{"id":9178,"date":"2026-07-31T06:37:03","date_gmt":"2026-07-31T05:37:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9178"},"modified":"2026-07-31T06:37:05","modified_gmt":"2026-07-31T05:37:05","slug":"descoberta-a-evidencia-mais-forte-ate-a-data-que-betelgeuse-possui-uma-companheira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/07\/31\/descoberta-a-evidencia-mais-forte-ate-a-data-que-betelgeuse-possui-uma-companheira\/","title":{"rendered":"Descoberta a evid\u00eancia mais forte at\u00e9 \u00e0 data que Betelgeuse possui uma companheira"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2611a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"609\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/6d652d5b8b81-1024x609.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9179\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/6d652d5b8b81-1024x609.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/6d652d5b8b81-300x178.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/6d652d5b8b81-768x457.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/6d652d5b8b81.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astr\u00f3nomos obtiveram a imagem mais n\u00edtida de sempre do que \u00e9 provavelmente Betelgeuse B, a estrela companheira de Betelgeuse.<br>Betelgeuse \u00e9 uma estrela supergigante vermelha da constela\u00e7\u00e3o de Or\u00edon. O seu brilho varia periodicamente e h\u00e1 d\u00e9cadas que os astr\u00f3nomos suspeitam que algumas destas varia\u00e7\u00f5es possam ser devidas a uma estrela companheira em \u00f3rbita.<br>A imagem central sobreposta foi obtida em janeiro de 2019 com o instrumento SPHERE montado no VLT do ESO e mostra a estrela Betelgeuse propriamente dita. A imagem sobreposta \u00e0 esquerda foi obtida em dezembro de 2024, quando se previa que a companheira estivesse o mais afastada poss\u00edvel de Betelgeuse, quando observadas a partir da Terra. Nesta imagem Betelgeuse foi subtra\u00edda, revelando assim a fonte (assinalada por uma cruz) que corresponde, muito provavelmente, a Betelgeuse B.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Montarg\u00e8s et al; fundo &#8211; N. Rissinger (skysurvey.org)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Finalmente, os astr\u00f3nomos obtiveram evid\u00eancias concretas de que Betelgeuse, uma das estrelas mais famosas do c\u00e9u noturno, n\u00e3o est\u00e1 sozinha. Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, uma equipa liderada pelo investigador franc\u00eas Miguel Montarg\u00e8s obteve a imagem mais n\u00edtida de sempre do que \u00e9 provavelmente Betelgeuse B, a estrela companheira de Betelgeuse. &#8220;Trata-se da conclus\u00e3o de uma busca que durou um s\u00e9culo&#8221;, afirma Montarg\u00e8s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mostr\u00e1mos que Betelgeuse n\u00e3o est\u00e1 sozinha, mas sim acompanhada por uma companheira estelar pouco brilhante&#8221;, afirma Montarg\u00e8s, astr\u00f3nomo do Observat\u00f3rio de Paris &#8211; PSL, Fran\u00e7a, e autor principal do estudo publicado na revista da especialidade Astronomy &amp; Astrophysics. Betelgeuse, uma estrela avermelhada da constela\u00e7\u00e3o de Or\u00edon, facilmente vis\u00edvel a olho nu e conhecida pelas suas varia\u00e7\u00f5es de brilho, \u00e9 observada h\u00e1 mil\u00e9nios. No entanto, continua a surpreender os astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dei um salto da cadeira quando vi as imagens processadas&#8221;, recorda Montarg\u00e8s. Os astr\u00f3nomos andam \u00e0 procura da potencial companheira de Betelgeuse, inicialmente proposta para explicar as varia\u00e7\u00f5es de brilho de Betelgeuse, h\u00e1 cerca de um s\u00e9culo, mas sem sucesso at\u00e9 agora. Dois estudos publicados em 2024 previam de forma robusta que, em dezembro desse mesmo ano, a companheira estaria o mais afastada poss\u00edvel de Betelgeuse e, por isso, seria mais f\u00e1cil de detetar. Montarg\u00e8s e a sua equipa puseram m\u00e3os \u00e0 obra, observando a estrela com o VLT do ESO em dezembro de 2024 e dedicando v\u00e1rios meses ao processamento dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sinceramente, pensei que n\u00e3o \u00edamos ter sensibilidade suficiente para detetar Betelgeuse B tal como tinha sido previsto&#8221;, explica Montarg\u00e8s. &#8220;No entanto, como esta companheira tem mais massa do que o previsto, conseguimos v\u00ea-la!&#8221; Inicialmente pensava-se que Betelgeuse B tinha aproximadamente a mesma massa que o Sol, contudo as novas observa\u00e7\u00f5es revelaram que esta estrela tem, na verdade, cerca de duas a tr\u00eas vezes massas solares. &#8220;O facto de ainda conseguirmos descobrir uma companheira pr\u00f3xima, mais massiva e mais brilhante do que o nosso Sol, em torno de uma estrela t\u00e3o bem estudada \u00e9 not\u00e1vel&#8221;, afirma Montarg\u00e8s. &#8220;Estes s\u00e3o dos melhores momentos da ci\u00eancia: descobrir algo novo, inesperado&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2611b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.imgchest.com\/files\/a9236a8dcfa7.