
Crédito: Dr. Jacob Kegerreis
Cientistas da Universidade de Durham utilizaram simulações de supercomputador para revelar uma explicação alternativa para a origem da Lua, como um satélite colocado imediatamente em órbita após um impacto gigantesco entre a Terra e um corpo do tamanho de Marte.
Simulações topo-de-gama
Os investigadores do Instituto de Cosmologia Computacional de Durham criaram as simulações de mais alta resolução produzidas para estudar a origem da Lua há 4,5 mil milhões de anos.
Usaram o código aberto SWIFT para executar simulações de alta resolução de centenas de colisões em diferentes ângulos de impacto, velocidades, rotações de planetas, massa e muito mais.
As simulações foram realizadas no supercomputador COSMA, hospedado pela Universidade de Durham, em nome do Centro de Computação DiRAC.
Este poder computacional extra revelou que as simulações de baixa resolução podem falhar em aspetos importantes de colisões em larga escala, permitindo aos investigadores ver qualitativamente novos comportamentos a emergir de uma forma que não era possível em estudos anteriores.
Uma gama de novas possibilidades
O cenário de satélite imediato abre novas possibilidades para a órbita lunar inicial e propriedades internas.
Isto pode ajudar a explicar mistérios não resolvidos como a órbita inclinada da Lua para longe do equador; ou poderia produzir uma Lua precoce não totalmente fundida, o que alguns investigadores propõem que poderia ser uma melhor combinação para a sua crosta fina.
Os investigadores descobriram também que este satélite formado diretamente poderia ajudar a aliviar o problema altamente debatido da composição isotópica tipo-Terra da Lua, com maiores quantidades de material proto-Terra nas camadas exteriores da Lua.
// Universidade de Durham (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
Saiba mais:
Lua:
Wikipedia
Teoria de Impacto Gigante (Wikipedia)
Theia:
Wikipedia
CCVAlg – Astronomia Centro Ciência Viva do Algarve – Astronomia