{"id":9149,"date":"2026-07-21T06:16:13","date_gmt":"2026-07-21T05:16:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9149"},"modified":"2026-07-21T06:16:14","modified_gmt":"2026-07-21T05:16:14","slug":"estes-exoplanetas-proximos-sao-pequenos-estranhos-e-totalmente-inabitaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/07\/21\/estes-exoplanetas-proximos-sao-pequenos-estranhos-e-totalmente-inabitaveis\/","title":{"rendered":"Estes exoplanetas pr\u00f3ximos s\u00e3o pequenos, estranhos e totalmente inabit\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2510a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"640\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/15kihsmx_o-1024x640.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7848\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/15kihsmx_o-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/15kihsmx_o-300x188.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/15kihsmx_o-768x480.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/15kihsmx_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o dos exoplanetas em torno da Estrela de Barnard.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Internacional Gemini\/NOIRLab\/NSF\/AURA\/P. Marenfeld<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas tra\u00e7aram o retrato mais detalhado at\u00e9 \u00e0 data do sistema planet\u00e1rio que orbita a Estrela de Barnard &#8211; a vizinha mais pr\u00f3xima do Sol depois de Alpha Centauri, a pouco menos de seis anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descobertos em 2025, os quatro planetas que orbitam a Estrela de Barnard s\u00e3o todos mais pequenos do que a Terra e V\u00e9nus, mas maiores do que Marte &#8211; um tipo de planeta que n\u00e3o se encontra no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da estrela, os investigadores da Universidade de Cambridge descobriram que os seus planetas s\u00e3o ricos num mineral raro chamado per\u00edclase, que na Terra s\u00f3 se encontra centenas de quil\u00f3metros abaixo da superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Estrela de Barnard possui uma quantidade enorme do elemento magn\u00e9sio em compara\u00e7\u00e3o com outras estrelas, pelo que \u00e9 prov\u00e1vel que os seus planetas tamb\u00e9m sejam ricos em magn\u00e9sio&#8221;, afirmou o autor principal, Xander Byrne, do Instituto de Astronomia de Cambridge. &#8220;Na Terra, esse magn\u00e9sio entra na composi\u00e7\u00e3o de minerais chamados olivinas, que s\u00e3o realmente importantes para armazenar \u00e1gua no interior do planeta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, nos planetas da Estrela de Barnard, os investigadores descobriram que a abund\u00e2ncia de magn\u00e9sio cria enormes quantidades de per\u00edclase, que n\u00e3o armazena \u00e1gua t\u00e3o bem. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, conclu\u00edram que \u00e9 improv\u00e1vel que os planetas da Estrela de Barnard tenham atmosferas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes planetas estavam destinados a ser hostis, porque est\u00e3o muito pr\u00f3ximos da sua estrela&#8221;, afirmou Byrne, &#8220;At\u00e9 o planeta mais exterior orbita dez vezes mais perto do que Merc\u00fario orbita o Sol. Quando se est\u00e1 t\u00e3o perto da estrela e se tem t\u00e3o pouca gravidade, a atmosfera acaba simplesmente por ser expulsa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores afirmam que os planetas poderiam ter mantido as suas atmosferas durante, no m\u00e1ximo, dois mil milh\u00f5es de anos &#8211; um per\u00edodo muito mais curto do que a idade de 10 mil milh\u00f5es de anos do sistema. Os seus resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estar t\u00e3o perto da estrela tem outra consequ\u00eancia para os planetas: os investigadores descobriram que todos os planetas sofrem acoplamento de mar\u00e9. Da mesma forma que a Lua mostra apenas uma face \u00e0 Terra, cada um dos planetas da Estrela de Barnard mostra apenas um lado \u00e0 sua estrela. Como resultado, cada planeta tem um hemisf\u00e9rio onde \u00e9 dia eterno e no outro, noite eterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sistemas planet\u00e1rios t\u00e3o compactos como o que orbita a Estrela de Barnard s\u00e3o frequentemente inst\u00e1veis, com intera\u00e7\u00f5es gravitacionais entre os planetas que, por vezes, levam \u00e0 sua colis\u00e3o, \u00e0 queda na estrela ou \u00e0 eje\u00e7\u00e3o do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, os investigadores descobriram que um fen\u00f3meno denominado resson\u00e2ncia orbital poder\u00e1 estar a ajudar a estabilizar o sistema da Estrela de Barnard. A dura\u00e7\u00e3o dos &#8220;anos&#8221; dos tr\u00eas planetas interiores apresenta uma propor\u00e7\u00e3o de 9:12:16: em termos musicais, isto equivale a duas quartas perfeitas consecutivas. Estas harmonias orbitais s\u00e3o respons\u00e1veis pela estabiliza\u00e7\u00e3o das \u00f3rbitas das luas de J\u00fapiter e poder\u00e3o estar a proteger o sistema da Estrela de Barnard da desorganiza\u00e7\u00e3o gravitacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Miss\u00f5es futuras, como a miss\u00e3o Plato da ESO, poder\u00e3o descobrir muitos mais planetas pequenos como os que orbitam a Estrela de Barnard.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os planetas maiores s\u00e3o muito mais f\u00e1ceis de detetar do que os pequenos, por isso conhecemos muito poucos planetas mais pequenos que a Terra, como os deste sistema&#8221;, afirmou Byrne. &#8220;Mas a sensibilidade destas novas miss\u00f5es ajudar\u00e1 a reduzir este vi\u00e9s, permitindo-nos descobrir cada vez mais planetas pequenos e rochosos, como a Terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora os planetas da Estrela de Barnard sejam extremamente inabit\u00e1veis, a equipa afirma que a sua an\u00e1lise, que estabelece uma liga\u00e7\u00e3o entre as composi\u00e7\u00f5es da estrela e dos planetas, poder\u00e1 ser um fator importante para determinar se outros planetas poder\u00e3o suportar vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/astronomers-find-nearby-planets-to-be-small-strange-and-utterly-uninhabitable\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/550\/2\/stag1207\/8715836\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela de Barnard:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Barnard's_Star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/barnard%20star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/barnard-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard b (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Barnard's_Star_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard b (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/barnard_s_star_b--10762\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/barnard-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard c (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/barnard_s_star_c--10763\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard c (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/barnard-d\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard d (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/barnard_s_star_d--10764\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard d (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/barnard-e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard e (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/barnard_s_star_e--10765\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Barnard e (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PLATO (PLAnetary Transits and Oscillations of stars):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Plato_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PLATO_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas conclu\u00edram que os quatro pequenos planetas que orbitam a Estrela de Barnard s\u00e3o mundos estranhos e in\u00f3spitos &#8211; t\u00eam interiores ricos em per\u00edclase, quase sem \u00e1gua, e perderam provavelmente as suas atmosferas devido \u00e0 intensa radia\u00e7\u00e3o da estrela, tornando-os totalmente 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