{"id":9230,"date":"2026-08-21T06:15:59","date_gmt":"2026-08-21T05:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9230"},"modified":"2026-08-21T06:16:00","modified_gmt":"2026-08-21T05:16:00","slug":"a-estrela-mais-rapida-da-via-lactea-orbita-tao-perto-do-nosso-buraco-negro-supermassivo-que-sente-a-sua-rotacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/08\/21\/a-estrela-mais-rapida-da-via-lactea-orbita-tao-perto-do-nosso-buraco-negro-supermassivo-que-sente-a-sua-rotacao\/","title":{"rendered":"A estrela mais r\u00e1pida da Via L\u00e1ctea orbita t\u00e3o perto do nosso buraco negro supermassivo que sente a sua rota\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2612a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"383\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/377cf8a220d9-1024x383.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9231\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/377cf8a220d9-1024x383.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/377cf8a220d9-300x112.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/377cf8a220d9-768x287.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/377cf8a220d9.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta sequ\u00eancia de imagens, obtidas com o instrumento GRAVITY montado no VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO, mostra v\u00e1rias estrelas a orbitar Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro supermassivo situado no centro da nossa Gal\u00e1xia. Descobriu-se recentemente que uma destas estrelas, conhecida como S301, passa muito mais perto do buraco negro do que qualquer outra estrela conhecida.<br>S301 orbita Sagit\u00e1rio A* com um per\u00edodo de 8,7 anos. No seu ponto de maior aproxima\u00e7\u00e3o, quando se encontra a uma dist\u00e2ncia do buraco negro semelhante \u00e0 dist\u00e2ncia entre o Sol e Saturno, esta estrela atinge uma velocidiade superior a 8% da velocidade da luz. Por baixo das imagens mostramos o tamanho da \u00f3rbita de Neptuno para refer\u00eancia.<br>S301 passa t\u00e3o perto de Sagit\u00e1rio A* que a sua \u00f3rbita dever\u00e1 estar a ser afetada pela rota\u00e7\u00e3o do buraco negro, que distorce o espa\u00e7o-tempo \u00e0 sua volta. O efeito \u00e9 pequeno, mas poder\u00e1 vir a ser medido nos pr\u00f3ximos anos com o VLTI e o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em constru\u00e7\u00e3o.<br>A \u00f3rbita de S301 encontra-se representada por uma curva el\u00edptica. Em cada imagem, a curva cont\u00ednua mostra o percurso que a estrela j\u00e1 completou at\u00e9 esse momento, enquanto a curva tracejada marca o percurso que seguir\u00e1 posteriormente.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/colabora\u00e7\u00e3o GRAVITY<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos descobriram a estrela mais r\u00e1pida, conhecida at\u00e9 \u00e0 data, da Via L\u00e1ctea em \u00f3rbita do buraco negro situado no Centro Gal\u00e1ctico. A estrela, denominada S301, foi detetada com o VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO e chega a atingir velocidades de 25.000 km\/s em determinados pontos da sua \u00f3rbita em torno do buraco negro, que tem cerca de quatro milh\u00f5es de massas solares. Esta estrela aproxima-se mais deste objeto central do que qualquer outra estrela observada anteriormente, tanto que dever\u00e1 estar a sentir os efeitos da rota\u00e7\u00e3o do buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;D\u00e9cadas de observa\u00e7\u00e3o cuidadosa das estrelas que orbitam Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro central da nossa Gal\u00e1xia, levaram \u00e0 descoberta revolucion\u00e1ria duma estrela muito promissora. Por estar a orbitar t\u00e3o pr\u00f3ximo de Sagit\u00e1rio A*, S301 abre uma nova janela para as propriedades fundamentais do espa\u00e7o-tempo no meio extremo de um buraco negro&#8221;, afirma Reinhard Genzel, vencedor de um Pr\u00e9mio Nobel, diretor do Instituto Max Planck de F\u00edsica Extraterrestre em Garching, na Alemanha, e membro fundador da colabora\u00e7\u00e3o GRAVITY+, respons\u00e1vel pelas novas observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2612c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/c24dbcd4c70b.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta sequ\u00eancia de imagens, obtidas com o instrumento GRAVITY montado no VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO, mostra v\u00e1rias estrelas a orbitar Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro supermassivo situado no centro da nossa Gal\u00e1xia. Estas estrelas s\u00e3o conhecidas coletivamente como estrelas S. As setas indicam o movimento observado em torno do buraco negro. Descobriu-se recentemente que uma das estrelas, S301, passa muito mais perto do buraco negro do que as outras estrelas S.<br>A \u00f3rbita de S301 encontra-se representada por uma curva el\u00edptica. Em cada imagem, a curva cont\u00ednua mostra o percurso que a estrela j\u00e1 completou at\u00e9 esse momento, enquanto a curva tracejada marca o percurso que seguir\u00e1 posteriormente.