{"id":9196,"date":"2026-08-07T06:42:53","date_gmt":"2026-08-07T05:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9196"},"modified":"2026-08-07T06:42:55","modified_gmt":"2026-08-07T05:42:55","slug":"rara-explosao-estelar-permite-aos-astronomos-assistir-em-primeira-fila-a-morte-de-uma-estrela-massiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/08\/07\/rara-explosao-estelar-permite-aos-astronomos-assistir-em-primeira-fila-a-morte-de-uma-estrela-massiva\/","title":{"rendered":"Rara explos\u00e3o estelar permite aos astr\u00f3nomos assistir em primeira fila \u00e0 morte de uma estrela massiva"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2619a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"598\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6511c32077d8-1024x598.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9197\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6511c32077d8-1024x598.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6511c32077d8-300x175.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6511c32077d8-768x448.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6511c32077d8.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem de campo largo mostra a progenitora da supernova SN 2026gzf como um ponto azul brilhante na gal\u00e1xia situada na parte superior central.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Vera C. Rubin da NSF-DOE\/NOIRLab\/SLAC\/AURA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma rara explos\u00e3o estelar permitiu aos astr\u00f3nomos acompanhar a morte de uma estrela massiva do in\u00edcio ao fim, proporcionando um dos conjuntos de dados mais completos alguma vez recolhidos para um evento deste tipo. A explos\u00e3o \u00e9 apenas o segundo caso, em mais de 20 anos, em que os investigadores conseguiram acompanhar o fim de uma estrela massiva com tanta clareza, oferecendo novas perspetivas sobre as diversas formas como estas estrelas terminam as suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa liderada pela Universidade Carnegie Mellon coordenou uma campanha de observa\u00e7\u00e3o global que teve in\u00edcio poucas horas ap\u00f3s a explos\u00e3o e se prolongou por meses, utilizando telesc\u00f3pios espaciais e terrestres para reconstruir o evento com um n\u00edvel de detalhe sem precedentes. As suas observa\u00e7\u00f5es revelaram que a supernova, designada SN 2026gzf, partilha muitas caracter\u00edsticas com as poderosas explos\u00f5es estelares normalmente associadas a GRBs (&#8220;gamma-ray bursts&#8221;, em portugu\u00eas &#8220;erup\u00e7\u00f5es de raios gama&#8221;), mas n\u00e3o apresentou quaisquer ind\u00edcios de ter produzido uma. As descobertas, publicadas num novo artigo cient\u00edfico na revista The Astrophysical Journal Letters, sugerem que as estrelas massivas podem morrer atrav\u00e9s de uma gama mais ampla de processos do que se pensava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta teve in\u00edcio em mar\u00e7o de 2026, quando o telesc\u00f3pio espacial chin\u00eas Einstein Probe detetou um breve surto de raios X proveniente de uma gal\u00e1xia a 500 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. A equipa da Carnegie Mellon e uma equipa da Universidade de Maryland, em College Park, identificaram o sinal, denominado EP260321a, como uma &#8220;rutura de choque&#8221; &#8211; a primeira luz libertada quando uma poderosa onda de choque, semelhante ao estrondo s\u00f3nico de um avi\u00e3o supers\u00f3nico, atravessa a superf\u00edcie de uma estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espera-se que as ruturas de choque ocorram em todas as supernovas, mas s\u00e3o notoriamente dif\u00edceis de detetar, uma vez que duram apenas entre segundos e horas. Os astr\u00f3nomos observaram com bastante certeza apenas uma outra clara rutura de choque, em raios X, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Menos de uma hora ap\u00f3s a dete\u00e7\u00e3o, telesc\u00f3pios de todo o mundo come\u00e7aram a monitorizar a fonte. As observa\u00e7\u00f5es revelaram uma supernova que se tornava rapidamente mais brilhante e que pertencia a uma classe rara conhecida como supernova do Tipo Ic de linhas largas. Estas explos\u00f5es energ\u00e9ticas est\u00e3o frequentemente associadas a erup\u00e7\u00f5es de raios gama, as explos\u00f5es mais poderosas do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SN 2026gzf revelou-se diferente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2619d.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/b9de8816ae84.