{"id":9105,"date":"2026-07-03T06:41:58","date_gmt":"2026-07-03T05:41:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9105"},"modified":"2026-07-03T06:42:00","modified_gmt":"2026-07-03T05:42:00","slug":"chandra-e-xmm-newton-reveem-distancia-ate-aos-bracos-espirais-exteriores-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/07\/03\/chandra-e-xmm-newton-reveem-distancia-ate-aos-bracos-espirais-exteriores-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Chandra e XMM-Newton rev\u00eaem dist\u00e2ncia at\u00e9 aos bra\u00e7os espirais exteriores da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2026\/07\/xmm-newton_chandra_revised_distance_to_outer_spiral_arms_no_lines\/27355527-6-eng-GB\/XMM-Newton_Chandra_revised_distance_to_outer_spiral_arms_no_lines.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/HTjY5vNB_o-1024x1024.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-9106\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/HTjY5vNB_o-1024x1024.gif 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/HTjY5vNB_o-300x300.gif 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/HTjY5vNB_o-150x150.gif 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/HTjY5vNB_o-768x768.gif 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica mostra a estrutura da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, com base em dados da miss\u00e3o Gaia da ESA, e ilustra como os cientistas reveram a posi\u00e7\u00e3o dos seus bra\u00e7os exteriores gra\u00e7as \u00e0s observa\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o XMM-Newton da ESA e do Chandra da NASA.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC, Stefan Payne-Wardenaar, ESA\/XMM-Newton e NASA\/Chandra<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os telesc\u00f3pios espaciais de raios X, XMM-Newton da ESA, e Chandra da NASA, detetaram os remanescentes de tr\u00eas explos\u00f5es brilhantes que ecoam pelos bra\u00e7os espirais exteriores da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Ao medirem a dist\u00e2ncia at\u00e9 esses ecos, descobriram que os bra\u00e7os exteriores est\u00e3o at\u00e9 10% mais distantes do que pens\u00e1vamos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez surpreendentemente, n\u00e3o sabemos muito sobre a estrutura das regi\u00f5es exteriores da nossa Gal\u00e1xia. \u00c9 dif\u00edcil observar a nossa Gal\u00e1xia a partir do interior; o Sistema Solar est\u00e1 bem aninhado no seu disco, impedindo uma vis\u00e3o panor\u00e2mica, e muitas regi\u00f5es est\u00e3o obscurecidas por densas nuvens de poeira c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas isto est\u00e1 a mudar: aprendemos imenso desde o lan\u00e7amento do telesc\u00f3pio espacial Gaia da ESA, dedicado ao estudo das estrelas. Utilizando dados recolhidos pelo Gaia, os cientistas est\u00e3o atualmente a mapear a Via L\u00e1ctea com mais pormenor do que nunca, medindo dist\u00e2ncias precisas at\u00e9 \u00e0s suas estrelas. Antes do Gaia, nem sequer t\u00ednhamos a certeza se a nossa Gal\u00e1xia tinha dois ou quatro bra\u00e7os espirais (agora sabemos que a resposta \u00e9 quatro).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, outra miss\u00e3o da ESA descobriu uma nova forma de mapear os confins da nossa Gal\u00e1xia. &#8220;Normalmente, modelamos os bra\u00e7os exteriores da Via L\u00e1ctea de forma indireta, com base no que sabemos sobre a rota\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia, mas faz\u00ea-lo desta forma deixa margem para erros&#8221;, afirma Beatrice Vaia, do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), em It\u00e1lia, que liderou a investiga\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do seu doutoramento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/dynamicimage\/assets\/science\/missions\/chandra\/2026\/arms_rings.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/7b\/b7\/DY2xqVm5_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As imagens incluem dados de raios X do Chandra e dados \u00f3ticos do Pan-STARRS. A imagem composta mostra an\u00e9is de raios X gerados por uma erup\u00e7\u00e3o de raios gama (GRB), uma fonte brilhante de raios X localizada fora da nossa Gal\u00e1xia. Num fen\u00f3meno denominado &#8220;ecos de luz&#8221;, os raios X do GRB refletiram-se nas nuvens de poeira dos bra\u00e7os espirais da nossa Gal\u00e1xia. Os di\u00e2metros dos an\u00e9is nos dados do Chandra indicam as dist\u00e2ncias das nuvens de poeira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, sendo que os an\u00e9is maiores s\u00e3o gerados por nuvens de poeira mais pr\u00f3ximas de n\u00f3s. O GRB est\u00e1 localizado no centro dos c\u00edrculos que definem os an\u00e9is, \u00e0 esquerda dos dados de raios X delimitados pelo quadrado branco.