{"id":9298,"date":"2026-09-22T06:03:15","date_gmt":"2026-09-22T05:03:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9298"},"modified":"2026-09-22T06:03:16","modified_gmt":"2026-09-22T05:03:16","slug":"como-nasceram-os-primeiros-buracos-negros-supermassivos-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/09\/22\/como-nasceram-os-primeiros-buracos-negros-supermassivos-do-universo\/","title":{"rendered":"Como nasceram os primeiros buracos negros supermassivos do Universo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ac4dce4182a9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1018\" height=\"679\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ac4dce4182a9.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9299\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ac4dce4182a9.jpg 1018w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ac4dce4182a9-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/ac4dce4182a9-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1018px) 100vw, 1018px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma equipa de astr\u00f3nomos analisou os dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, provenientes de v\u00e1rios levantamentos, para compilar uma das maiores amostras de &#8220;Pequenos Pontos Vermelhos&#8221; at\u00e9 \u00e0 data. Estes misteriosos objetos vermelhos surgem cerca de 600 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang e sofrem um r\u00e1pido decl\u00ednio em n\u00famero cerca de 1,5 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Os dados espetrosc\u00f3picos sugerem que muitos deles s\u00e3o buracos negros em fase de acre\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, STScI, Dale Kocevski (Colby College)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num novo estudo, investigadores do Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica colaboraram com os seus hom\u00f3logos japoneses para resolver um mist\u00e9rio de longa data na astrof\u00edsica moderna: como \u00e9 que os buracos negros supermassivos se formaram t\u00e3o rapidamente no Universo primitivo. A equipa utilizou as simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas mais detalhadas at\u00e9 \u00e0 data para demonstrar que sementes de buracos negros massivos, com massas at\u00e9 um milh\u00e3o de vezes superiores \u00e0 do nosso Sol, podem formar-se naturalmente em grupos gal\u00e1cticos densos e primitivos. Estas sementes crescem rapidamente atrav\u00e9s da acre\u00e7\u00e3o super-Eddington, o que explica a exist\u00eancia dos &#8220;Pequenos Pontos Vermelhos&#8221; (ou LRDs, sigla inglesa para &#8220;Little Red Dots&#8221;) observados pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. O estudo unifica a forma\u00e7\u00e3o destes primeiros buracos negros com a evolu\u00e7\u00e3o das primeiras gal\u00e1xias, oferecendo uma compreens\u00e3o abrangente de como os objetos mais poderosos do Universo surgiram apenas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, o Universo j\u00e1 continha buracos negros supermassivos com milh\u00f5es ou mesmo milhares de milh\u00f5es de vezes a massa do nosso Sol. A maneira como tais gigantes se puderam formar t\u00e3o rapidamente tem intrigado os astr\u00f3nomos h\u00e1 d\u00e9cadas. Agora, um novo estudo liderado por Sunmyon Chon, do Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica, revelou uma resposta convincente utilizando simula\u00e7\u00f5es sofisticadas do Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o revela que sementes de buracos negros massivos &#8211; com massas que podem atingir 1 milh\u00e3o de vezes a do Sol &#8211; podem formar-se naturalmente em grupos densos de gal\u00e1xias primitivas, sem necessitarem de condi\u00e7\u00f5es ex\u00f3ticas ou extremamente espec\u00edficas. Estas sementes crescem ent\u00e3o a velocidades surpreendentes, evoluindo rapidamente para os buracos negros supermassivos observados pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb no distante Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chave para esta descoberta reside num efeito poderoso que tem sido frequentemente ignorado nas simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas: a intensa radia\u00e7\u00e3o no ultravioleta extremo proveniente de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas com forma\u00e7\u00e3o estelar. No Universo primitivo, as gal\u00e1xias massivas formavam-se em grupos densos. A radia\u00e7\u00e3o proveniente destas gal\u00e1xias inibiu a forma\u00e7\u00e3o estelar em nuvens de g\u00e1s pr\u00f3ximas, impedindo-as de arrefecer e fragmentar-se em estrelas mais pequenas. Em vez disso, o g\u00e1s colapsou diretamente num \u00fanico objeto massivo: uma estrela supermassiva, que depois colapsou, dando origem a uma semente de buraco negro de dimens\u00f5es sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que observamos a forma\u00e7\u00e3o de sementes t\u00e3o massivas numa simula\u00e7\u00e3o cosmol\u00f3gica completa&#8221;, afirma Sunmyon Chon, autor principal do estudo. &#8220;N\u00e3o partimos de nenhum pressuposto especial: sem condi\u00e7\u00f5es ajustadas com precis\u00e3o, sem gatilhos artificiais. A f\u00edsica da radia\u00e7\u00e3o, da gravidade e da din\u00e2mica dos gases levou naturalmente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o destas sementes pesadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As simula\u00e7\u00f5es mostram que, uma vez formadas, estas sementes de buracos negros est\u00e3o rodeadas por discos de g\u00e1s densos e oticamente espessos. Este ambiente ret\u00e9m a radia\u00e7\u00e3o, permitindo que os buracos negros acumulem mat\u00e9ria a ritmos dezenas de vezes mais r\u00e1pidos do que o limite de Eddington, que \u00e9 um m\u00e1ximo te\u00f3rico. Esta fase &#8220;super-Eddington&#8221; dura apenas algumas centenas de milhares de anos, mas \u00e9 tempo suficiente para que o buraco negro cres\u00e7a de 1 milh\u00e3o para 30 milh\u00f5es de massas solares no desvio para o vermelho z \u2248 8 &#8211; apenas 600 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/3f1e8a61e9c7.