{"id":9349,"date":"2026-10-09T06:34:04","date_gmt":"2026-10-09T05:34:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9349"},"modified":"2026-10-09T06:34:05","modified_gmt":"2026-10-09T05:34:05","slug":"astronomos-observam-uma-estrela-a-devorar-lentamente-uma-ana-castanha-a-300-anos-luz-de-distancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/10\/09\/astronomos-observam-uma-estrela-a-devorar-lentamente-uma-ana-castanha-a-300-anos-luz-de-distancia\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos observam uma estrela a devorar lentamente uma an\u00e3 castanha, a 300 anos-luz de dist\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/sites\/default\/files\/download\/202610\/MIT-Slow-Stellar-Feeding-01-press.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f0fb897389ce-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9350\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f0fb897389ce-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f0fb897389ce-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f0fb897389ce-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f0fb897389ce-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f0fb897389ce.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem art\u00edstica de ZTF J0440+2325, uma an\u00e3 castanha (\u00e0 direita) e uma an\u00e3 vermelha (\u00e0 esquerda) que se orbitam uma \u00e0 outra a cada 86,65 minutos. A an\u00e3 castanha derrama material sobre a sua companheira, e o fluxo de material atinge a superf\u00edcie da an\u00e3 vermelha, aquecendo um grande ponto quente no local do impacto.<br>Cr\u00e9dito: Aaron Householder (MIT)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como a Terra, a maioria dos corpos planet\u00e1rios orbita a sua estrela em \u00f3rbitas est\u00e1veis e isoladas. Estes sistemas podem sofrer altera\u00e7\u00f5es repentinas quando um planeta se aproxima demasiado da sua estrela. Num encontro t\u00e3o pr\u00f3ximo, uma estrela pode atrair o planeta e engoli-lo por completo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por toda a Gal\u00e1xia, os astr\u00f3nomos t\u00eam observado in\u00fameros sistemas planet\u00e1rios est\u00e1veis e isolados. Tamb\u00e9m observaram alguns casos em que as estrelas engoliram rapidamente os seus planetas. Agora, pela primeira vez, os cientistas identificaram um sistema que apresenta um equil\u00edbrio curioso entre os dois extremos. E isso est\u00e1 a revelar uma nova forma como as estrelas podem interagir com os seus companheiros planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num artigo cient\u00edfico publicado no passado dia 5 de outubro na revista Nature Astronomy, cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e de outras institui\u00e7\u00f5es descobriram uma estrela a devorar lentamente uma an\u00e3 castanha em \u00f3rbita pr\u00f3xima &#8211; um objeto semelhante a um planeta, mais massivo do que um planeta, mas n\u00e3o t\u00e3o grande quanto uma estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo sistema, denominado ZTF J0440+2325, situa-se na Via L\u00e1ctea, a cerca de 300 anos-luz da Terra, e representa a primeira observa\u00e7\u00e3o de um objeto de baixa massa que est\u00e1 a consumir, de forma lenta e constante, material de outro objeto de baixa massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A velocidade a que a estrela se alimenta da an\u00e3 castanha sugere que este lento canibalismo estelar poder\u00e1 prolongar-se por centenas de milhares, ou mesmo milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando pensamos em estrelas a interagir com planetas ou an\u00e3s castanhas, a imagem que nos vem sempre \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 a de que a estrela acaba por engolir o outro objeto&#8221;, afirma Kevin Burdge, professor assistente de f\u00edsica no MIT. &#8220;\u00c9 isso que acontecer\u00e1 \u00e0 Terra quando o Sol se tornar uma gigante vermelha. Mas, neste caso, descobrimos uma alternativa: em vez de engolir o objeto, a estrela pode ir consumindo-o gradualmente, ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos coautores do MIT, este estudo contou com colaboradores do Caltech, da Universidade do Hawaii, do IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) e da Universidade de La Laguna, em Espanha, e do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um &#8220;tri\u00e2ngulo estranho&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo sistema foi detetado inicialmente pelo ZTF (Zwicky Transient Facility). O ZTF utiliza uma c\u00e2mara integrada num telesc\u00f3pio do Observat\u00f3rio Palomar, na Calif\u00f3rnia, para varrer o c\u00e9u \u00e0 procura de altera\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas no brilho, que poderiam indicar a