{"id":9095,"date":"2026-06-30T06:33:24","date_gmt":"2026-06-30T05:33:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9095"},"modified":"2026-06-30T06:33:25","modified_gmt":"2026-06-30T05:33:25","slug":"as-orbitas-dos-cometas-de-longo-periodo-refletem-a-passagem-proxima-da-estrela-hd-7977","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/30\/as-orbitas-dos-cometas-de-longo-periodo-refletem-a-passagem-proxima-da-estrela-hd-7977\/","title":{"rendered":"As \u00f3rbitas dos cometas de longo per\u00edodo refletem a passagem pr\u00f3xima da estrela HD 7977"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/mc_naught34.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BzgZm5Qk_o-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9096\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BzgZm5Qk_o-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BzgZm5Qk_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BzgZm5Qk_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BzgZm5Qk_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/BzgZm5Qk_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O cometa de longo per\u00edodo C\/2006 P1 (McNaught) sobre o Oceano Pac\u00edfico, fotografado a partir do Observat\u00f3rio Paranal em 2007.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Sebastian Deiries<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o Gaia permitiu aos investigadores compreender os movimentos das estrelas como nunca, revelando at\u00e9 poss\u00edveis intera\u00e7\u00f5es entre o nosso Sistema Solar e estrelas pr\u00f3ximas. Nathan Kaib, investigador s\u00e9nior do PSI (Planetary Science Institute) e o seu colaborador Sean Raymond (Universidade de Bord\u00e9us) descobriram que uma passagem estelar recente provavelmente desencadeou um enorme aumento na forma\u00e7\u00e3o de cometas, uma vez que a gravidade da estrela alterou as \u00f3rbitas dos objetos da Nuvem de Oort, fazendo com que estes &#8220;ca\u00edssem&#8221; em cascata para o Sistema Solar interior. \u00c9 poss\u00edvel que ainda hoje estejamos a sentir os efeitos dessa passagem. Este trabalho foi apresentado na Divis\u00e3o de Astronomia Din\u00e2mica da Sociedade Astron\u00f3mica Americana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HD 7977 \u00e9 uma estrela semelhante ao Sol, ainda pr\u00f3xima, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Cassiopeia, cuja passagem pr\u00f3xima foi descoberta pela miss\u00e3o Gaia. H\u00e1 aproximadamente 2,5 milh\u00f5es de anos, as \u00f3rbitas do Sol e de HD 7977 aproximaram as duas estrelas, mas a dist\u00e2ncia exata a que chegaram continua a ser uma quest\u00e3o em aberto. Os dados do Gaia sugerem que passaram a uma dist\u00e2ncia de 4000-25.000 unidades astron\u00f3micas uma da outra. Agora, Kaib e Raymond demonstraram que as \u00f3rbitas dos cometas de longo per\u00edodo sugerem que HD 7977 se aproximou do nosso Sol a uma dist\u00e2ncia entre 6000-10.000 UA, desencadeando uma grande chuva de novos cometas no Sistema Solar interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o Gaia consistia num telesc\u00f3pio espacial da ESA que mediu com precis\u00e3o as varia\u00e7\u00f5es nas posi\u00e7\u00f5es e no brilho das estrelas e de outros objetos na nossa Gal\u00e1xia, em rela\u00e7\u00e3o a quasares e a gal\u00e1xias de fundo. A combina\u00e7\u00e3o de um espetr\u00f3grafo, para medir os movimentos de aproxima\u00e7\u00e3o e afastamento em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, com as suas c\u00e2maras de alta resolu\u00e7\u00e3o, que medem o movimento pelo c\u00e9u, permitiu determinar os movimentos tridimensionais de cerca de 1% dos objetos da nossa Gal\u00e1xia &#8211; incluindo objetos como a estrela HD 7877. Isto permite-nos compreender, de novas maneiras, a hist\u00f3ria do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Normalmente, a gravidade do disco da nossa Gal\u00e1xia \u00e9 a principal for\u00e7a que faz com que os objetos gelados no Sistema Solar exterior alterem as suas \u00f3rbitas. Esta atra\u00e7\u00e3o espalha o que outrora foi um disco de material, transformando-o no que os investigadores calculam ser atualmente uma concha esf\u00e9rica de objetos. Esta concha, a Nuvem de Oort, deve o seu nome ao seu descobridor, Jan Oort. Esta atra\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica tamb\u00e9m deve dominar as \u00f3rbitas de novos cometas que entram no nosso Sistema Solar pela primeira vez (os efeitos dos planetas e a passagem perto do Sol podem alterar radicalmente as \u00f3rbitas dos cometas ap\u00f3s a sua entrada inicial), e deve deixar uma assinatura distinta nas dire\u00e7\u00f5es para as quais as \u00f3rbitas dos cometas apontam em rela\u00e7\u00e3o ao plano m\u00e9dio da nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se HD 7977 efetivamente passou t\u00e3o perto como Kaib e Raymond prop\u00f5em, a sua influ\u00eancia gravitacional teria, temporariamente, ofuscado a da Gal\u00e1xia, e a assinatura gal\u00e1ctica deveria estar ausente das \u00f3rbitas atuais dos cometas. Foi exatamente isso que Kaib e Raymond descobriram quando analisaram as \u00f3rbitas de novos cometas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A distribui\u00e7\u00e3o das \u00f3rbitas dos cometas sugere que estamos a viver um per\u00edodo invulgar em que HD 7977 tem dominado a gera\u00e7\u00e3o de novos cometas, e n\u00e3o o campo gravitacional mais intenso da Via L\u00e1ctea, como seria de esperar. Isto significaria tamb\u00e9m que estamos a viver as fases finais de uma chuva de cometas bastante rara e poderosa&#8221;, afirma Kaib.