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/3f1e8a61e9c7.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o de sementes de buracos negros massivos numa simula\u00e7\u00e3o cosmol\u00f3gica de hidrodin\u00e2mica de radia\u00e7\u00e3o. A escala de cores mostra a distribui\u00e7\u00e3o da densidade do g\u00e1s em torno dos halos-alvo no desvio para o vermelho z = 12. Os asteriscos pretos indicam sementes pesadas de buracos negros formadas atrav\u00e9s do colapso de estrelas supermassivas. O c\u00edrculo assinala o halo-fonte vizinho que fornece a intensa radia\u00e7\u00e3o no ultravioleta extremo necess\u00e1ria para a forma\u00e7\u00e3o de buracos negros de semente pesada.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 aqui que entram os &#8220;Pequenos Pontos Vermelhos&#8221;. O Webb descobriu recentemente uma misteriosa popula\u00e7\u00e3o de fontes compactas e vermelhas com desvios para o vermelho z &gt; 4\u20136. Estes &#8220;Pequenos Pontos Vermelhos&#8221; s\u00e3o fracos no vis\u00edvel, mas brilhantes no espetro infravermelho, apresentando fortes linhas de emiss\u00e3o de hidrog\u00e9nio e emiss\u00e3o cont\u00ednua no vermelho &#8211; sinais de g\u00e1s denso e obscurecido. At\u00e9 agora, a sua origem era um mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas simula\u00e7\u00f5es mostram que os LRDs n\u00e3o s\u00e3o apenas gal\u00e1xias distantes; s\u00e3o fases de curta dura\u00e7\u00e3o e obscurecidas da forma\u00e7\u00e3o de buracos negros massivos. O g\u00e1s denso que rodeia o buraco negro em crescimento age como um casulo c\u00f3smico, dispersando a luz e produzindo os espetros vermelhos e ricos em caracter\u00edsticas observados pelo Webb. A forte emiss\u00e3o de H\u03b1 tem origem diretamente no g\u00e1s denso que rodeia o buraco negro, em vez de surgir de uma regi\u00e3o de linhas largas separada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 uma correspond\u00eancia perfeita&#8221;, explica Chon. &#8220;As simula\u00e7\u00f5es reproduzem naturalmente as caracter\u00edsticas espetrais exatas dos LRDs. N\u00e3o estamos apenas a explicar a massa do buraco negro; estamos a explicar toda a assinatura observacional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m resolve um paradoxo de longa data: por que raz\u00e3o alguns buracos negros primitivos s\u00e3o muito mais massivos do que o esperado com base nas rela\u00e7\u00f5es de escala locais. A resposta reside na fase inicial de crescimento r\u00e1pido. Assim que o buraco negro se instala numa gal\u00e1xia, continua a crescer, embora a um ritmo mais lento e est\u00e1vel. A forma\u00e7\u00e3o da semente massiva nas primeiras centenas de milhares de anos prepara o terreno para os buracos negros supermassivos observados atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As implica\u00e7\u00f5es v\u00e3o muito al\u00e9m dos buracos negros. Estas sementes massivas e primitivas provavelmente desempenharam um papel vital na forma\u00e7\u00e3o das primeiras gal\u00e1xias, impulsionando poderosos fluxos e influenciando a forma\u00e7\u00e3o estelar. S\u00e3o tamb\u00e9m os progenitores mais prov\u00e1veis das fontes de ondas gravitacionais que ser\u00e3o detetadas por futuras miss\u00f5es, como a LISA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este trabalho estabelece a liga\u00e7\u00e3o entre as primeiras estrelas, os primeiros buracos negros e as primeiras gal\u00e1xias&#8221;, afirma Volker Springel, autor principal e diretor do Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica. &#8220;N\u00e3o estamos apenas a simular buracos negros &#8211; estamos a simular o nascimento das estruturas c\u00f3smicas que vemos hoje&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que o Webb continua a revelar mais LRDs e que futuros telesc\u00f3pios investigam mais profundamente o Universo primitivo, este novo modelo fornece um roteiro poderoso para compreender como o cosmos evoluiu da escurid\u00e3o para a luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Demonstr\u00e1mos que os buracos negros mais massivos do Universo n\u00e3o precisaram de um milagre &#8211; precisaram apenas das condi\u00e7\u00f5es certas&#8221;, resume Chon. &#8220;E essas condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 estavam presentes no cosmos primitivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.mpa-garching.mpg.de\/1154783\/news20260917\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nao.ac.jp\/en\/news\/science\/2026\/20260917-cfca.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ NAOJ (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cn.chiba-u.jp\/en\/news\/press-release_e260917-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Universidade de Chiba (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-026-10985-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pequenos Pontos Vermelhos (ou LRDs, \u201cLittle Red Dots\u201d):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Little_red_dot_(cosmological_object)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas simula\u00e7\u00f5es mostram que buracos negros supermassivos podem ter nascido de sementes extraordinariamente grandes em grupos densos de gal\u00e1xias no Universo primitivo. A intensa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta impediu a fragmenta\u00e7\u00e3o das nuvens de g\u00e1s, favorecendo o colapso direto em estrelas supermassivas e, depois, em buracos negros. O modelo tamb\u00e9m explica os misteriosos &#8220;Pequenos Pontos Vermelhos&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9299,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,62,16,1],"tags":[192,387,1867],"class_list":["post-9298","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-cosmologia","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-buraco-negro","tag-jwst","tag-lrds"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9298"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9298\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9300,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9298\/revisions\/9300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}