{"id":9092,"date":"2026-06-30T06:30:49","date_gmt":"2026-06-30T05:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9092"},"modified":"2026-06-30T06:30:50","modified_gmt":"2026-06-30T05:30:50","slug":"telescopio-james-webb-observa-o-nascimento-de-uma-galaxia-gigante-e-um-buraco-negro-supermassivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/30\/telescopio-james-webb-observa-o-nascimento-de-uma-galaxia-gigante-e-um-buraco-negro-supermassivo\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio James Webb observa o nascimento de uma gal\u00e1xia gigante e um buraco negro supermassivo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ymTJPyp9_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"362\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ymTJPyp9_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9093\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ymTJPyp9_o.jpg 1000w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ymTJPyp9_o-300x109.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ymTJPyp9_o-768x278.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb do distante conjunto de gal\u00e1xias TGSS J1530+1049. A imagem \u00e0 esquerda mostra pelo menos seis gal\u00e1xias muito pr\u00f3ximas umas das outras no Universo jovem. A imagem \u00e0 direita revela tamb\u00e9m g\u00e1s em movimento r\u00e1pido, representado a azul. Os astr\u00f3nomos pensam que as gal\u00e1xias acabar\u00e3o por se fundir numa \u00fanica gal\u00e1xia gigante. A regi\u00e3o marcada por uma elipse cont\u00e9m a fonte da potente emiss\u00e3o de r\u00e1dio que deu origem a este estudo; \u00e9 prov\u00e1vel que albergue um buraco negro supermassivo em crescimento.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA\/CSA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos utilizaram o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb para captar uma imagem extraordin\u00e1ria de uma gal\u00e1xia massiva a tomar forma no Universo primitivo. Identificaram um grupo compacto de, pelo menos, seis gal\u00e1xias que provavelmente se fundir\u00e3o num \u00fanico sistema gigantesco. No centro deste &#8220;estaleiro de obras&#8221; c\u00f3smico encontra-se um buraco negro supermassivo em crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo internacional foi liderado por astr\u00f3nomos da Universidade de Leiden e da Universidade de Oxford. As descobertas foram publicadas nas revistas The Open Journal of Astrophysics e Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema observado, TGSS J1530+1049, situa-se a mais de doze mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Estamos a v\u00ea-lo tal como era quando o Universo tinha apenas cerca de mil e quinhentos milh\u00f5es de anos. Os investigadores apontaram o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb para esta localiza\u00e7\u00e3o porque observa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio anteriores tinham sugerido a exist\u00eancia de um buraco negro supermassivo ativo. Os novos dados revelaram que a regi\u00e3o circundante \u00e9 muito mais complexa do que se esperava. &#8220;N\u00e3o encontr\u00e1mos uma gal\u00e1xia, mas sim um conjunto de, pelo menos, seis gal\u00e1xias&#8221;, afirma Aayush Saxena, da Universidade de Oxford.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma fase crucial na evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quatro dessas gal\u00e1xias revelaram-se, de facto, surpreendentemente massivas. Juntas, cont\u00eam estrelas que equivalem a centenas de milhares de milh\u00f5es de massas solares, numa regi\u00e3o com apenas algumas dezenas de milhares de anos-luz de di\u00e2metro. Isto torna o sistema uma das concentra\u00e7\u00f5es mais densas conhecidas de gal\u00e1xias massivas deste per\u00edodo inicial do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o coautor Roderik Overzier, do Observat\u00f3rio de Leiden, o sistema oferece uma vis\u00e3o rara sobre uma fase fundamental da evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. &#8220;Chamamos a estruturas como esta de protoenxames: os precursores das vastas cole\u00e7\u00f5es de gal\u00e1xias que vemos hoje. S\u00e3o locais onde a mat\u00e9ria se reuniu numa fase muito precoce. Pensamos estar a testemunhar um momento raro em que v\u00e1rias gal\u00e1xias massivas ainda existem separadamente, mas j\u00e1 se encontram no processo de formar uma gal\u00e1xia muito maior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro central<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa pensa que as gal\u00e1xias em fus\u00e3o est\u00e3o relacionadas com o crescimento do buraco negro central. As observa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio fornecem mais pistas. &#8220;Utilizando uma rede de radiotelesc\u00f3pios interligados, conseguimos produzir uma imagem muito n\u00edtida de TGSS J1530+1049&#8221;, afirma Krisztina Gab\u00e1nyi, da Universidade E\u00f6tv\u00f6s Lor\u00e1nd, em Budapeste. &#8220;A emiss\u00e3o de r\u00e1dio \u00e9 produzida \u00e0 medida que a mat\u00e9ria cai no buraco negro, enquanto parte dela \u00e9 expelida novamente a alta velocidade&#8221;. As observa\u00e7\u00f5es sugerem que o buraco negro ainda \u00e9 relativamente jovem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o coautor Huub R\u00f6ttgering, os investigadores podem ter captado o sistema num momento crucial. &#8220;O que torna isto especial \u00e9 o facto de podermos acompanhar tanto a forma\u00e7\u00e3o de uma gal\u00e1xia gigante como o crescimento do buraco negro no seu centro&#8221;, afirma. As observa\u00e7\u00f5es oferecem, portanto, uma vis\u00e3o rara de um &#8220;estaleiro de obras&#8221; c\u00f3smico no Universo jovem, onde os antepassados das maiores gal\u00e1xias atuais est\u00e3o a tomar forma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.universiteitleiden.nl\/en\/news\/2026\/06\/james-webb-spots-the-birth-of-a-giant-galaxy-and-a-supermassive-black-hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Leiden (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/astro.theoj.org\/article\/159461-jwst-observes-the-assembly-of-a-massive-galaxy-at-z-sim4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Open Journal of Astrophysics)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2026\/06\/aa58162-25\/aa58162-25.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TGSS J1530+1049:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TGSS_J1530+1049\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb observou um grupo compacto de pelo menos seis gal\u00e1xias, visto quando o Universo tinha apenas 1,5 mil milh\u00f5es de anos, em processo de fus\u00e3o para formar uma \u00fanica gal\u00e1xia gigante. No centro desta estrutura cresce um buraco negro supermassivo, oferecendo uma rara vis\u00e3o simult\u00e2nea da forma\u00e7\u00e3o de ambos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9093,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,62,60,16,1],"tags":[387,2132],"class_list":["post-9092","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-cosmologia","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-jwst","tag-tgss-j15301049"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9092"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9092\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9094,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9092\/revisions\/9094"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9093"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}