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/colabora\u00e7\u00e3o GRAVITY<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que torna esta estrela especial \u00e9 o facto da sua \u00f3rbita em torno de Sagit\u00e1rio A* ser muito \u00edntima. A \u00f3rbita tem um per\u00edodo de apenas 8,7 anos, o que faz a estrela aproximar-se do buraco negro a uma dist\u00e2ncia de apenas 12 vezes a dist\u00e2ncia da Terra ao Sol, algo sem precedentes&#8221;, explica Felix Mang, doutorando no Instituto Max Planck de F\u00edsica Extraterrestre e autor do estudo publicado na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao passar no ponto da sua \u00f3rbita mais pr\u00f3ximo do buraco negro, a estrela atinge uma velocidade de cerca de 25.000 km\/s, o que corresponde a 100 mil vezes mais do que um avi\u00e3o comercial, ou mais de 8% da velocidade da luz, sendo, por isso, a detentora do recorde da estrela mais r\u00e1pida da Via L\u00e1ctea conhecida at\u00e9 \u00e0 data. S301 \u00e9 tamb\u00e9m a estrela que se aproxima mais de Sagit\u00e1rio A*, chegando a uma dist\u00e2ncia (1,78 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros) do buraco negro pouco maior do que separa Saturno do Sol. Pelo facto de se aproximar tanto de Sagit\u00e1rio A*, S301 \u00e9 a primeira estrela conhecida que poder\u00e1 ser utilizada para medir diretamente a rota\u00e7\u00e3o de um buraco negro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2612d.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/823fb7fce15d.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra como um buraco negro em rota\u00e7\u00e3o arrasta o espa\u00e7o-tempo \u00e0 sua volta, um fen\u00f3meno conhecido como efeito Lense-Thirring. Se uma estrela se aproximar o suficiente dum buraco negro em rota\u00e7\u00e3o, a sua \u00f3rbita sofrer\u00e1 altera\u00e7\u00f5es que podem ser medidas ao longo de grandes per\u00edodos de tempo com telesc\u00f3pios e instrumentos suficientemente precisos.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como a maioria dos objetos do nosso Universo, os astr\u00f3nomos preveem que Sagit\u00e1rio A* tenha um movimento de rota\u00e7\u00e3o. De acordo com a teoria da relatividade geral de Einstein, um buraco negro em rota\u00e7\u00e3o arrasta o espa\u00e7o-tempo consigo, distorcendo-o, o que afeta as \u00f3rbitas das estrelas circundantes. Este efeito \u00e9 sentido mais intensamente em objetos que orbitam perto de buracos negros que giram rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o aux\u00edlio desta estrela, esperamos conseguir medir, nos pr\u00f3ximos 10 anos, a rota\u00e7\u00e3o do nosso buraco negro central&#8221;, afirma Mang. Stefan Gillessen, investigador no Instituto Max Planck de F\u00edsica Extraterrestre, que tamb\u00e9m participou no novo estudo, diz: &#8220;Ser\u00edamos efetivamente capazes de medir, pela primeira vez e de forma muito direta, a rota\u00e7\u00e3o de um buraco negro supermassivo, o que constituiria um teste fundamental \u00e0 teoria de Einstein.&#8221; Juan Osorno, astr\u00f3nomo do LIRA Observatoire de Paris\u2013PSL, Fran\u00e7a, que participou igualmente neste estudo, acrescenta: &#8220;Sem a descoberta desta estrela, ir\u00edamos ter de medir o movimento de outras estrelas durante v\u00e1rias d\u00e9cadas para conseguirmos determinar minimamente a rota\u00e7\u00e3o do buraco negro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontrar S301, que se mostra no c\u00e9u 2 mil milh\u00f5es de vezes mais t\u00e9nue do que Betelgeuse (a famosa estrela laranja da constela\u00e7\u00e3o de Or\u00edon), n\u00e3o foi tarefa f\u00e1cil. A equipa utilizou o VLTI, instalado no Observat\u00f3rio do Paranal do ESO, no Chile, e o seu instrumento GRAVITY, agora atualizado para GRAVITY+ na sequ\u00eancia de um melhoramento realizado na infraestrutura. O VLTI \u00e9 capaz de combinar a luz recolhida pelos quatro grandes telesc\u00f3pios de 8 metros do VLT, criando assim um telesc\u00f3pio &#8220;virtual&#8221; com uma resolu\u00e7\u00e3o espacial 15 vezes superior \u00e0 de um \u00fanico telesc\u00f3pio de 8 metros individual.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2612e.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/507eff21ce87.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem mostra a trajet\u00f3ria da estrela S301 em torno de Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro supermassivo situado no centro da nossa Gal\u00e1xia. Os losangos indicam medi\u00e7\u00f5es realizadas com o instrumento GRAVITY montado no VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO. O tamanho da \u00f3rbita de Neptuno \u00e9 apresentado como refer\u00eancia.<br>A estrela S301 orbita Sagit\u00e1rio A* a cada 8 anos. Ao faz\u00ea-lo, a sua \u00f3rbita desenha uma roseta. Este efeito, conhecido como precess\u00e3o de Schwarzschild, j\u00e1 tinha sido medido em torno de Sagit\u00e1rio A* e ocorre independentemente do buraco negro girar ou n\u00e3o.<br>No entanto, se o buraco negro girar, h\u00e1 um efeito diferente em a\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que o buraco negro gira, arrasta e distorce o espa\u00e7o-tempo \u00e0 sua volta, um fen\u00f3meno conhecido como efeito Lense-Thirring.