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem, obtida com o VLT (Very Large Telescope) do ESO, mostra a imagem mais n\u00edtida de sempre do que \u00e9 provavelmente Betelgeuse B, a estrela companheira de Betelgeuse. Esta imagem foi capturada com o aux\u00edlio do instrumento SPHERE em dezembro de 2024, quando se previa que a companheira estivesse o mais afastada de Betelgeuse, quando observadas a partir da Terra. O c\u00edculo indica o tamanho de Betelgeuse, que foi subtra\u00edda da imagem. A fonte brilhante \u00e0 esquerda, assinalada por uma cruz, corresponde muito provavelmente a Betelgeuse B.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Montarg\u00e8s et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem de Betelgeuse B foi capturada diretamente, o que significa que foi detetada a luz da pr\u00f3pria estrela, com o instrumento SPHERE montado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama. Embora j\u00e1 houvesse ind\u00edcios da exist\u00eancia desta estrela companheira, incluindo uma poss\u00edvel dete\u00e7\u00e3o direta com o Telesc\u00f3pio Gemini North, no Hawaii, EUA, esta \u00e9 a evid\u00eancia mais forte e a imagem mais n\u00edtida que temos de Betelgeuse B at\u00e9 \u00e0 data. &#8220;\u00c9 not\u00e1vel ver como o SPHERE e as t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de p\u00f3s-processamento de imagens, originalmente desenvolvidas para encontrar exoplanetas, s\u00e3o igualmente excelentes na dete\u00e7\u00e3o de uma companheira em torno duma estrela evolu\u00edda e de grande massa, como \u00e9 o caso de Betelgeuse&#8221;, afirma o coautor Anthony Boccaletti, tamb\u00e9m astr\u00f3nomo do Observat\u00f3rio de Paris.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para termos a certeza absoluta de que esta companheira existe realmente, ainda temos de a observar dentro de um ano, quando se encontrar do outro lado da estrela, contudo j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 praticamente margem para d\u00favidas&#8221;, acrescenta Montarg\u00e8s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 alguns anos, Betelgeuse foi alvo da aten\u00e7\u00e3o tanto de astr\u00f3nomos como do p\u00fablico em geral quando come\u00e7ou a escurecer visivelmente. Sendo uma estrela supergigante evolu\u00edda, espera-se que Betelgeuse termine a sua vida sob a forma de uma explos\u00e3o de supernova, e o seu escurecimento levou algumas pessoas a especular que a estrela poderia estar prestes a explodir. Nessa altura, um grupo de astr\u00f3nomos liderado por Montarg\u00e8s estudou a estrela com o VLT do ESO e descobriu que, na realidade, Betelgeuse se encontrava obscurecida devido a uma nuvem de poeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A potencial dete\u00e7\u00e3o de Betelgeuse B levar\u00e1 os astr\u00f3nomos a investigar de que forma a companheira poder\u00e1 afetar a explos\u00e3o de supernova esperada de Betelgeuse. &#8220;A quest\u00e3o de saber se esta companheira ter\u00e1 ou n\u00e3o um impacto na evolu\u00e7\u00e3o da supergigante vermelha est\u00e1 verdadeiramente em aberto&#8221;, conclui Montarg\u00e8s.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Clearest image ever of Betelgeuse\u2019s companion\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vzG3DOU12Ks?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2611\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/observatoiredeparis.psl.eu\/visual-proof-betelgeuse-does.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio de Paris (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/astronomers-find-strongest-evidence-yet-betelgeuse-has-companion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2026\/07\/aa61023-26\/aa61023-26.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Betelgeuse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse#Possible_companion_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Companheira de Betelgeuse (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/sphere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPHERE (ESO)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos obtiveram a evid\u00eancia mais convincente de que Betelgeuse possui uma estrela companheira. Observa\u00e7\u00f5es do Very Large Telescope do ESO revelaram diretamente este astro, procurado h\u00e1 cerca de um s\u00e9culo para explicar as varia\u00e7\u00f5es de brilho da supergigante vermelha. 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