{"id":9259,"date":"2026-09-04T06:23:58","date_gmt":"2026-09-04T05:23:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9259"},"modified":"2026-09-04T06:23:59","modified_gmt":"2026-09-04T05:23:59","slug":"novos-cenarios-para-a-formacao-da-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/09\/04\/novos-cenarios-para-a-formacao-da-lua\/","title":{"rendered":"Novos cen\u00e1rios para a forma\u00e7\u00e3o da Lua"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/b7812b04a537.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"944\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/b7812b04a537-1024x944.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9260\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/b7812b04a537-1024x944.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/b7812b04a537-300x276.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/b7812b04a537-768x708.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/b7812b04a537-1536x1416.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/b7812b04a537.jpg 1633w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Novos modelos liderados pelo SwRI (Southwest Research Institute), que t\u00eam em conta a resist\u00eancia dos materiais, revelou altera\u00e7\u00f5es fundamentais na maneira como a Lua se forma ap\u00f3s uma colis\u00e3o gigantesca entre um objeto do tamanho de Marte e a Terra. As simula\u00e7\u00f5es que ignoram a resist\u00eancia (nesta imagem) produzem um disco de detritos que, com o tempo, d\u00e1 origem \u00e0 Lua, enquanto as que t\u00eam em conta a resist\u00eancia (segunda imagem) podem produzir uma Lua intacta. Estas condi\u00e7\u00f5es correspondem, em geral, a planetas em colis\u00e3o mais quentes (esta imagem) e mais frios (segunda imagem), o que corresponderia, geralmente, a uma colis\u00e3o mais precoce em compara\u00e7\u00e3o com uma mais tardia. Estas condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m poderiam afetar a composi\u00e7\u00e3o da Lua e da Terra, o que continua a ser uma quest\u00e3o em aberto na comunidade cient\u00edfica.<br>Cr\u00e9dito: SwRI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova an\u00e1lise te\u00f3rica por cientistas do SwRI (Southwest Research Institute), em colabora\u00e7\u00e3o com cientistas da Universidade do Arizona, revela diferen\u00e7as fundamentais na maneira como a Lua se poder\u00e1 ter formado a partir do impacto gigante que criou o sistema Terra-Lua. Os novos resultados utilizaram t\u00e9cnicas computacionais de ponta que t\u00eam em conta a resist\u00eancia dos materiais dos dois planetas em colis\u00e3o. Estas simula\u00e7\u00f5es do impacto podem alterar o modo como os investigadores compreendem a forma\u00e7\u00e3o da Lua e podem ajudar a restringir o momento do evento. Esta investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que a geologia pr\u00e9-existente da proto-Lua, do tamanho de Marte, \u00e9 importante&#8221;, afirmou a Dra. Adeene Denton, anteriormente bolseira do Programa de P\u00f3s-Doutoramento da NASA no SwRI e atualmente investigadora de p\u00f3s-doutoramento na Divis\u00e3o de Ci\u00eancia e Explora\u00e7\u00e3o do Sistema Solar do SwRI. &#8220;Quando simulamos a Terra e a Lua como corpos em colis\u00e3o com propriedades geol\u00f3gicas, isso altera a maneira como a Lua se forma a partir desse impacto &#8211; algo que antes consider\u00e1vamos desnecess\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos anteriores acerca do cen\u00e1rio de impacto gigante, incluindo um artigo cient\u00edfico fundamental de 2001 da autoria da Dra. Robin Canup, vice-presidente da Divis\u00e3o de Ci\u00eancia e Explora\u00e7\u00e3o do Sistema Solar do SwRI, em Boulder, Colorado, EUA, e do Dr. Erik Asphaug, professor da Universidade do Arizona e coautor do presente estudo, conclu\u00edram que um objeto do tamanho de Marte, denominado &#8220;Theia&#8221;, pode ter colidido com a Terra, dando origem ao sistema Terra-Lua; no entanto, essas simula\u00e7\u00f5es e os subsequentes modelos de impacto gigante ignoraram a resist\u00eancia dos materiais, que se considerava insignificante para eventos de t\u00e3o alta energia. Denton e a sua equipa revisitaram esta hip\u00f3tese, utilizando, pela primeira vez, m\u00e9todos computacionais modernos que incorporam a resist\u00eancia geol\u00f3gica dependente da temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os modelos evolu\u00edram para incluir a resist\u00eancia dos materiais, algo que \u00e9 realmente importante quando se estudam colis\u00f5es entre corpos mais pequenos, como asteroides, ou no meu artigo cient\u00edfico anterior sobre a forma\u00e7\u00e3o do sistema Plut\u00e3o-Caronte&#8221;, afirmou Denton. &#8220;N\u00e3o t\u00ednhamos a certeza se isso seria relevante para a Lua ou n\u00e3o. Quando realiz\u00e1mos as simula\u00e7\u00f5es, descobrimos que, na verdade, \u00e9 bastante relevante&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/dae03cc9b71a.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/dae03cc9b71a.