<br>A estrela S301 aproxima-se tanto do buraco negro que dever\u00e1 estar a ser afetada por este fen\u00f3meno. Se assim for, o espa\u00e7o-tempo distorcido em torno do buraco negro alteraria ligeiramente a \u00f3rbita de S301 em cada passagem pr\u00f3xima. Ap\u00f3s v\u00e1rios anos, a diferen\u00e7a entre as \u00f3rbitas previstas para um buraco negro n\u00e3o girat\u00f3rio e um girat\u00f3rio seria pequena, aproximadamente do tamanho da \u00f3rbita da Terra em torno do Sol, mas suficientemente grande para poder ser medida com o VLTI e o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em constru\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/colabora\u00e7\u00e3o GRAVITY\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A n\u00edvel mundial, o Paranal \u00e9 o \u00fanico local onde \u00e9 poss\u00edvel realizar este tipo de observa\u00e7\u00f5es, uma vez que nenhum outro observat\u00f3rio do mundo disp\u00f5e de quatro telesc\u00f3pios de 8 metros capazes de funcionar em un\u00edssono como um interfer\u00f3metro&#8221;, afirma o coautor Frank Eisenhauer, investigador principal do GRAVITY+ e diretor do MPE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o GRAVITY e, posteriormente, o GRAVITY+, a equipa conseguiu observar esta estrela pela primeira vez na primavera de 2023, tendo seguidamente vindo a acompanh\u00e1-la para determinar a sua \u00f3rbita. Os investigadores foram ainda capazes de recuar at\u00e9 2017 na hist\u00f3ria orbital de S301, descobrindo que a sua \u00faltima aproxima\u00e7\u00e3o m\u00e1xima ao buraco negro central se deu no in\u00edcio de 2023. As propriedades orbitais de S301 e o facto das estrelas n\u00e3o se conseguirem formar t\u00e3o perto dum buraco negro supermassivo, indicam que esta estrela fazia provavelmente parte dum sistema bin\u00e1rio que foi destru\u00eddo pelas for\u00e7as de mar\u00e9 de Sagit\u00e1rio A*. No processo, S301 ter\u00e1 ficado presa na gravidade do buraco negro, enquanto a sua estrela companheira foi provavelmente ejetada a alta velocidade, certamente com velocidade suficiente para deixar completamente a Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es de seguimento levadas a cabo com o GRAVITY+, e com o instrumento MICADO que ser\u00e1 instalado no futuro ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, ser\u00e3o cruciais para tra\u00e7ar a trajet\u00f3ria de S301 ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada, que incluir\u00e1 a sua pr\u00f3xima aproxima\u00e7\u00e3o m\u00e1xima ao buraco negro em 2031. A observa\u00e7\u00e3o de, pelo menos, duas \u00f3rbitas completas de S301 permitir\u00e1 aos astr\u00f3nomos restringir a sua trajet\u00f3ria com precis\u00e3o suficiente para que se possa determinar diretamente a rota\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio A* pela primeira vez, &#8220;o que seria um sonho tornado realidade&#8221;, conclui Mang.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Does the Milky Way central black hole rotate? This star could tell us\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xF3017r3dV4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2612\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.mpe.mpg.de\/8219735\/news20260819\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Instituto Max Planck de F\u00edsica Extraterrestre (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-026-10894-w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2612\/eso2612a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame de Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*_cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Efeito de Lense-Thirring:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lense%E2%80%93Thirring_precession\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Precess\u00e3o de Schwarzschild:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Schwarzschild_geodesics\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/telescopes\/vlti.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br>VLTI (ESO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/gravity+\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">GRAVITY+ (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESO \u2013 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos descobriram a estrela S301, a mais r\u00e1pida conhecida na Via L\u00e1ctea, orbitando o buraco negro supermassivo Sagit\u00e1rio A*. A estrela atinge cerca de 25.000 km\/s e aproxima-se a apenas 1,78 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros do buraco negro. A sua \u00f3rbita poder\u00e1 permitir medir, pela primeira vez, a rota\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio A* e testar a relatividade geral.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9231,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-telescopios-profissionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9230"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9232,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9230\/revisions\/9232"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}