presen\u00e7a de uma supernova, de uma explos\u00e3o de raios gama ou de estrelas de neutr\u00f5es em colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 v\u00e1rios anos, Burdge estava a analisar os dados do ZTF quando reparou numa curva de luz estranha, ou seja, um padr\u00e3o de brilho. As curvas de luz das supernovas assemelham-se a uma curva em forma de sino, indicando o aumento gradual do brilho e, em seguida, o enfraquecimento de uma estrela \u00e0 medida que esta explode. Mas o que Burdge identificou parecia-se mais com um tri\u00e2ngulo, que n\u00e3o apareceu apenas uma vez, mas repetidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Lembro-me de olhar para isto pela primeira vez e pensar: &#8216;As estrelas n\u00e3o produzem formas de onda triangulares como esta'&#8221;, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na altura, ele e os seus colegas estavam concentrados num sinal diferente, que identificaram como um &#8220;bin\u00e1rio da vi\u00fava-negra&#8221; &#8211; um sistema em que uma estrela de neutr\u00f5es extremamente densa e em rota\u00e7\u00e3o est\u00e1 a consumir lentamente uma estrela companheira muito mais pequena, \u00e0 semelhan\u00e7a de como a aranha que lhe d\u00e1 o nome brinca com a sua presa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Burdge questionou-se se o sinal triangular tamb\u00e9m poderia provir de uma vi\u00fava-negra. Mas a luz do sinal era intrigante. Nos sistemas bin\u00e1rios de vi\u00fava-negra, a luz parece oscilar, em resultado de um objeto muito leve e de baixa massa, como uma pequena estrela companheira, a girar em torno de um objeto muito mais massivo, como uma estrela de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o est\u00e1vamos a ver esse movimento de vaiv\u00e9m aqui&#8221;, diz Burdge. &#8220;N\u00e3o fazia qualquer sentido. N\u00e3o consegu\u00edamos explicar o que isto era&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas tinham um palpite: ser\u00e1 que o sinal n\u00e3o provinha de um sistema inst\u00e1vel, do tipo &#8220;David e Golias&#8221;, mas sim de um par de objetos mais equilibrado, cada um com uma massa igualmente baixa?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se houver menos massa no sistema, os objetos podem orbitar-se gentilmente um ao outro sem oscilar para a frente e para tr\u00e1s&#8221;, diz Burdge. &#8220;Era essa a ideia. Mas nunca tivemos qualquer prova. E este tri\u00e2ngulo estranho ficou simplesmente por resolver durante anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma bola de fogo lenta e constante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recentemente, Burdge e Aaron Householder, estudante do Departamento de Ci\u00eancias da Terra, Atmosf\u00e9ricas e Planet\u00e1rias do MIT, decidiram voltar a investigar o mist\u00e9rio do tri\u00e2ngulo. A partir do sinal original do ZTF, determinaram que a localiza\u00e7\u00e3o da sua fonte se situava dentro da Via L\u00e1ctea, a cerca de 300 anos-luz da Terra. Apontaram v\u00e1rios telesc\u00f3pios para a fonte, denominada ZTF J0440+2325. A partir destas observa\u00e7\u00f5es, mediram v\u00e1rias propriedades da fonte, incluindo a sua oscila\u00e7\u00e3o. Em compara\u00e7\u00e3o com as &#8220;vi\u00favas-negras&#8221; e outros sistemas bin\u00e1rios semelhantes, a oscila\u00e7\u00e3o de ZTF J0440+2325 era muito menor &#8211; mas n\u00e3o insignificante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi esse o verdadeiro factor decisivo para este sistema&#8221;, afirma Householder. &#8220;Quando medimos essa oscila\u00e7\u00e3o, descobrimos que n\u00e3o se tratava de uma &#8216;vi\u00fava-negra&#8217;. Era uma estrela de baixa massa orbitada por uma an\u00e3 castanha. A amplitude da oscila\u00e7\u00e3o era demasiado pequena para ser outra coisa qualquer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Determinaram que a estrela e a an\u00e3 castanha est\u00e3o extremamente pr\u00f3ximas uma da outra, com a an\u00e3 castanha a orbitar a estrela a cada 87 minutos, numa \u00f3rbita que caberia dentro do di\u00e2metro do Sol. Ambos os objetos s\u00e3o pequenos para os padr\u00f5es estelares. A estrela tem cerca de 85 vezes a massa de J\u00fapiter, enquanto a an\u00e3 castanha tem cerca de 25 vezes a massa de J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com dois objetos de baixa massa separados por uma dist\u00e2ncia t\u00e3o pequena, os cientistas questionaram-se se um dos objetos estaria a atrair mat\u00e9ria do outro. Esse processo, conhecido como acre\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais frequentemente observado em torno de objetos extremamente massivos, embora de tamanho reduzido, como buracos negros e estrelas de neutr\u00f5es. Quando um buraco negro sofre acre\u00e7\u00e3o, ou