{"id":9224,"date":"2026-08-21T06:11:02","date_gmt":"2026-08-21T05:11:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9224"},"modified":"2026-08-21T06:11:04","modified_gmt":"2026-08-21T05:11:04","slug":"a-passagem-da-sonda-hera-por-marte-ajudou-num-estudo-sobre-um-impacto-na-lua-deimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/08\/21\/a-passagem-da-sonda-hera-por-marte-ajudou-num-estudo-sobre-um-impacto-na-lua-deimos\/","title":{"rendered":"A passagem da sonda Hera por Marte ajudou num estudo sobre um impacto na lua Deimos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/8e9b1e402ab1.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/8e9b1e402ab1.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Anima\u00e7\u00e3o que mostra a simula\u00e7\u00e3o do impacto proposto, que se sup\u00f5e ter criado a depress\u00e3o do polo sul de Deimos e a subsequente reacumula\u00e7\u00e3o de regolito, o que explicaria o aspeto liso de Deimos. A cor amarela indica o material reacumulado.<br>Cr\u00e9dito: S.D. Raducan<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo &#8211; baseado em imagens captadas durante a passagem da miss\u00e3o Hera da ESA por Marte &#8211; sugere que Deimos, a pequena lua exterior de Marte, sofreu uma transforma\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica devido a um \u00fanico e violento impacto de asteroide. Isto explicaria a sua superf\u00edcie misteriosamente lisa e jovem: uma espessa camada de poeira resultante do impacto poder\u00e1 ter funcionado como o equivalente planet\u00e1rio de &#8220;fillers&#8221; cosm\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deimos, com a forma de uma batata &#8211; 12 km de di\u00e2metro, aproximadamente do tamanho da cidade do Luxemburgo -, orbita a cerca de 24.000 km da superf\u00edcie de Marte. Quando foi visitada pela primeira vez pelos orbitadores Viking da NASA, na d\u00e9cada de 1970, verificou-se que tinha uma apar\u00eancia muito mais lisa e empoeirada do que Fobos, a outra lua marciana, que apresenta numerosas crateras e fendas. A sua outra caracter\u00edstica principal \u00e9 uma bacia impressionante com 10 km de largura em torno do seu polo sul, semelhante a uma sela entre montanhas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/03\/mars_and_deimos_viewed_by_hera_s_asteroid_framing_camera\/26615627-1-eng-GB\/Mars_and_Deimos_viewed_by_Hera_s_Asteroid_Framing_Camera_pillars.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10afbfc8151a-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9225\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10afbfc8151a-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10afbfc8151a-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10afbfc8151a-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10afbfc8151a-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/10afbfc8151a.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A lua marciana Deimos aparece escura, emoldurada pelo planeta Marte, mais brilhante, atr\u00e1s dela, nesta imagem monocrom\u00e1tica em luz vis\u00edvel captada pela c\u00e2mara AFC (Asteroid Framing Camera), obtida pela sonda Hera da ESA durante a sua passagem com assist\u00eancia gravitacional a 12 de mar\u00e7o de 2025.<br>A sonda de defesa planet\u00e1ria, do tamanho de um carro, encontrava-se a aproximadamente 1000 km da lua Deimos, com 12,4 km de di\u00e2metro, quando esta imagem foi captada. Deimos orbita a cerca de 23.500 km da superf\u00edcie de Marte e acoplamento de mar\u00e9, pelo que este lado da lua escura raramente \u00e9 vis\u00edvel.<br>Na parte superior da imagem encontra-se a regi\u00e3o brilhante de Terra Sabaea, pr\u00f3xima do equador marciano, contornada por regi\u00f5es mais escuras \u00e0 sua volta, com parte da cratera Huygen, de 450 km de di\u00e2metro, vis\u00edvel no lado direito da imagem. No canto inferior direito encontra-se parte da Bacia Hellas, uma das maiores crateras de impacto conhecidas no Sistema Solar, com um di\u00e2metro de 2300 km e uma profundidade superior a 7 km.<br>A c\u00e2mara AFC da Hera, com 1020 x 1020 p\u00edxeis, \u00e9 utilizada tanto para navega\u00e7\u00e3o como para investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Simula\u00e7\u00e3o de impactos em Deimos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dist\u00e2ncia de Deimos em rela\u00e7\u00e3o a Marte torna uma visita, por naves espaciais, relativamente dif\u00edcil &#8211; as imagens mais recentes prov\u00eam da miss\u00e3o Hera da ESA, durante a sua passagem por Marte em mar\u00e7o de 2025. No entanto, uma das principais teorias defende que tanto a depress\u00e3o do polo sul como a sua natureza empoeirada se devem a um \u00fanico impacto de asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo publicado esta semana na revista Nature Astronomy utilizou software de simula\u00e7\u00e3o de impactos de alta resolu\u00e7\u00e3o para tentar recriar este evento