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estas imagens mostram a evolu\u00e7\u00e3o da supernova SN 2026gzf, que foi detetada pela primeira vez pela sonda Einstein Probe a 21 de mar\u00e7o de 2026. As imagens captadas a 25 de mar\u00e7o e a 3 de abril de 2026 mostram o aumento do brilho da supernova. Imagens de arquivo da gal\u00e1xia anfitri\u00e3, datadas de 9 de mar\u00e7o de 2016 e de maio de 2025 a janeiro de 2026, revelam uma fonte azul brilhante na localiza\u00e7\u00e3o da supernova, que, segundo os cientistas, representa provavelmente uma regi\u00e3o compacta de forma\u00e7\u00e3o estelar extrema na gal\u00e1xia anfitri\u00e3, combinada com a atividade pr\u00e9-explos\u00e3o da estrela progenitora antes da sua morte.<br>Estas imagens foram captadas com a c\u00e2mara LSST, instalada no Observat\u00f3rio Vera C. Rubin e pela DECam de 570 megapix\u00e9is, montada no Telesc\u00f3pio V\u00edctor M. Blanco de 4 metros no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo.<br>Veja as imagens individuais nos seguintes links:\u00a0<a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2619a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">campo pr\u00e9-explos\u00e3o<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2619e.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">9 de mar\u00e7o de 2016<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2619h.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">maio de 2025-janeiro de\u00a0<\/a>2026,\u00a0<a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2619f.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">25 de mar\u00e7o de 2026<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2619g.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">3 de abril de 2026<\/a>.<br>SN 2026gzf ocorreu dentro do &#8220;COSMOS Deep Drilling Field&#8221; do Rubin. As observa\u00e7\u00f5es deste campo, incluindo esta imagem, foram recentemente divulgadas como parte do EDP2 (Early Data Preview 2) do Rubin &#8211; a primeira pr\u00e9-visualiza\u00e7\u00e3o de dados baseada em observa\u00e7\u00f5es da c\u00e2mara do LSST. O EDP2 re\u00fane as observa\u00e7\u00f5es de valida\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Rubin recolhidas entre abril de 2025 e janeiro de 2026.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Vera C. Rubin da NSF\u2013DOE\/NOIRLab\/SLAC\/AURA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;SN 2026gzf parece notavelmente semelhante a outras supernovas energ\u00e9ticas que foram anteriormente associadas a erup\u00e7\u00f5es de raios gama&#8221;, afirmou Brendan O&#8217;Connor, bolseiro de p\u00f3s-doutoramento no Centro McWilliams de Cosmologia e Astrof\u00edsica da Carnegie Mellon e primeiro autor do novo artigo cient\u00edfico que descreve os resultados. &#8220;No entanto, as observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento n\u00e3o encontraram qualquer ind\u00edcio de um jato relativ\u00edstico ou do brilho remanescente que normalmente se observa nesses eventos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das principais quest\u00f5es de O&#8217;Connor era se a explos\u00e3o teria lan\u00e7ado um jato que, de alguma forma, tivesse escapado \u00e0 dete\u00e7\u00e3o. Para descobrir, ele iniciou observa\u00e7\u00f5es com o Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA, que procurou o brilho remanescente de raios X em decl\u00ednio esperado caso um jato poderoso tivesse emergido com sucesso da estrela. Este brilho remanescente \u00e9 produzido quando o jato colide com part\u00edculas que rodeiam a estrela, gerando radia\u00e7\u00e3o que pode permanecer vis\u00edvel em raios X durante dias, semanas ou mesmo meses, dependendo da densidade do ambiente e da energia total do jato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sensibilidade excecional e a imagem n\u00edtida do Chandra permitiram \u00e0 equipa procurar emiss\u00f5es de raios X muito fracas precisamente na localiza\u00e7\u00e3o da supernova. N\u00e3o foi detetada qualquer fonte de raios X.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, devido \u00e0 relativa proximidade da explos\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, as observa\u00e7\u00f5es foram sens\u00edveis o suficiente para terem detetado praticamente qualquer brilho remanescente de raios X conhecido associado a uma erup\u00e7\u00e3o de raios gama. Em combina\u00e7\u00e3o com as observa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio do VLA (Karl G. Jansky Very Large Array), os dados do Chandra exclu\u00edram a exist\u00eancia dos poderosos jatos relativ\u00edsticos normalmente associados \u00e0s GRBs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os dados do Chandra mostram que SN 2026gzf n\u00e3o produziu um jato relativ\u00edstico normal e potente&#8221;, afirmou O&#8217;Connor. &#8220;Em vez disso, uma possibilidade \u00e9 que o jato tenha sido &#8216;sufocado&#8217;, quer pela superf\u00edcie da estrela, quer pelo material circunestelar que a rodeia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este resultado torna EP260321a\/SN 2026gzf o primeiro flash altamente energ\u00e9tico associado a uma supernova do Tipo Ic com linhas de espetro largas que