A brilhar na constelação de Leão encontra-se uma estrela de rápida rotação que viaja pelo Cosmos tal como uma bala, deixando de boca aberta os cientistas à medida que se move pelo espaço na mesma direçcão que o seu eixo polar.
Há muito tempo que os astrónomos sabem que Régulo, a estrela mais brilhante de Leão, gira muito mais depressa que o Sol, mas agora novas observações com um conjunto de telescópios definem concretamente o movimento da estrela e outras características.
“Não temos nenhuma ideia do porquê de estar a fazer isto,” disse o astrónomo Hal McAlister da Universidade Estatal de Georgia, que dirigiu o estudo sobre a estrela no «Center for High Angular Resolution» (CHARA). “A imagem faz-me pensar como seria estar num sistema solar com uma estrela deste tipo.”
O eixo de Régulo está inclinado 86 graus, dando aos astrónomos na Terra uma visão lateral da estrela.
Usando a rede de telescópios CHARA no topo do Monte Wilson, McAlister e a sua equipa foram capazes de fazer as primeiras observações da forma de Régulo devido à sua rotação a alta-velocidade: 1.1 milhões de quilómetros por hora no seu equador.
Com um nível tão grande de rotação — o Sol, por exemplo, tem uma velocidade equatorial de cerca de 7,242 km/h — Régulo tem um bojo que se estende do centro até um diâmetro de 4.2 vezes o do Sol. Se Régulo girasse 10% mais rápido, desfazer-se-ia, mas de acordo com os cientistas, esta não é uma hipótese.
“Não conhecemos nada que possa acelerar a estrela até esta velocidade,” disse McAlister.
Embora Régulo brilhe com uma intensidade 350 vezes superior à do Sol, tem uma temperatura superior nos seus pólos (15,100 graus Celsius) quando comparada com a do equador (10,000 graus Celsius), onde a força da gravidade é diminuida pela forma distorcida da estrela, que por seu lado diminui a temperatura, dizem os cientistas, e fazendo com que os pólos brilhem cinco vezes mais que o seu equador.
Estes usaram medições da rede CHARA de seis telescópios com o objectivo de determinar a temperatura de Régulo e a velocidade de rotação do seu eixo com um método chamado interferometria.
McAlister disse que o estudo de Régulo é apenas o começo das observações com a rede CHARA. “Literalmente temos milhares de outros alvos para escolher para um estudo futuro,” acrescentou, dizendo, após estudar a jovem e quente Régulo, que gostaria de medir os diâmetros de estrelas mais velhas e frias. “Estamos apenas a molhar os nossos dedos dos pés neste grande oceano.”
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