{"id":9236,"date":"2026-08-25T06:19:20","date_gmt":"2026-08-25T05:19:20","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9236"},"modified":"2026-08-25T06:19:21","modified_gmt":"2026-08-25T05:19:21","slug":"estrelas-ocultas-tornam-as-primeiras-galaxias-muito-mais-massivas-do-que-se-pensava-anteriormente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/08\/25\/estrelas-ocultas-tornam-as-primeiras-galaxias-muito-mais-massivas-do-que-se-pensava-anteriormente\/","title":{"rendered":"Estrelas &#8220;ocultas&#8221; tornam as primeiras gal\u00e1xias muito mais massivas do que se pensava anteriormente"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/097375955b48.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/097375955b48-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9237\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/097375955b48-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/097375955b48-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/097375955b48-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/097375955b48-768x769.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/097375955b48.jpg 1403w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As nove gal\u00e1xias estudadas, observadas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. Com base nos seus espetros, os astr\u00f3nomos determinaram que estas gal\u00e1xias provavelmente cont\u00eam muito mais estrelas relativamente pequenas do que se pensava anteriormente.<br>Cr\u00e9dito: Cheng et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos da Universidade de Leiden lideraram uma equipa internacional que descobriu que as gal\u00e1xias mais massivas do Universo primitivo cont\u00eam muito mais estrelas pequenas do que se pensava anteriormente. Isto significa que estas gal\u00e1xias primitivas eram provavelmente muito mais massivas do que t\u00ednhamos suposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa fez a descoberta utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. Os investigadores estudaram nove gal\u00e1xias massivas que j\u00e1 tinham ultrapassado o per\u00edodo principal de forma\u00e7\u00e3o estelar. Ao combinar os espetros excecionalmente profundos do Webb com observa\u00e7\u00f5es anteriores do VLT (Very Large Telescope), conseguiram determinar, pela primeira vez, quantas estrelas pequenas estas gal\u00e1xias distantes cont\u00eam. Os resultados foram publicados na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Escondidas como casas entre arranha-c\u00e9us&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos podem descobrir que tipos de estrelas uma gal\u00e1xia cont\u00e9m ao estudar a sua luz. Dividem a luz num espetro, no qual diferen\u00e7as subtis entre as cores revelam informa\u00e7\u00f5es sobre os diferentes tipos de estrelas. As estrelas brilhantes e massivas destacam-se mais claramente nestes espetros, enquanto as estrelas pequenas, muito mais t\u00e9nues, s\u00e3o dif\u00edceis de detetar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se uma gal\u00e1xia fosse uma cidade, as estrelas mais brilhantes seriam os arranha-c\u00e9us que se avistam imediatamente ao longe&#8221;, afirma a primeira autora, Chloe Cheng, que concluiu o seu doutoramento em junho com uma investiga\u00e7\u00e3o que incluiu este estudo. &#8220;Os nossos modelos mostram que, por tr\u00e1s das estrelas mais brilhantes, existe uma popula\u00e7\u00e3o muito maior de estrelas pequenas, como casas entre arranha-c\u00e9us. Isto significa que a gal\u00e1xia, no seu conjunto, \u00e9 muito mais massiva do que as estimativas anteriores sugeriam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais estrelas pequenas em gal\u00e1xias massivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora, os astr\u00f3nomos partiam do princ\u00edpio de que a propor\u00e7\u00e3o entre o nascimento de estrelas pequenas e grandes era aproximadamente a mesma em todo o Universo. Os novos resultados, no entanto, mostram que as gal\u00e1xias mais massivas do Universo primitivo cont\u00eam uma propor\u00e7\u00e3o muito maior de estrelas pequenas do que as gal\u00e1xias menos massivas, como a nossa pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea. Numa das gal\u00e1xias estudadas, a diferen\u00e7a \u00e9 particularmente grande. Esta gal\u00e1xia formou-se provavelmente menos de 1,5 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang e pode ser quatro vezes mais massiva do que pens\u00e1vamos anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Medi\u00e7\u00f5es como estas simplesmente n\u00e3o eram poss\u00edveis at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo&#8221;, afirma a coautora Martje Slob. &#8220;Precis\u00e1vamos n\u00e3o s\u00f3 de um telesc\u00f3pio capaz de captar luz suficiente, mas tamb\u00e9m de espetros de qualidade excecionalmente elevada e de novas t\u00e9cnicas de an\u00e1lise. S\u00f3 assim conseguimos distinguir de forma fi\u00e1vel as caracter\u00edsticas subtis das estrelas pequenas da luz de estrelas muito mais brilhantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias surpreendentemente massivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta tem implica\u00e7\u00f5es importantes para a nossa compreens\u00e3o do Universo jovem. Desde o lan\u00e7amento do Webb, os astr\u00f3nomos descobriram gal\u00e1xias surpreendentemente massivas que j\u00e1 existiam pouco depois do Big Bang. Os novos resultados sugerem que estas gal\u00e1xias eram provavelmente ainda mais massivas do que se pensava anteriormente. Os modelos de forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias t\u00eam agora de explicar como \u00e9 que um n\u00famero t\u00e3o enorme de estrelas se pode ter formado t\u00e3o cedo na hist\u00f3ria do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais massa, mais planetas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este resultado mostra que h\u00e1 muito mais massa do que pens\u00e1vamos escondida nas estrelas pequenas&#8221;, afirma a professora Mariska Kriek, que liderou o estudo. &#8220;Isto tem implica\u00e7\u00f5es em muitas \u00e1reas da astronomia. As estrelas pequenas t\u00eam frequentemente planetas a orbitar \u00e0 sua volta, pelo que, se houvesse muito mais estrelas pequenas no Universo primitivo do que pens\u00e1vamos, tamb\u00e9m poderia ter havido mais planetas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores planeiam aplicar o seu m\u00e9todo a gal\u00e1xias ainda mais antigas nos pr\u00f3ximos anos. Ao faz\u00ea-lo, esperam aproximar-se do per\u00edodo em que se formaram as primeiras gera\u00e7\u00f5es de estrelas e gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.universiteitleiden.nl\/en\/news\/2026\/08\/hidden-stars-make-first-galaxies-much-more-massive-than-previously-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Universidade de Leiden (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-026-02932-4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2601.20864\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recorrendo ao Telesc\u00f3pio James Webb, astr\u00f3nomos da Universidade de Leiden descobriram que as primeiras gal\u00e1xias massivas cont\u00eam muito mais estrelas pequenas e fracas do que se supunha. Esta popula\u00e7\u00e3o oculta revela que estas gal\u00e1xias primitivas eram significativamente mais massivas &#8211; at\u00e9 quatro vezes mais -, desafiando os modelos de evolu\u00e7\u00e3o do Universo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9237,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,60,16,1],"tags":[110,387,107],"class_list":["post-9236","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-galaxias","tag-jwst","tag-vlt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9236"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9236\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9238,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9236\/revisions\/9238"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9237"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}