n\u00e3o apresenta ind\u00edcios de um fluxo relativ\u00edstico. A descoberta sugere que as estrelas massivas despojadas podem morrer de mais formas do que os astr\u00f3nomos pensavam anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma das principais quest\u00f5es ainda sem resposta neste campo \u00e9 por que raz\u00e3o algumas estrelas massivas em colapso lan\u00e7am jatos a velocidades pr\u00f3ximas da da luz que escapam da estrela e produzem erup\u00e7\u00f5es de raios gama, enquanto estrelas aparentemente semelhantes n\u00e3o o fazem&#8221;, afirmou O&#8217;Connor. &#8220;\u00c0 medida que continuamos a descobrir estes fen\u00f3menos e a mapear a distribui\u00e7\u00e3o das suas propriedades, estamos a melhorar a nossa compreens\u00e3o do aspeto das estrelas no fim das suas vidas, o que nos d\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre como viveram as suas vidas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores da Carnegie Mellon conseguiram tra\u00e7ar um quadro detalhado da explos\u00e3o recorrendo a uma vasta gama de instala\u00e7\u00f5es. Obtiveram imagens detalhadas da supernova \u00e0 medida que esta se tornava mais brilhante e atingia o seu pico de brilho, utilizando a DECam (Dark Energy Camera) no Chile.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do LSST (Legacy Survey of Space and Time) do Observat\u00f3rio Vera C. Rubin ajudaram a acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da supernova e sugeriram a exist\u00eancia de atividade no sistema estelar pouco antes da explos\u00e3o da estrela. Espera-se que as observa\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas do Rubin forne\u00e7am registos detalhados e a longo prazo da evolu\u00e7\u00e3o da supernova nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o in\u00edcio do LSST do Rubin, os sensores de campo amplo mais pequenos, instalados em telesc\u00f3pios de menor abertura, podem parecer obsoletos. No entanto, estas observa\u00e7\u00f5es demonstram, possivelmente pela primeira vez, qu\u00e3o poderosas podem ser as sinergias entre a DECam e o Rubin&#8221;, afirmou Antonella Palmese, professora assistente de f\u00edsica na Carnegie Mellon e coautora do novo artigo cient\u00edfico. &#8220;A riqueza dos dados de arquivo e o calend\u00e1rio flex\u00edvel de acompanhamento da DECam permitiram estudos sobre a poss\u00edvel progenitora e um mapeamento mais cont\u00ednuo da evolu\u00e7\u00e3o da supernova&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa da Carnegie Mellon tamb\u00e9m recorreu ao DESI (Dark Energy Spectroscopic Instrument), instalado no Telesc\u00f3pio Nicholas U. Mayall de 4 metros, no Observat\u00f3rio Nacional de Kitt Peak, para observar repetidamente a evolu\u00e7\u00e3o da supernova. Atrav\u00e9s do programa de transientes do DESI, liderado por Xander Hall, estudante de doutoramento em F\u00edsica da Carnegie Mellon e coautor do novo artigo cient\u00edfico, e por Palmese, os investigadores recolheram uma sequ\u00eancia de espetros que revelou como a explos\u00e3o mudou ao longo do tempo e ajudou a confirmar a sua classifica\u00e7\u00e3o como uma supernova do Tipo Ic de linhas largas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O programa do DESI deu-nos a oportunidade de voltar repetidamente a SN 2026gzf e acompanhar a forma como o seu espetro mudava \u00e0 medida que a explos\u00e3o evolu\u00eda&#8221;, afirmou Hall. &#8220;Esta sequ\u00eancia de observa\u00e7\u00f5es demonstra o potencial do DESI para o acompanhamento r\u00e1pido de fen\u00f3menos transientes e para a sua classifica\u00e7\u00e3o, \u00e0 medida que o Rubin continua a aumentar o seu fluxo de alertas de fen\u00f3menos transientes ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada&#8221;.<br><br>A equipa da Carnegie Mellon obteve observa\u00e7\u00f5es adicionais com o HET (Hobby-Eberly Telescope) e o SALT (Southern African Large Telescope). A sua primeira observa\u00e7\u00e3o com ambos os telesc\u00f3pios ocorreu apenas tr\u00eas dias ap\u00f3s a dete\u00e7\u00e3o de raios X, proporcionando uma das primeiras imagens da explos\u00e3o emergente. Juntamente com os dados do DESI e do HET, os espetros do SALT constitu\u00edram a espinha dorsal da an\u00e1lise, proporcionando um registo detalhado da evolu\u00e7\u00e3o e do ambiente da supernova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de revelar uma nova forma das estrelas massivas morrerem, a descoberta destaca o poder crescente da astronomia no dom\u00ednio do tempo, na qual muitos observat\u00f3rios em todo o mundo trabalham em conjunto para captar eventos c\u00f3smicos ef\u00e9meros em tempo real, antes que desapare\u00e7am para sempre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"DECam images of supernova SN 2026gzf\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7Oh_nL5FCTI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SN 