{"id":9323,"date":"2026-09-29T06:39:57","date_gmt":"2026-09-29T05:39:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9323"},"modified":"2026-09-29T06:39:58","modified_gmt":"2026-09-29T05:39:58","slug":"a-primeira-imagem-completa-de-formacao-planetaria-em-acao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/09\/29\/a-primeira-imagem-completa-de-formacao-planetaria-em-acao\/","title":{"rendered":"A primeira imagem completa de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em a\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/6c18b1748328.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1019\" height=\"561\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/6c18b1748328.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9324\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/6c18b1748328.jpg 1019w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/6c18b1748328-300x165.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/6c18b1748328-768x423.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1019px) 100vw, 1019px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens em cores falsas, baseadas em dados do ALMA, do disco em torno de WISPIT 2. A imagem \u00e0 esquerda mostra o disco em torno de WISPIT 2 na luz associada \u00e0s mol\u00e9culas de CO (mon\u00f3xido de carbono). Esta luz revela a estrutura do g\u00e1s CO e, por extens\u00e3o, do hidrog\u00e9nio associado, mostrando claramente a estrutura em anel. Os s\u00edmbolos indicam as posi\u00e7\u00f5es da estrela central (dupla) e dos dois planetas, medidas anteriormente pelo VLT do ESO e pelo telesc\u00f3pio Magellan Clay. Na imagem, ambos os planetas movem-se no sentido hor\u00e1rio ao longo das suas \u00f3rbitas. A imagem capta uma regi\u00e3o de 530 UA (ou seja, 530 vezes a dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre a Terra e o Sol) de lado a lado. A inser\u00e7\u00e3o amplia uma regi\u00e3o mais pequena, com 85 UA de lado a lado. Sobrepostas \u00e0s estruturas encontram-se informa\u00e7\u00f5es sobre o movimento do g\u00e1s em torno do planeta WISPIT 2b: o g\u00e1s que se move na nossa dire\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentado em tons azulados, enquanto o g\u00e1s que se afasta de n\u00f3s \u00e9 apresentado em tons avermelhados. WISPIT 2b encontra-se numa localiza\u00e7\u00e3o em que o g\u00e1s se afasta de n\u00f3s num lado e se aproxima de n\u00f3s no outro &#8211; o que indica que o g\u00e1s est\u00e1 a rodopiar em torno do protoplaneta.<br>Cr\u00e9dito: M. Benisty, Instituto Max Planck de Astronomia\/ALMA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, os astr\u00f3nomos constru\u00edram um cen\u00e1rio bastante completo para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, desde min\u00fasculas part\u00edculas de poeira que se aglomeram at\u00e9 ao aparecimento de esferas rochosas com milhares de quil\u00f3metros de di\u00e2metro, como a nossa Terra, ou gigantes gasosos ainda maiores, como J\u00fapiter. Os elementos-chave desse cen\u00e1rio baseiam-se em simula\u00e7\u00f5es e medi\u00e7\u00f5es, mas as observa\u00e7\u00f5es diretas t\u00eam permanecido notoriamente ausentes. Agora, uma equipa de astr\u00f3nomos liderada por Myriam Benisty, do Instituto Max Planck de Astronomia, captou uma nova imagem \u00fanica da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em a\u00e7\u00e3o: tirada com o observat\u00f3rio ALMA, no Chile, a imagem mostra as intera\u00e7\u00f5es do planeta WISPIT 2b, um gigante gasoso com cinco vezes a massa de J\u00fapiter, com o g\u00e1s circundante do seu local de nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios e as suas estruturas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas nascem em discos protoplanet\u00e1rios constitu\u00eddos por g\u00e1s e poeira, que surgem naturalmente em torno de estrelas rec\u00e9m-formadas. Os planetas formam-se quando a poeira dentro desses discos se aglomera. Numa primeira fase, o resultado s\u00e3o seixos maiores, que, por sua vez, se aglomeram ainda mais para formar planetesimais com tamanhos que variam entre alguns e cem quil\u00f3metros. Esses planetesimais