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Novos modelos liderados pelo SwRI (Southwest Research Institute), que t\u00eam em conta a resist\u00eancia dos materiais, revelou altera\u00e7\u00f5es fundamentais na maneira como a Lua se forma ap\u00f3s uma colis\u00e3o gigantesca entre um objeto do tamanho de Marte e a Terra. As simula\u00e7\u00f5es que ignoram a resist\u00eancia (na primeira imagem) produzem um disco de detritos que, com o tempo, d\u00e1 origem \u00e0 Lua, enquanto as que t\u00eam em conta a resist\u00eancia (esta imagem) podem produzir uma Lua intacta. Estas condi\u00e7\u00f5es correspondem, em geral, a planetas em colis\u00e3o mais quentes (na primeira imagem) e mais frios (esta imagem), o que corresponderia, geralmente, a uma colis\u00e3o mais precoce em compara\u00e7\u00e3o com uma mais tardia. Estas condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m poderiam afetar a composi\u00e7\u00e3o da Lua e da Terra, o que continua a ser uma quest\u00e3o em aberto na comunidade cient\u00edfica.<br>Cr\u00e9dito: SwRI<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os corpos mais quentes s\u00e3o mais fracos do que os mais frios e a equipa descobriu que a forma\u00e7\u00e3o da Lua \u00e9 sens\u00edvel \u00e0s temperaturas dos corpos em colis\u00e3o. Alguns cen\u00e1rios produzem uma Lua totalmente intacta poucas horas ap\u00f3s o impacto, enquanto outros produzem um disco protolunar \u00e0 volta da Terra que, com o tempo, acaba por formar a Lua. Como os protoplanetas geralmente come\u00e7am quentes e arrefecem com a idade, isto estabelece uma nova e importante liga\u00e7\u00e3o entre o momento do impacto gigante e a natureza do estado inicial e da forma\u00e7\u00e3o da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dependendo da temperatura da Terra e de Theia antes da colis\u00e3o, o impacto pode destruir Theia e produzir este enorme disco de detritos que, eventualmente, d\u00e1 origem \u00e0 Lua&#8221;, disse Denton. &#8220;Mas quando utilizei os mesmos par\u00e2metros da modela\u00e7\u00e3o original do impacto &#8211; incluindo as estruturas com temperaturas iguais no interior de ambos os corpos -, surgiu uma Lua intacta em cerca de cinco horas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora j\u00e1 se tenham observado, em simula\u00e7\u00f5es anteriores, resultados de uma Lua intacta, este trabalho \u00e9 o primeiro a demonstrar que a resist\u00eancia dos materiais e a temperatura desempenham um papel central na determina\u00e7\u00e3o de se a Lua se forma intacta ou se \u00e9 formada a partir de material processado no interior de um disco protolunar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes novos resultados, surpreendentes e empolgantes, sugerem uma potencial liga\u00e7\u00e3o entre as propriedades f\u00edsicas da Lua atual &#8211; incluindo, talvez, o seu teor de vol\u00e1teis &#8211; e o estado t\u00e9rmico da Terra e de Theia na altura do impacto gigante&#8221;, afirma Canup, que n\u00e3o participou no estudo. &#8220;Por sua vez, isto poder\u00e1 ajudar os cientistas a determinar com maior precis\u00e3o quando ocorreu o evento que deu origem \u00e0 Lua&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como nos modelos anteriores, explicar a composi\u00e7\u00e3o muito semelhante da Terra e da Lua continua a ser uma quest\u00e3o cient\u00edfica em aberto. Uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que Theia e a proto-Terra se tenham formado numa regi\u00e3o comum do disco protoplanet\u00e1rio, enquanto Marte, cuja composi\u00e7\u00e3o \u00e9 distinta da da Terra e da Lua, se formou mais longe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dado que a Terra e Marte se formaram na mesma vizinhan\u00e7a do Sistema Solar, s\u00e3o como irm\u00e3os&#8221;, afirmou Denton. &#8220;A Lua e a Terra s\u00e3o mais como g\u00e9meos fraternos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"SwRI-led study models new scenarios for Moon formation\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QAIRqc9dFHg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Theia:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Theia_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Proto-Terra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Early_Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hip\u00f3tese do impacto gigante:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Giant-impact_hypothesis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planeta Terra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/earth\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lua:<\/strong><br><a rel=\"noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moon\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas simula\u00e7\u00f5es mostram que a temperatura e a resist\u00eancia dos materiais da Terra e de Theia influenciaram decisivamente a forma\u00e7\u00e3o da Lua ap\u00f3s o impacto gigante. Dependendo do estado t\u00e9rmico dos dois corpos, a Lua poder\u00e1 ter-se formado quase intacta em poucas horas ou a partir de um disco de detritos, oferecendo novas pistas sobre a \u00e9poca do impacto.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9260,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[1991,152,1989,413,190,868],"class_list":["post-9259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-hipotese-do-impacto-gigante","tag-lua","tag-proto-terra","tag-sistema-solar","tag-terra","tag-theia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9259"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9261,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9259\/revisions\/9261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}