2026gzf:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.wis-tns.org\/object\/2026gzf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TNS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_Ib_and_Ic_supernovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Supernovas do tipo Ic (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GRB (&#8220;gamma-ray burst&#8221;, em portugu\u00eas &#8220;erup\u00e7\u00e3o de raios gama&#8221;):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma_ray_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Einstein Probe:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ep.bao.ac.cn\/ep\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Academia Chinesa de Ci\u00eancias<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Einstein_Probe_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Einstein_Probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLA (Karl G. Jansky Very Large Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/vla\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CTIO (Cerro Tololo Inter-American Observatory):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/programs\/ctio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NOIRLab<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cerro_Tololo_Inter-American_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/V%C3%ADctor_M._Blanco_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Telesc\u00f3pio V\u00edctor M. Blanco (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/programs\/ctio\/victor-blanco-4m-telescope\/decam\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DECam (NOIRLab)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LSST (Legacy Survey of Space and Time):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/rubinobservatory.org\/explore\/how-rubin-works\/lsst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio Vera C. Rubin<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Vera C. Rubin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/rubinobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Vera_C._Rubin_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><br>Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rubin_observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/x.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede social X<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DESI (Dark Energy Spectroscopic Instrument):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.desi.lbl.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_Energy_Spectroscopic_Instrument\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Mayall:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/programs\/kitt-peak-national-observatory\/nicholas-mayall-4m-telescope\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NOIRLab<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nicholas_U._Mayall_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/projects\/desi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DESI (NOIRLab)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HET (Hobby-Eberly Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mcdonaldobservatory.org\/research\/telescopes\/HET\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observat\u00f3rio McDonald<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hobby%E2%80%93Eberly_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SALT (Southern African Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.salt.ac.za\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Southern_African_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos observaram uma rara supernova durante as suas primeiras horas de evolu\u00e7\u00e3o, obtendo uma vis\u00e3o sem precedentes dos instantes finais de uma estrela massiva. As observa\u00e7\u00f5es revelam detalhes da violenta eje\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria e da intera\u00e7\u00e3o da onda de choque com o material em redor da estrela, ajudando a compreender melhor como estas explos\u00f5es se iniciam e evoluem.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9197,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[1727,1877,1640,2083,2137,167,903,723,507,2159,213,2160,659,389],"class_list":["post-9196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-desi","tag-einstein-probe","tag-grb","tag-het","tag-lsst","tag-chandra","tag-observatorio-inter-americano-de-cerro-tololo","tag-observatorio-vera-c-rubin","tag-salt","tag-sn-2026gzt","tag-supernova","tag-supernova-do-tipo-ic","tag-telescopio-mayall","tag-vla"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9196"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9196\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9198,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9196\/revisions\/9198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}