unem-se para formar esferas rochosas do tamanho de planetas. Numa parte do disco rica em g\u00e1s, essas esferas rochosas podem acumular grandes quantidades de g\u00e1s e tornar-se os n\u00facleos de gigantes gasosos como J\u00fapiter ou Saturno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As evid\u00eancias observacionais para este cen\u00e1rio t\u00eam sido, na sua maioria, indiretas. S\u00f3 na \u00faltima d\u00e9cada, aproximadamente, \u00e9 que novas instala\u00e7\u00f5es proporcionaram aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o mais detalhada: em 2014, assim que o observat\u00f3rio ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) entrou em pleno funcionamento, forneceu as primeiras imagens de estruturas em forma de anel nos discos protoplanet\u00e1rios, que se pensa serem causadas pela presen\u00e7a de planetas jovens. Em 2018, astr\u00f3nomos liderados por Miriam Keppler, na altura estudante de doutoramento no Instituto Max Planck de Astronomia, utilizaram o instrumento SPHERE no VLT (Very Large Telescope) do ESO para produzir a primeira imagem confirmada de um protoplaneta no interior de um disco protoplanet\u00e1rio: o planeta PDS 70 b, no disco que rodeia a estrela PDS 70.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Apresentando o sistema WISPIT 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A uma dist\u00e2ncia de apenas cerca de 370 anos-luz, o sistema PDS 70 est\u00e1 suficientemente pr\u00f3ximo para permitir observa\u00e7\u00f5es detalhadas. O que o sistema n\u00e3o oferece atualmente \u00e9 a oportunidade de estudar a intera\u00e7\u00e3o entre um protoplaneta e o g\u00e1s nas suas imedia\u00e7\u00f5es. Os planetas de PDS 70 parecem ter limpo o g\u00e1s das suas imedia\u00e7\u00f5es de forma bastante eficaz. Entra em cena um novo concorrente: o sistema WISPIT 2, cuja descoberta foi anunciada em agosto de 2025 e que \u00e9 apenas o segundo disco no qual um protoplaneta pode ser claramente distinguido. WISPIT 2 deve o seu nome ao programa de pesquisa que levou \u00e0 sua descoberta (WIde Separation Planets In Time). Est\u00e1 localizado a uma dist\u00e2ncia de 430 anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro planeta conhecido do sistema, WISPIT 2b, um gigante gasoso, foi descoberto em paralelo com o instrumento SPHERE no VLT do ESO e com o telesc\u00f3pio Magellan Clay de 6,5 m. A assinatura luminosa do hidrog\u00e9nio quente (a linha H\u03b1) indica que o planeta continua a acretar g\u00e1s dos arredores, tornando-se cada vez mais massivo. A descoberta de um segundo planeta, WISPIT 2c, foi anunciada em mar\u00e7o de 2026, com base em observa\u00e7\u00f5es realizadas com os instrumentos SPHERE e GRAVITY+ do VLT. Numa reviravolta adicional, um trabalho de Cade B\u00fcrgy, do Instituto Max Planck de Astronomia, publicado em agosto de 2026, revela que, no centro do disco, em vez de uma \u00fanica estrela, existem duas estrelas em que se orbitam muito intimamente!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O desafio dos pormenores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos principais desafios na explora\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria atrav\u00e9s de imagens astron\u00f3micas \u00e9 a escala min\u00fascula das estruturas envolvidas. Se algu\u00e9m a 2 metros de dist\u00e2ncia de si segurasse um livro, conseguiria ler o texto? E a 10 metros? \u00c0 dist\u00e2ncia de WISPIT 2, captar uma imagem de uma estrutura t\u00e3o grande quanto a dist\u00e2ncia Terra-Sol (1 unidade astron\u00f3mica, ou UA) \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil quanto ler um vulgar livro a uma dist\u00e2ncia de 5 quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No que diz respeito ao g\u00e1s e \u00e0 poeira nos discos protoplanet\u00e1rios, existe, na verdade, apenas uma instala\u00e7\u00e3o capaz de fornecer o n\u00edvel de detalhe desejado: o observat\u00f3rio ALMA, um conjunto de 66 antenas de r\u00e1dio situado no planalto de Chajnantor, nos Andes chilenos, operado por um cons\u00f3rcio internacional de parceiros. As antenas do ALMA podem ser combinadas para atingirem