catastr\u00f3fico, mas n\u00e3o destrutivo, de forma a corresponder ao estado atual de Deimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi liderado por Sabina Raducan, da Universidade de Berna, do ISSI (International Space Science Institute) e da Universidade VUB de Bruxelas: &#8220;Executado num &#8216;cluster&#8217; de computa\u00e7\u00e3o de alto desempenho na Universidade de Berna, o nosso c\u00f3digo de impacto SPH (Smoothed Particle Hydrodynamics) de Berna funciona recriando os corpos em an\u00e1lise como milh\u00f5es de part\u00edculas aderentes, cuja intera\u00e7\u00e3o \u00e9 regida por v\u00e1rias vari\u00e1veis program\u00e1veis, incluindo n\u00edveis de gravidade, resist\u00eancia do material e coes\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Neste caso, cri\u00e1mos um modelo geom\u00e9trico detalhado de Deimos a partir de part\u00edculas SPH, tendo preenchido a depress\u00e3o sul para o deixar pronto para o impacto do corpo impactante. Em seguida, realiz\u00e1mos cerca de uma centena de simula\u00e7\u00f5es &#8211; cada uma demorando cerca de uma semana a concluir &#8211; para testar v\u00e1rias massas do corpo impactante e \u00e2ngulos de aproxima\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A melhor correspond\u00eancia revelou-se um impacto obl\u00edquo, a cerca de 45 graus, de um asteroide relativamente pequeno, com 320 metros de largura, que atingiu a lua a alta velocidade. Em vez de destruir Deimos, a colis\u00e3o escavou uma ampla depress\u00e3o no seu polo sul, enquanto espalhou grandes quantidades de material pela superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rescaldo da colis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grande parte destes detritos acabou por recair, formando uma camada global de regolito solto que cobriu muitas das caracter\u00edsticas existentes na superf\u00edcie &#8211; atingindo, em alguns locais, uma profundidade superior a duzentos metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabina Raducan, que \u00e9 tamb\u00e9m uma das presidentes do Grupo de Trabalho de F\u00edsica de Impacto da equipa cient\u00edfica da miss\u00e3o Hera, explica: &#8220;A nossa simula\u00e7\u00e3o \u00e9 consistente com os padr\u00f5es de brilho observados na superf\u00edcie da lua, associados \u00e0 migra\u00e7\u00e3o gradual do regolito, que se comporta mais como poeira solta do que como algo mais coeso. O mesmo se aplica \u00e0 forma como a depress\u00e3o sul se alisou posteriormente, em vez de manter uma cratera bem definida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por baixo desta camada de poeira, os contornos de crateras antigas continuam a ser identific\u00e1veis, uma descoberta que oferece informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a estrutura subjacente da lua marciana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela acrescenta: &#8220;Inici\u00e1mos esta campanha de simula\u00e7\u00e3o antes da passagem da Hera por Marte, mas com a esperan\u00e7a de que as observa\u00e7\u00f5es da Hera ajudassem a refinar ainda mais os resultados. E foi precisamente isso que aconteceu, uma vez que o lado da lua fotografado pela Hera revelou mais crateras enterradas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas foram, de facto, as \u00faltimas pe\u00e7as do puzzle de que precisava &#8211; embora n\u00e3o fossem imediatamente evidentes a olho nu. Em vez disso, consegui identific\u00e1-las pela primeira vez atrav\u00e9s de representa\u00e7\u00f5es espetrosc\u00f3picas das imagens da Hera, obtidas imediatamente a seguir por Sir Brian May, que faz parte da equipa cient\u00edfica da Hera&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2026\/08\/buried_deimos_crater_highlighted_in_stereoscopic_image\/27417751-1-eng-GB\/Buried_Deimos_crater_highlighted_in_stereoscopic_image_pillars.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/c55452f938f0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma antiga depress\u00e3o de impacto sob a camada superficial de regolito de Deimos, uma das v\u00e1rias que se tornaram mais n\u00edtidas gra\u00e7as \u00e0 imagem estereosc\u00f3pica produzida por Sir Brian May, membro da equipa cient\u00edfica da miss\u00e3o Hera.