Dois dias depois de pousar no asteroide Bennu, a equipa da missão OSIRIS-REx da NASA recebeu na quinta-feira, dia 22 de outubro, imagens que confirmam que a sonda recolheu material mais do que suficiente para satisfazer um dos seus principais requisitos da missão – obter pelo menos 60 gramas de material da superfície do asteroide.
A nave espacial capturou imagens da cabeça do coletor de amostras enquanto se movia ao longo de várias posições diferentes. Ao rever estas imagens, a equipa da OSIRIS-REx notou que a cabeça parecia estar cheia de partículas do asteroide, e que algumas destas partículas pareciam estar a escapar lentamente do instrumento que as recolheu, chamado TAGSAM (Touch-And-Go Sample Acquisition Mechanism). Eles suspeitam que pedaços de material estão a passar por pequenas fendas onde uma aba de mylar – a “tampa” do coletor – está ligeiramente entalada por rochas maiores.

“Bennu continua a surpreender-nos com grande ciência e também com coisas inesperadas,” disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da NASA para ciência na sede da agência em Washington. “E embora possamos ter que nos mexer mais depressa para armazenar as amostras, não é um problema mau de se ter. Estamos muito entusiasmados para ver o que parece ser uma amostra abundante que inspirará a ciência durante décadas para lá deste momento histórico.”
A equipa pensa ter recolhido amostras suficientes e está a caminho de armazenar a amostra o mais rápido possível. Chegaram a esta conclusão depois de comparar as imagens da cabeça do coletor, vazia, com as imagens de 22 de outubro da cabeça do TAGSAM após o evento de recolha de amostras.
As imagens também mostram que qualquer movimento na nave espacial e o instrumento TAGSAM pode perder mais amostras. Para preservar o restante material, a equipa da missão decidiu pôr de lado a atividade de medição de massa da amostra originalmente programada para este passado sábado, dia 24 de outubro, e cancelou uma queima defrenagem programada para sexta-feira a fim de minimizar qualquer aceleração da sonda.
A partir daqui, a equipa da OSIRIS-REx concentrar-se-á em armazenar a amostra na SRC (Sample Return Capsule), onde qualquer material solto será mantido em segurança durante a jornada da nave espacial de volta à Terra.
“Estamos a trabalhar para manter o nosso próprio sucesso, e o meu [trabalho] é enviar, com segurança, a maior amostra possível de Bennu,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA, que lidera a equipa científica e o planeamento de observações científicas e o processamento de dados da missão. “A perda de massa é uma preocupação, de modo que estou a incentivar a equipa a armazenar esta amostra preciosa o mais depressa possível.”
A cabeça do TAGSAM realizou o evento de recolha de amostras em condições ideais. Análises muito recentes mostram que a cabeça do coletor ficou a abarrotar com material da superfície de Bennu quando fez contacto e quando a garrafa com gás azoto foi disparada para agitar o material à superfície. Também penetrou vários centímetros no material da superfície de Bennu. Todos os dados até agora sugerem que a cabeça está a segurar muito mais do que 60 gramas de rególito.
A OSIRIS-REx permanece de boa saúde e a equipa da missão está a finalizar um cronograma para o armazenamento das amostras. Uma atualização será divulgada assim que for tomada uma decisão no que toca à data e aos procedimentos deste armazenamento.
// NASA (comunicado de imprensa)
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