seja, atrai mat\u00e9ria de um objeto vizinho muito mais pequeno, a mat\u00e9ria \u00e0 sua volta forma um disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A diferen\u00e7a aqui \u00e9 que o objeto que absorve mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 um min\u00fasculo buraco negro, mas sim uma estrela, que \u00e9 relativamente grande&#8221;, explica Burdge. &#8220;Por isso, a mat\u00e9ria colide diretamente com a superf\u00edcie, a velocidades muito elevadas, como um asteroide a atingir a Lua&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa realizou simula\u00e7\u00f5es de uma poss\u00edvel acre\u00e7\u00e3o em ZTF J0440+2325. Tendo em conta as propriedades da estrela e da an\u00e3 castanha, simularam part\u00edculas de mat\u00e9ria na an\u00e3 castanha e a forma como essas part\u00edculas se comportariam no sistema ao longo do tempo, de acordo com as leis da f\u00edsica e as equa\u00e7\u00f5es do movimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando acompanhamos essas part\u00edculas de teste, vemos que elas caem, de facto, diretamente sobre a superf\u00edcie da estrela&#8221;, afirma Householder. &#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que observamos uma estrela de baixa massa a acretar ativamente outro objeto de baixa massa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a equipa calculou que a an\u00e3 castanha deve estar a fornecer mat\u00e9ria \u00e0 sua estrela a um ritmo de cerca de 1\/100.000 da massa da Terra por ano. Isso equivale a cerca de 40 milh\u00f5es de cami\u00f5es de material. Embora possa parecer uma grande quantidade de mat\u00e9ria perdida, trata-se, na verdade, de uma fra\u00e7\u00e3o muito pequena da an\u00e3 castanha. Esta taxa, estimam os investigadores, \u00e9, na realidade, bastante lenta e constante. Dado o tamanho do sistema, afirmam que a estrela poderia continuar a &#8220;petiscar&#8221; tranquilamente a an\u00e3 castanha durante milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta acre\u00e7\u00e3o lenta, dizem eles, assemelhar-se-ia a um fluxo constante da an\u00e3 castanha para a estrela. Os investigadores perceberam que, se observassem o sistema de longe, o brilho do sistema formaria um tri\u00e2ngulo, \u00e0 medida que a an\u00e3 castanha e o seu fluxo de mat\u00e9ria orbitam a sua estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 como se houvesse uma bola de fogo cont\u00ednua sobre um dos objetos e, \u00e0 medida que um orbita em torno do outro, esse ponto quente entra e sai do campo de vis\u00e3o, sendo que o pico do sinal triangular corresponde ao momento em que se est\u00e1 a olhar diretamente para a bola de fogo&#8221;, explica Burdge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o mist\u00e9rio da curva de luz triangular resolvido, a equipa espera identificar sistemas semelhantes de alimenta\u00e7\u00e3o lenta nas proximidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Da nossa parte, est\u00e1 a inspirar muitas novas pesquisas&#8221;, afirma Householder. &#8220;Penso que vamos aprender muito sobre uma forma diferente de os planetas e as an\u00e3s castanhas interagirem com as suas estrelas hospedeiras&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2026\/astronomers-catch-star-slowly-snacking-on-brown-dwarf-1005\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-026-02992-6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ZTF (Zwicky Transient Facility):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ztf.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ipac.caltech.edu\/project\/ztf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zwicky_Transient_Facility\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Palomar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/palomar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Palomar_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos observaram pela primeira vez uma estrela de baixa massa a retirar lentamente mat\u00e9ria de uma an\u00e3 castanha. No sistema ZTF J0440+2325, a cerca de 300 anos-luz, os dois objetos orbitam-se a cada 87 minutos. A transfer\u00eancia de mat\u00e9ria ocorre de forma est\u00e1vel e poder\u00e1 prolongar-se durante milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9350,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,1],"tags":[292,374,513,512,2184],"class_list":["post-9349","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-ana-castanha","tag-anas-vermelhas","tag-observatorio-palomar","tag-ztf","tag-ztf-j04402325"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9349"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9351,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9349\/revisions\/9351"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}