<br>Cr\u00e9dito: S. D. Raducan, B. May\/London Stereoscopic Company<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma vis\u00e3o do interior da lua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a cont\u00ednua destas crateras pr\u00e9-impacto sugere que Deimos \u00e9, por natureza, relativamente fr\u00e1gil. As ondas de choque do impacto teriam ecoado atrav\u00e9s de um corpo mais s\u00f3lido, tal como o som de um sino, perturbando ou apagando caracter\u00edsticas mais antigas. A sua sobreviv\u00eancia \u00e9 indicativa de um interior altamente poroso e fraturado, que amorteceu eficientemente as for\u00e7as de impacto para uma escala subcatastr\u00f3fica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Michael Kueppers, cientista do projeto Hera da ESA, comenta: &#8220;Esta simula\u00e7\u00e3o implica, portanto, que Deimos \u00e9 um corpo &#8216;pilha de escombros, semelhante a muitos asteroides. Isto n\u00e3o significa necessariamente que a lua seja, de facto, um asteroide capturado &#8211; pode muito bem ter sido formada a partir de material projetado de Marte por impactos na superf\u00edcie -, mas sim que se pode ter formado de forma semelhante e, por isso, partilha propriedades compar\u00e1veis. Este \u00e9 o primeiro de uma s\u00e9rie de resultados que demonstram como o ajuste da passagem da Hera por Marte, para se aproximar de Deimos, valeu bem a pena em termos cient\u00edficos&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2026\/08\/deimos_regolith_displacement\/27420979-1-eng-GB\/Deimos_regolith_displacement_pillars.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/b5dcb860ea08.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">a) Imagem da Viking 2 do hemisf\u00e9rio dianteiro de Deimos, mostrando varia\u00e7\u00f5es de albedo em torno da depress\u00e3o do polo sul.<br>b) Material deslocado na simula\u00e7\u00e3o de impacto com melhor ajuste (laranja), oito horas ap\u00f3s o impacto, indicando regi\u00f5es onde o material da superf\u00edcie foi escavado, transportado ou redepositado.<br>Cr\u00e9dito: S.D. Raducan<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00f5es espaciais a caminho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora continuem a ser poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es alternativas para a superf\u00edcie lisa de Deimos e para a depress\u00e3o no hemisf\u00e9rio sul, este estudo oferece uma explica\u00e7\u00e3o unificada para ambas as caracter\u00edsticas e apresenta previs\u00f5es pr\u00e1ticas que poder\u00e3o ser testadas por futuras miss\u00f5es espaciais, a come\u00e7ar pela miss\u00e3o MMX (Martian Moons eXploration) da JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency) \u00e0s duas luas, cujo lan\u00e7amento est\u00e1 previsto para este outono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O c\u00f3digo SPH da Universidade de Berna j\u00e1 tinha sido utilizado anteriormente para simular o impacto da sonda DART da NASA com o asteroide Dimorphos em 2022, tendo os resultados sugerido que se verificou uma remodela\u00e7\u00e3o completa do corpo celeste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta previs\u00e3o ser\u00e1 verificada na pr\u00e1tica neste outono pela miss\u00e3o Hera da ESA, assim que esta chegar a Dimorphos para realizar uma investiga\u00e7\u00e3o detalhada do local do impacto, contribuindo para refor\u00e7ar a capacidade de defesa planet\u00e1ria da humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Space_Safety\/Hera\/Hera_s_Mars_flyby_guided_impact_study_of_Deimos_moon\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-026-02956-w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Deimos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/moons\/deimos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Deimos_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Hera:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Space_Safety\/Hera\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.heramission.space\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hera_(space_mission)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Viking:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/viking\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Viking_program\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MMX (Martian Moons eXploration):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mmx.jaxa.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Martian_Moons_Exploration\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DART (Double Asteroid Redirection Test):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/dart\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/dart.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Double_Asteroid_Redirection_Test\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo, apoiado por imagens captadas pela sonda Hera da ESA durante a passagem por Marte, revela que Deimos foi moldado por um \u00fanico impacto violento de asteroide. O choque criou a sua grande depress\u00e3o no polo sul e cobriu a lua com regolito, explicando o seu aspeto liso.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9225,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[1415,417,1491,4,724,555],"class_list":["post-9224","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-dart","tag-deimos","tag-hera","tag-marte","tag-mmx","tag-viking"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9224"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9226,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9224\/revisions\/9226"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}