<br>Cr\u00e9dito: raios X &#8211; NASA\/CXC\/INAF\/B. Vaia et al.; \u00f3tico &#8211; Pan-STARRS; processamento de imagem &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/N. Wolk &amp; P. Edmonds<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em vez disso, fizemos algo novo: analis\u00e1mos o rescaldo de tr\u00eas explos\u00f5es c\u00f3smicas que ocorreram em gal\u00e1xias muito mais distantes. Estas explos\u00f5es lan\u00e7aram raios X que ecoaram por v\u00e1rios dos bra\u00e7os exteriores da Via L\u00e1ctea \u2013 e medimos diretamente as dist\u00e2ncias at\u00e9 a esses ecos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os raios X foram emitidos por tr\u00eas explos\u00f5es brilhantes conhecidas como GRBs (&#8220;gamma-ray bursts&#8221;, em portugu\u00eas erup\u00e7\u00f5es de raios gama). Os raios X foram refletidos e dispersados por gr\u00e3os de poeira nos bra\u00e7os espirais da Via L\u00e1ctea, formando an\u00e9is brilhantes que foram depois detetados pelo XMM-Newton e pelo Chandra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estudar a forma como estes ecos em forma de anel se expandiram lentamente ao longo do tempo, Beatrice e os seus colegas conseguiram determinar com precis\u00e3o a dist\u00e2ncia dos gr\u00e3os de poeira que causaram a dispers\u00e3o. Como estes se encontram em nuvens dentro dos bra\u00e7os da nossa Gal\u00e1xia, a equipa conseguiu medir diretamente a dist\u00e2ncia dos bra\u00e7os. Al\u00e9m de confirmarem a dist\u00e2ncia conhecida do bra\u00e7o de Perseu, os cientistas descobriram que dois dos bra\u00e7os da Via L\u00e1ctea &#8211; o Bra\u00e7o Exterior de Scutum-Centaurus e o Bra\u00e7o Exterior &#8211; se situam at\u00e9 10% mais longe do que pens\u00e1vamos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2026\/07\/xmm-newton_chandra_revise_distance_to_the_outer_spiral_arms_animation\/27355046-1-eng-GB\/XMM-Newton_Chandra_revise_distance_to_the_outer_spiral_arms_animation.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2b\/ad\/yWBrIWEi_o.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Agora rotulada, esta representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica mostra a estrutura da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, com base em dados da miss\u00e3o Gaia da ESA, e ilustra como os cientistas reveram a posi\u00e7\u00e3o dos seus bra\u00e7os exteriores gra\u00e7as \u00e0s observa\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o XMM-Newton da ESA e do Chandra da NASA.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC, Stefan Payne-Wardenaar, ESA\/XMM-Newton e NASA\/Chandra<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um esfor\u00e7o conjunto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o Gaia tenha revolucionado a nossa compreens\u00e3o da Via L\u00e1ctea, as medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncia disponibilizadas at\u00e9 agora pelo telesc\u00f3pio s\u00e3o menos precisas no que diz respeito aos bra\u00e7os exteriores. A utiliza\u00e7\u00e3o de raios X para determinar as dist\u00e2ncias at\u00e9 \u00e0s nuvens de poeira, tal como fizeram aqui o XMM-Newton e o Chandra, \u00e9 altamente precisa a dist\u00e2ncias maiores, permitindo \u00e0 equipa de investiga\u00e7\u00e3o rever o mapa da parte exterior da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta \u00e9 um excelente exemplo de como miss\u00f5es mais antigas da ESA &#8211; tais como o XMM-Newton, lan\u00e7ado em 1999 &#8211; continuam a desempenhar um papel extremamente importante na explora\u00e7\u00e3o do Universo&#8221;, afirma Erik Kuulkers, cientista do projeto XMM-Newton da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;J\u00e1 na sua terceira d\u00e9cada, o XMM-Newton continua a proporcionar um fluxo constante de descobertas cient\u00edficas revolucion\u00e1rias sobre tudo, desde o GRB mais brilhante de sempre, passando por estrelas a serem dilaceradas por buracos negros, at\u00e9 instant\u00e2neos em raios X de Marte. \u00c9 ainda mais emocionante quando as miss\u00f5es unem for\u00e7as, como aconteceu neste caso. Juntas, podem revelar imenso sobre os c\u00e9us que nos rodeiam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que sabemos sobre a nossa Gal\u00e1xia continuar\u00e1 a aumentar nos pr\u00f3ximos anos. A par dos dados cada vez mais detalhados das quarta e quinta publica\u00e7\u00f5es de dados do Gaia (previstas para dezembro de 2026 e ap\u00f3s o final de 2030, respetivamente), o observat\u00f3rio de raios X de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o da ESA, NewAthena, est\u00e1 prestes a transformar a astronomia de raios X e a permitir que os cientistas explorem ecos de raios X muito mais t\u00e9nues nos confins da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/XMM-Newton\/XMM-Newton_helps_revise_distance_to_outer_spiral_arms\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/chandra\/nasas-chandra-examines-milky-way-at-arms-length\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/26_releases\/press_070126.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2026\/06\/aa57431-25\/aa57431-25.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Scutum%E2%80%93Centaurus_Arm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bra\u00e7o Exterior de Scutum-Centaurus (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Norma_Arm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bra\u00e7o Exterior (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GRB (&#8220;gamma-ray burst&#8221;, em portugu\u00eas erup\u00e7\u00e3o de raios gama):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma_ray_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina da ESA para a comunidade cient\u00edfica<\/a><br><a href=\"https:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia (ESA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NewAthena (New Advanced Telescope for High-ENergy Astrophysics):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/NewAthena_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os telesc\u00f3pios espaciais de raios X, XMM-Newton da ESA, e Chandra da NASA, mapearam os bra\u00e7os espirais exteriores da nossa Via L\u00e1ctea medindo os ecos de raios X de tr\u00eas explos\u00f5es c\u00f3smicas distantes, refletidos pela poeira gal\u00e1ctica. 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