a resolu\u00e7\u00e3o de um \u00fanico telesc\u00f3pio gigante com um di\u00e2metro de at\u00e9 16 quil\u00f3metros. Assim que a descoberta de WISPIT 2b foi anunciada, o pr\u00f3ximo passo l\u00f3gico foi utilizar o ALMA para observar o seu g\u00e1s e poeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Apontando o ALMA para o sistema WISPIT 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em setembro de 2025, com o observat\u00f3rio numa das suas configura\u00e7\u00f5es mais potentes para a obten\u00e7\u00e3o de imagens detalhadas, as antenas do ALMA voltaram-se para WISPIT 2b. Seguiram-se observa\u00e7\u00f5es adicionais em novembro de 2025 e em mar\u00e7o de 2026. As observa\u00e7\u00f5es tinham sido planeadas e propostas por uma equipa liderada por Stefano Facchini, da Universidade de Mil\u00e3o, e que inclu\u00eda Myriam Benisty, diretora do departamento de Forma\u00e7\u00e3o Planet\u00e1ria e Exoplanetas do Instituto Max Planck de Astronomia. Facchini, Benisty e v\u00e1rios outros membros da equipa estavam numa posi\u00e7\u00e3o privilegiada para enfrentar o desafio: ao longo dos anos anteriores, fizeram parte do projeto exoALMA, aperfei\u00e7oando as suas compet\u00eancias para extrair o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es do ALMA de discos protoplanet\u00e1rios. Ali\u00e1s, Benisty tamb\u00e9m tinha feito parte da colabora\u00e7\u00e3o que descobriu WISPIT 2b.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A combina\u00e7\u00e3o de um observat\u00f3rio potente com compet\u00eancias anal\u00edticas espec\u00edficas e altamente especializadas deu os seus frutos: a equipa conseguiu captar imagens da poeira e do g\u00e1s com um n\u00edvel de detalhe igual ao de quaisquer outras imagens j\u00e1 tiradas de qualquer disco protoplanet\u00e1rio. Particularmente gratificante foi o esfor\u00e7o para captar imagens do g\u00e1s no disco. Benisty, que liderou esta parte do projeto, afirma: &#8220;Vemos claramente ambos os planetas a moldar o seu ambiente. WISPIT 2c esculpiu uma cavidade e WISPIT 2b uma abertura. Em torno de WISPIT 2b, encontramos redemoinhos de g\u00e1s que tinham sido previstos por simula\u00e7\u00f5es de intera\u00e7\u00f5es entre o disco e o planeta, mas que nunca tinham sido observados anteriormente. Agora existe uma imagem deles!&#8221; Isto torna WISPIT 2b o \u00fanico protoplaneta onde podemos ver o disco protoplanet\u00e1rio, o planeta, as evid\u00eancias de que o planeta ainda est\u00e1 a acretar mat\u00e9ria e, agora, como pe\u00e7a final do quebra-cabe\u00e7as, o g\u00e1s a interagir diretamente com o planeta. A forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Colocando a nova descoberta em pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim que o novo resultado for complementado por outras observa\u00e7\u00f5es do mesmo tipo, ter\u00e1 o potencial de resolver uma importante quest\u00e3o em aberto nesta \u00e1rea. J\u00e1 se tinham observado anteriormente redemoinhos, por si s\u00f3, sem a dete\u00e7\u00e3o direta de um planeta, noutros discos protoplanet\u00e1rios. Alguns investigadores defendem que estes redemoinhos indicam a presen\u00e7a de um planeta por detetar. Outros apontaram para processos turbulentos nesses discos que podem explicar caracter\u00edsticas deste tipo sem a presen\u00e7a de um planeta. As novas observa\u00e7\u00f5es constituem o primeiro exemplo de um sistema em que se observam tanto as caracter\u00edsticas de turbul\u00eancia como o planeta associado. Stefano Facchini, da Universidade de Mil\u00e3o, respons\u00e1vel pela proposta de observa\u00e7\u00e3o do ALMA que levou a estes novos resultados, afirma: &#8220;Esperamos que observa\u00e7\u00f5es como esta ajudem os astr\u00f3nomos a distinguir entre caracter\u00edsticas do disco que indicam a presen\u00e7a de um protoplaneta e aquelas que n\u00e3o o indicam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente resultado diz respeito a um gigante gasoso situado a uma dist\u00e2ncia consider\u00e1vel (57 UA) das estrelas centrais, quase o dobro da dist\u00e2ncia que separa Neptuno do Sol. Quase todos os exoplanetas conhecidos est\u00e3o