{"id":9340,"date":"2026-10-06T06:19:05","date_gmt":"2026-10-06T05:19:05","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9340"},"modified":"2026-10-06T06:19:06","modified_gmt":"2026-10-06T05:19:06","slug":"novo-estudo-reacende-uma-questao-controversa-a-terra-e-marte-tiveram-origens-diferentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/10\/06\/novo-estudo-reacende-uma-questao-controversa-a-terra-e-marte-tiveram-origens-diferentes\/","title":{"rendered":"Novo estudo reacende uma quest\u00e3o controversa: a Terra e Marte tiveram origens diferentes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/a0b3719df461.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/a0b3719df461-1024x559.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9341\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/a0b3719df461-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/a0b3719df461-300x164.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/a0b3719df461-768x419.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/a0b3719df461.jpg 1100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista do planeta Marte<br>Cr\u00e9dito: Canva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Terra e Marte nasceram h\u00e1 4,5 mil milh\u00f5es de anos a partir da nuvem girat\u00f3ria de g\u00e1s e poeira que acabaria por se tornar o nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a maneira exata como os planetas se formaram continua a ser uma das quest\u00f5es mais controversas da ci\u00eancia planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, investigadores da Universidade de Copenhaga est\u00e3o a acrescentar novas evid\u00eancias ao debate. Utilizando uma abordagem inovadora, reconstru\u00edram as fases iniciais da forma\u00e7\u00e3o dos planetas atrav\u00e9s da an\u00e1lise da sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E os resultados surpreenderam-nos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O resultado mais surpreendente foi que a Terra e Marte parecem ter-se formado de maneiras diferentes. Seria de esperar que dois planetas formados lado a lado no mesmo Sistema Solar partilhassem uma hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o mais semelhante&#8221;, afirma o professor Anders Johansen, que estuda a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria no Globe Institute, da Universidade de Copenhaga. Ele coliderou o novo estudo com o professor assistente Haiyang Wang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O nascimento de Marte e da Terra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, os investigadores concordam, de forma geral, que os planetas se formam principalmente de uma de duas maneiras, ou atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o de ambos os processos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas surgem quando rochas espaciais gigantes, conhecidas como planetesimais, colidem, ou quando essas grandes rochas acumulam part\u00edculas mais pequenas, um processo conhecido como acre\u00e7\u00e3o de seixos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas planet\u00e1rios ainda n\u00e3o chegaram a um consenso sobre qual dos dois processos, ou uma combina\u00e7\u00e3o dos mesmos, explicaria melhor a forma\u00e7\u00e3o de planetas rochosos como a Terra e Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores respons\u00e1veis pelo novo estudo pensam que as suas descobertas apoiam o chamado modelo h\u00edbrido. No entanto, o estudo vai um passo al\u00e9m e fornece uma explica\u00e7\u00e3o mais precisa sobre como a Terra e Marte se formaram h\u00e1 4,5 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pelo menos 75 por cento da massa da Terra parece ter origem em dois planetas jovens, conhecidos como protoplanetas, que cresceram atrav\u00e9s da acre\u00e7\u00e3o de seixos, enquanto os planetesimais contribu\u00edram com at\u00e9 25 por cento. Em contraste, cerca de tr\u00eas-quartos da massa de Marte parecem provir de planetesimais, sendo que o restante quarto tem origem na acre\u00e7\u00e3o de seixos&#8221;, afirma Haiyang Wang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A qu\u00edmica planet\u00e1ria revela o passado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para compreender como os planetas se formaram h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, os cientistas t\u00eam de basear-se nos vest\u00edgios que ainda hoje existem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo estudo, os investigadores examinaram de perto elementos espec\u00edficos nas camadas exteriores dos planetas: a crosta e o manto. Focaram-se particularmente nos chamados elementos vol\u00e1teis, que evaporam com relativa facilidade a altas temperaturas, tais como o s\u00f3dio, o zinco e o pot\u00e1ssio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os investigadores, a presen\u00e7a ou aus\u00eancia destes elementos funciona como uma impress\u00e3o digital qu\u00edmica que revela os processos pelos quais os planetas passaram durante a sua forma\u00e7\u00e3o. Utilizando modelos computacionais avan\u00e7ados, conseguem ent\u00e3o determinar quais os cen\u00e1rios de forma\u00e7\u00e3o que constituem as explica\u00e7\u00f5es mais prov\u00e1veis para as origens da Terra e de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 um verdadeiro trabalho de detetive descobrir o que aconteceu naquela altura, quando a maioria das evid\u00eancias desapareceu h\u00e1 muito tempo. Mas mesmo ap\u00f3s 4,5 mil milh\u00f5es de anos, as composi\u00e7\u00f5es dos mantos da Terra e de Marte permanecem as mesmas. Podemos consider\u00e1-las como uma impress\u00e3o do processo de forma\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Anders Johansen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores salientam que os seus modelos computacionais cont\u00eam incertezas. Por exemplo, a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica exata dos blocos de constru\u00e7\u00e3o originais do nosso Sistema Solar, que eventualmente deram origem \u00e0 Terra e a Marte, continua a ser desconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consequentemente, os modelos baseiam-se em v\u00e1rios pressupostos. No entanto, mesmo tendo em conta essas hip\u00f3teses, a conclus\u00e3o principal mant\u00e9m-se inalterada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As percentagens exatas podem variar ligeiramente, mas as nossas an\u00e1lises indicam consistentemente que a Terra e Marte se formaram de duas maneiras diferentes. O nosso m\u00e9todo proporciona uma maneira mais precisa e direta de compreender a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria do que a abordagem baseada em is\u00f3topos, mais amplamente utilizada, que muitas vezes pode ser interpretada de v\u00e1rias maneiras&#8221;, afirma Haiyang Wang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pode ajudar na procura por planetas habit\u00e1veis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores tamb\u00e9m vislumbram aplica\u00e7\u00f5es para al\u00e9m do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e1rias futuras miss\u00f5es espaciais t\u00eam como objetivo descobrir e estudar planetas semelhantes \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compreender as composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas desses planetas \u00e9 importante para avaliar se s\u00e3o potencialmente habit\u00e1veis, salientam os investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se compreendermos como os planetas perdem elementos vol\u00e1teis durante a sua forma\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m podemos melhor prever a quantidade de \u00e1gua e outras subst\u00e2ncias essenciais \u00e0 vida que acabam por reter&#8221;, afirma Anders Johansen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.ku.dk\/all_news\/2026\/09\/new-study-rekindles-contested-question-earth-and-mars-had-different-origins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Universidade de Copenhaga (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-026-02984-6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Terra:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/earth\/facts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/earth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o de planetas rochosos:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nebular_hypothesis#Rocky_planets\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo sugere que a Terra e Marte se formaram de maneiras diferentes. A an\u00e1lise da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos dois planetas indica que a Terra cresceu sobretudo a partir de protoplanetas que acumularam pequenas part\u00edculas, enquanto Marte se formou principalmente atrav\u00e9s de colis\u00f5es entre planetesimais.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9341,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[289,4,190],"class_list":["post-9340","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-formacao-planetaria","tag-marte","tag-terra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9340"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9342,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340\/revisions\/9342"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}