Descoberto o maior campo de crateras de impacto do mundo

A descoberta do maior campo de crateras de impacto na Terra é a primeira prova de que o planeta sofreu impactos de meteoros simultâneos num passado recente. O campo não foi detectado até agora porque está parcialmente enterrado nas areias do deserto do Sahara, na parte Sudoeste do Egipto.

Philippe Paillou do Observatório da Universidade de Bordeaux em Floirac, França, notou estruturas geológicas circulares no Sahara o ano passado, enquanto analisava imagens por satélite de radar da área.

As estruturas são parte de um gigantesco campo de 100 crateras espalhadas por mais de 5000 quilómetros quadrados perto do planalto de Gilf Kebir. Estas variam em diâmetro, entre 20 metros a 2 quilómetros. O maior campo de crateras anteriormente descoberto cobre uns meros 60 quilómetros quadrados na Argentina.

Em Fevereiro, Paillou dirigiu uma missão Egípcia e Francesa com o objectivo de encontrar este local e examinou 13 das crateras, confirmando que são de facto o resultado de impactos simultâneos. Mas a determinação da sua data tem sido uma tarefa árdua. Paillou estima que tenha aproximadamente 50 milhões de anos, relativamente jovem em termos geológicos.

O tamanho do campo sugere que possa ser o resultado de dois ou mais meteoros que se desintegraram ao entrar na atmosfera da Terra, segundo diz, a primeira prova de um impacto múltiplo.

“Devido ao grande tamanho do campo, não pode ter sido feito apenas por um meteoro,” diz Paillou. Mas mais estudos serão necessários para perceber o evento e os seus efeitos, e Paillou planeia regressar à área no próximo mês.

Sobre Miguel Montes

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