muito mais pr\u00f3ximos da sua estrela central do que isso. No entanto, os m\u00e9todos utilizados na an\u00e1lise abrem caminho para observa\u00e7\u00f5es com a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de instrumentos, nomeadamente com o ELT (Extremely Large Telescope) de 39 m do ESO e na prevista atualiza\u00e7\u00e3o das antenas do ALMA, com uma sensibilidade significativamente melhorada. Daqui a pouco mais de uma d\u00e9cada, essas ferramentas poder\u00e3o fornecer uma vers\u00e3o atualizada do presente resultado: uma imagem de um gigante gasoso \u00e0 mesma dist\u00e2ncia da sua estrela que J\u00fapiter ou Saturno do Sol &#8211; e, esperemos, novas informa\u00e7\u00f5es sobre como esses gigantes gasosos ajudam a moldar um sistema solar como o nosso!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.mpia.de\/news\/science\/2026-09-wispit2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Instituto Max Planck de Astronomia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/aea214\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WISPIT 2:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/wispit%202\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/wispit-2-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WISPIT 2b (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wispit_2_b--11208\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WISPIT 2b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/wispit-2-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WISPIT 2c (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wispit_2_c--11650\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WISPIT 2c (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/WISPIT_2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PDS 70:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/pds%2070\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PDS_70\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/pds-70-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDS 70 b (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/pds_70_b--6770\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDS 70 b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/pds-70-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDS 70 c (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/pds_70_c--7123\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PDS 70 c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ALMA (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/sphere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SPHERE (ESO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/gravity+\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">GRAVITY+ (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pios Magellan:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lco.cl\/telescopes-information\/magellan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Observat\u00f3rio Las Campanas<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magellan_Telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESO \u2013 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Observa\u00e7\u00f5es do radiotelesc\u00f3pio ALMA revelaram, pela primeira vez, o g\u00e1s a interagir diretamente com um planeta em forma\u00e7\u00e3o. \u00c0 volta do gigante gasoso WISPIT 2b, cinco vezes mais massivo do que J\u00fapiter, os astr\u00f3nomos observaram um v\u00f3rtice previsto pelas simula\u00e7\u00f5es. O resultado fornece uma imagem in\u00e9dita de um planeta em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9324,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[305,528,147,902,462,463,464,107,1962,2076],"class_list":["post-9323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-elt","tag-exoplaneta","tag-observatorio-las-campanas","tag-pds-70","tag-pds-70-b","tag-pds-70-c","tag-vlt","tag-wispit-2b","tag-wispit-2c"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9323"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9325,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9323\/revisions\/9325"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}