de uma estrela morta está, como que numa dança cósmica macabra, a girar à volta de uma estrela maior. A estrela morta é um tipo de anã branca que exerce um poderoso campo magnético à medida que puxa o material da estrela maior para um rodopiante disco de acreção. O par em espiral é o que se chama um "polar intermédio" - um tipo de sistema estelar que emite um padrão complexo de radiação intensa, incluindo raios X, à medida que o gás da estrela maior cai sobre a outra.
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Dezembro, 2025
Novembro, 2025
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28 Novembro
Após quase 100 anos, os cientistas podem ter detetado matéria escura
No início da década de 1930, o astrónomo suíço Fritz Zwicky observou galáxias no espaço a moverem-se mais rapidamente do que a sua massa deveria permitir, o que o levou a inferir a presença de um "andaime" invisível - a matéria escura - que mantém as galáxias coesas. Quase 100 anos depois, o Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA poderá ter fornecido evidências diretas da existência de matéria escura, permitindo que a matéria invisível tenha sido "vista" pela primeira vez.
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28 Novembro
Astrónomos descodificam o passado secreto de uma estrela
Astrónomos do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii desvendaram o passado turbulento de uma gigante vermelha distante, escutando a sua "canção" celeste. Variações subtis no brilho da estrela sugerem que, potencialmente e em tempos, colidiu e fundiu-se com outra estrela, um evento explosivo que a deixou a girar rapidamente. Atualmente, orbita um buraco negro silencioso no sistema Gaia BH2.
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28 Novembro
Primeira deteção de descargas elétricas em Marte
Pela primeira vez, foram registadas descargas elétricas nas tempestades e redemoinhos de poeira - conhecidos como diabos de poeira - que varrem a superfície de Marte. Captados pelo microfone do instrumento SuperCam a bordo do rover Perseverance da NASA, os sinais representam uma descoberta importante com implicações imediatas para a nossa compreensão da química atmosférica, do clima e da habitabilidade de Marte, bem como para as futuras missões robóticas e tripuladas.
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25 Novembro
Theia e o planeta Terra eram vizinhos
Há cerca de 4,5 mil milhões de anos teve lugar o acontecimento mais marcante da história do nosso planeta: um enorme corpo celeste chamado Theia colidiu com a jovem Terra. O modo como a colisão se desenrolou e o que aconteceu exatamente depois ainda não foi determinado de forma conclusiva. O que é certo, no entanto, é que o tamanho, a composição e a órbita da Terra mudaram como resultado - e que o impacto marcou o nascimento da nossa companheira constante no espaço, a Lua.
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25 Novembro
Telescópio Espacial Roman pode obter novas “ondas” de informação sobre estrelas da Via Láctea
Uma equipa de investigadores confirmou que as estrelas "soam" claramente numa tonalidade que se harmonizará muito bem com os objetivos científicos e com as capacidades do próximo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA.
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21 Novembro
Webb deteta um buraco negro supermassivo “guloso” no Universo primitivo
Investigadores, recorrendo ao Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, confirmaram a existência de um buraco negro supermassivo em crescimento ativo no interior de uma galáxia, apenas 570 milhões de anos após o Big Bang. Fazendo parte de uma classe de galáxias pequenas e muito distantes que têm mistificado os astrónomos, CANUCS-LRD-z8.6 representa uma peça vital deste puzzle e desafia as teorias existentes sobre a formação de galáxias e buracos negros no Universo primitivo. A descoberta liga os primeiros buracos negros aos quasares luminosos que observamos atualmente.
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21 Novembro
Webb mostra 4 conchas de poeira a “espiralar” Apep, limita órbita longa
O Telescópio Espacial James Webb captou algo inédito: uma imagem nítida, no infravermelho médio, de um sistema com quatro espirais serpenteantes de poeira, uma a expandir-se para além da outra, exatamente com o mesmo padrão. Estas conchas foram emitidas nos últimos 700 anos por duas estrelas Wolf-Rayet envelhecidas num sistema conhecido como Apep, uma homenagem ao deus egípcio do caos.
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21 Novembro
Desvendado o mistério de um brilhante “anel de diamante” cósmico
Uma equipa internacional liderada por investigadores da Universidade de Colónia, Alemanha, resolveu o mistério de um fenómeno extraordinário conhecido como o "Anel de Diamante" na região de formação estelar Cygnus X, uma enorme estrutura em forma de anel feita de gás e poeira que se assemelha a um brilhante anel de diamante.
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18 Novembro
ESA melhora a trajetória do Cometa 3I/ATLAS com dados a partir de Marte
Desde que o cometa 3I/ATLAS, o terceiro objeto interestelar conhecido, foi descoberto a 1 de julho de 2025, os astrónomos de todo o mundo têm trabalhado para prever a sua trajetória. A ESA melhorou agora a localização prevista do cometa por um fator de 10, graças à utilização inovadora de dados de observação da nave espacial ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) em órbita de Marte.
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18 Novembro
As Plêiades têm milhares de “irmãs” há muito perdidas
Astrónomos da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, EUA, descobriram que o famoso enxame estelar das Plêiades, as "Sete Irmãs" ou M45, frequentemente avistado nas noites de inverno, é apenas a ponta brilhante de uma família estelar muito maior.
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18 Novembro
Uma nova missão para estudar Marte e o vento solar
Um par de naves espaciais da NASA, com destino final Marte, vai estudar a forma como o seu ambiente magnético é afetado pelo Sol. A missão também ajudará a agência espacial a preparar-se para a futura exploração humana do Planeta Vermelho.
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14 Novembro
Primeira observação confirmada de uma erupção explosiva numa estrela próxima
Astrónomos, utilizando o observatório espacial XMM-Newton da ESA e o telescópio LOFAR (LOw Frequency ARray), detetaram definitivamente uma explosão de material lançado para o espaço por outra estrela - uma explosão suficientemente poderosa para destruir a atmosfera de qualquer planeta azarado no seu caminho.
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14 Novembro
Forma única da explosão de uma estrela revelada apenas um dia após a deteção
Observações muito rápidas levadas a cabo com o VLT (Very Large Telescope) do ESO revelaram a morte explosiva de uma estrela quando a explosão irrompia da superfície da estrela. Pela primeira vez, os astrónomos revelaram a forma da explosão na sua fugaz fase inicial. Esta fase inicial já não teria sido possível observar no dia a seguir e ajuda-nos a responder a uma série de questões sobre como é que as estrelas massivas explodem, transformando-se em supernovas.
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14 Novembro
Explicada a misteriosa fusão “impossível” de dois enormes buracos negros
Em 2023, os astrónomos detetaram uma enorme colisão. Dois buracos negros de uma massa sem precedentes tinham chocado um com o outro a uma distância estimada de 7 mil milhões de anos-luz. As enormes massas e as rotações extremas dos buracos negros intrigaram os astrónomos. Não era suposto existirem buracos negros como estes.
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CCVAlg – Astronomia Centro Ciência Viva do Algarve – Astronomia