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para testar esta ideia, Kaib e Raymond realizaram uma s\u00e9rie de simula\u00e7\u00f5es computacionais para compreender quais as \u00f3rbitas de cometas que seriam observadas em resultado da passagem de HD 7977 a diferentes dist\u00e2ncias. Estes modelos computacionais foram depois comparados com a passagem de 112 cometas de longo per\u00edodo que t\u00eam sido observados desde 1989, altura em que os levantamentos profissionais tornaram poss\u00edvel a dete\u00e7\u00e3o da maioria dos novos cometas em ambos os hemisf\u00e9rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cometas de longo per\u00edodo t\u00eam \u00f3rbitas altamente el\u00edpticas que, normalmente, demoram entre milhares e milh\u00f5es de anos a completar. Os cometas rec\u00e9m-formados, na sua primeira passagem pelo Sistema Solar interior, apresentam per\u00edodos orbitais na ordem dos milh\u00f5es de anos, enquanto os cometas mais antigos, em passagens subsequentes, t\u00eam per\u00edodos mais curtos devido \u00e0s suas intera\u00e7\u00f5es anteriores com os planetas. As \u00f3rbitas observadas dos cometas na sua primeira passagem pelo Sistema Solar correspondem a HD 7977 ter desencadeado a entrada, no nosso Sistema Solar, de uma onda de cometas de longo per\u00edodo. Os cometas mais antigos, em passagens repetidas, s\u00e3o consistentes com a atra\u00e7\u00e3o do disco gal\u00e1ctico, que molda as suas \u00f3rbitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, este n\u00e3o \u00e9 um resultado perfeitamente claro. Isso \u00e9 raro na ci\u00eancia e, neste conjunto de dados, os tamanhos das \u00f3rbitas dos cometas n\u00e3o correspondem bem aos modelos da aproxima\u00e7\u00e3o da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tal como muitos outros trabalhos que simulam a forma\u00e7\u00e3o de cometas de longo per\u00edodo, constatamos que os tamanhos das \u00f3rbitas dos nossos cometas n\u00e3o correspondem muito bem \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o observada. \u00c9 poss\u00edvel que estejamos a ignorar alguns aspetos f\u00edsicos importantes nas nossas simula\u00e7\u00f5es, e \u00e9 conceb\u00edvel que isso nos tenha levado a interpretar incorretamente os dados das \u00f3rbitas dos cometas&#8221;, afirmou Raymond.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel que a estrutura do nosso Sistema Solar seja mais complexa do que o previsto, ou que as for\u00e7as envolvidas sejam mais complexas do que as consideradas pelos modelos. E \u00e9 at\u00e9 poss\u00edvel que ambas as situa\u00e7\u00f5es tenham influ\u00eancia. Por exemplo, sabemos que outras for\u00e7as al\u00e9m da gravidade, tais como os impulsos que o cometa sofre dos seus pr\u00f3prios jatos e at\u00e9 mesmo da luz, podem contribuir para alterar as \u00f3rbitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que \u00e9 bom na nossa previs\u00e3o \u00e9 que poder\u00e1 ser testada muito em breve. O Gaia continua a publicar novos dados acerca dos movimentos das estrelas e, dentro de 6 a 12 meses, dever\u00e1 ser capaz de melhorar a nossa compreens\u00e3o do movimento de HD 7977 e dizer-nos se estamos certos ou errados&#8221;, afirmou Kaib.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada ano que passa, observam-se mais cometas e os telesc\u00f3pios mais recentes permitem-nos ver uma maior variedade de objetos &#8211; estrelas e cometas &#8211; com maior precis\u00e3o. Al\u00e9m disso, o LSST (Legacy Survey of Space and Time) do Observat\u00f3rio Vera Rubin ir\u00e1 detetar um n\u00famero muito elevado de novos cometas ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada e determinar\u00e1 com maior seguran\u00e7a se a assinatura gravitacional da nossa Gal\u00e1xia aparece ou n\u00e3o nas \u00f3rbitas dos cometas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.psi.edu\/blog\/long-period-comets-orbits-reflect-close-passage-by-star-hd-7977\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ PSI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2606.25069\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HD 7977:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/simbad.cds.unistra.fr\/simbad\/sim-id?Ident=HD+7977\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/HD_7977\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometas:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Comet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_long-period_comets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de cometas de longo per\u00edodo (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvem de Oort:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Oort_cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina da ESA para a comunidade cient\u00edfica<\/a><br><a href=\"https:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia (ESA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Vera C. Rubin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/rubinobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Vera_C._Rubin_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><br>Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rubin_observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/x.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede social X<\/a><br><a href=\"https:\/\/rubinobservatory.org\/explore\/how-rubin-works\/lsst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LSST (Observat\u00f3rio Vera C. Rubin)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo sugere que a passagem da estrela HD 7977, h\u00e1 cerca de 2,5 milh\u00f5es de anos, perturbou a Nuvem de Oort e desencadeou uma chuva de cometas de longo per\u00edodo que ainda hoje afeta o Sistema Solar. Se confirmado, o fen\u00f3meno poder\u00e1 duplicar o n\u00famero de cometas observados e obrigar a rever as estimativas da popula\u00e7\u00e3o da Nuvem de Oort.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9096,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,9,16,1],"tags":[2134,311,2133,1092,723],"class_list":["post-9095","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-cometas-de-longo-periodo","tag-gaia","tag-hd-7977","tag-nuvem-de-oort","tag-observatorio-vera-c-rubin"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9095"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9095\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9097,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9095\/revisions\/9097"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}