Investigadores revelaram uma estatística curiosa: os planetas mais comuns da Galáxia tendem a não orbitar as estrelas mais comuns da Galáxia. Em torno de anãs vermelhas pequenas, quase que não existem os chamados sub-Neptunos. Esta discrepância desafia os modelos atuais e sugere que a formação planetária depende mais do tipo de estrela do que se pensava.
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Maio, 2026
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1 Maio
Dois sóis são melhores do que um – os planetas prosperam em torno de estrelas binárias
Um estudo indica que os planetas podem formar-se mais facilmente em sistemas com duas estrelas do que em torno de estrelas individuais. Embora a região mais interna seja instável, as zonas mais afastadas tornam-se ideais para a formação de múltiplos planetas, incluindo gigantes gasosos, sugerindo que mundos com "dois sóis" podem ser comuns.
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Abril, 2026
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28 Abril
O cometa 3I/ATLAS foi formado num ambiente muito mais frio do que o do Sistema Solar
Observações do radiotelescópio ALMA revelaram que o cometa interestelar 3I/ATLAS contém níveis muito elevados de água "semipesada" (com deutério), cerca de 30 vezes superiores aos dos cometas do Sistema Solar. Isto indica que se formou num ambiente extremamente frio, muito diferente do nosso, oferecendo pistas sobre a diversidade de sistemas planetários na Galáxia.
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28 Abril
Desvendando o mistério da massa das jovens estrelas de Oríon
Astrónomos usaram radiotelescópios para medir com grande precisão a massa de estrelas jovens na região de Oríon, algo antes difícil devido ao gás e poeira envolventes. Os resultados revelam discrepâncias com modelos teóricos e ajudam a melhorar a compreensão da formação e evolução estelar.
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28 Abril
As “primas pequenas” da Via Láctea podem conter pistas do Universo primitivo
Um estudo mostra que galáxias anãs ultrafracas, satélites da Via Láctea, funcionam como "fósseis" do Universo primitivo. Simulações indicam que as suas propriedades atuais dependem fortemente das condições iniciais, como radiação e formação estelar, permitindo inferir como era o Universo nos seus primeiros milhões de anos.
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24 Abril
Rover Curiosity descobre moléculas orgânicas nunca antes observadas em Marte
O rover Curiosity da NASA identificou mais de 20 moléculas orgânicas em rochas antigas de Marte, incluindo várias nunca antes observadas no planeta. Embora não provem a existência de vida, estas substâncias mostram que Marte teve condições químicas favoráveis e que compostos complexos podem ser preservados durante milhares de milhões de anos.
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24 Abril
Neste exoplaneta semelhante a Júpiter podem existir nuvens de gelo de água
Astrónomos usaram o Telescópio Webb para estudar o exoplaneta gigante Epsilon Indi Ab, semelhante a Júpiter mas mais massivo e quente. Descobriram nuvens de gelo de água na sua atmosfera, algo ausente nos modelos atuais. O resultado revela maior complexidade atmosférica e melhora técnicas para estudar planetas tipo Terra no futuro.
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24 Abril
Determinando a idade de uma anã castanha através de minúsculas pulsações estelares
O Observatório W. M. Keck foi utilizado para estudar o sistema HR 7672 e determinar com precisão a idade da estrela (~2,3 mil milhões de anos) e da sua anã castanha companheira. Esta medição fornece um "relógio" raro que permite testar e melhorar modelos sobre a evolução e arrefecimento destes objetos intermédios.
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21 Abril
Astrónomos revelam sistema multiplanetário em constante mudança
Astrónomos da Universidade do Novo México descobriram um sistema planetário invulgar (TOI-201) com três corpos - uma super-Terra, um "Júpiter morno" e uma anã castanha - cujas órbitas mudam ao longo do tempo. Este comportamento raro permite observar, em tempo real, a evolução dinâmica de sistemas planetários.
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21 Abril
NASA desliga um instrumento da Voyager 1 para manter a sonda em funcionamento
A NASA desligou um dos instrumentos científicos da sonda Voyager 1 para poupar energia, já que a sua fonte nuclear está a enfraquecer com o tempo. Esta medida faz parte de uma estratégia gradual para prolongar a missão, permitindo que pelo menos alguns instrumentos continuem a funcionar e a recolher dados no espaço interestelar durante mais alguns anos.
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21 Abril
Como serão as ondas noutros planetas?
Investigadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) desenvolveram o modelo "PlanetWaves", que prevê como as ondas se comportam noutros planetas. Mostra que fatores como gravidade, atmosfera e composição dos líquidos alteram drasticamente as ondas - por exemplo, em Titã, uma brisa leve pode gerar ondas enormes, ao contrário da Terra.
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17 Abril
Entre a noite e o dia eternos, os rostos de dois primos da Terra
Observações do James Webb permitiram mapear, pela primeira vez, o clima de dois exoplanetas do sistema TRAPPIST-1. Estes mundos, com um lado em dia eterno e outro em noite permanente, apresentam diferenças extremas de temperatura, indicando a ausência de uma atmosfera e condições pouco favoráveis à habitabilidade.
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17 Abril
A maioria dos pares de estrelas nascem como gémeas cósmicas
Um estudo com observações ALMA de estrelas muito jovens indica que a maioria dos pares próximos de estrelas nasce junta no mesmo disco de gás e poeira, em vez de se formar separadamente e aproximar-se depois. Estas "gémeas cósmicas" resultam da fragmentação do disco e ajudam a explicar a formação de sistemas planetários.
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17 Abril
Webb redefine a linha divisória entre planetas e estrelas
Foram utilizadas observações do Telescópio Espacial James Webb para estudar o objeto 29 Cygni b, com cerca de 15 vezes a massa de Júpiter, situado no limite entre planetas e estrelas. Os dados indicam que se formou como um planeta, por acreção num disco de gás e poeira, ajudando a clarificar onde termina um planeta e começa uma estrela.
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14 Abril
Colaboração global atinge uma precisão de 1% no ritmo de expansão do Universo local
Uma colaboração internacional obteve a medição mais precisa do ritmo de expansão do Universo local (constante de Hubble), cerca de 73,5 km/s/Mpc. O valor continua incompatível com estimativas do Universo primitivo, reforçando a “tensão de Hubble” e sugerindo uma possível nova física além dos modelos atuais.
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CCVAlg – Astronomia Centro Ciência Viva do Algarve – Astronomia