{"id":9082,"date":"2026-06-26T06:25:26","date_gmt":"2026-06-26T05:25:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9082"},"modified":"2026-06-26T06:25:27","modified_gmt":"2026-06-26T05:25:27","slug":"hubble-mostra-como-uma-galaxia-primitiva-esta-a-transformar-a-sua-vizinhanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/26\/hubble-mostra-como-uma-galaxia-primitiva-esta-a-transformar-a-sua-vizinhanca\/","title":{"rendered":"Hubble mostra como uma gal\u00e1xia primitiva est\u00e1 a transformar a sua vizinhan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/heic2609a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yLcDYkWl_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9083\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yLcDYkWl_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yLcDYkWl_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yLcDYkWl_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yLcDYkWl_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/yLcDYkWl_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem mostra a gal\u00e1xia MXDFz4.4, ampliada \u00e0 direita, no HUDF (Hubble Ultra Deep Field), captada tanto pelo instrumento ACS (Advanced Camera for Surveys) do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA como pelo instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA.<br>A exc\u00eantrica gal\u00e1xia MXDFz4.4 existia apenas 1,4 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, quando o Universo ainda era um &#8220;redemoinho&#8221; de g\u00e1s opaco e transparente, no final da Era da Reioniza\u00e7\u00e3o.<br>Imagens detalhadas em luz vis\u00edvel do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA revelaram que v\u00e1rias explos\u00f5es de estrelas mais jovens limparam o espa\u00e7o dentro e \u00e0 volta da gal\u00e1xia. A equipa analisou minuciosamente as extensas observa\u00e7\u00f5es do Hubble que produziram exposi\u00e7\u00f5es profundas do campo onde esta gal\u00e1xia se localiza.<br>As atribui\u00e7\u00f5es de cor na imagem enfatizam os comprimentos de onda espec\u00edficos da luz que o Hubble observou onde foram detetados fot\u00f5es ionizantes de MXDFz4.4, que transformaram o g\u00e1s \u00e0 sua volta de opaco em transparente.<br>Os investigadores h\u00e1 muito que procuram evid\u00eancias que expliquem como o Universo passou de um estado &#8220;nublado&#8221; para um estado transparente &#8211; e o Hubble forneceu o primeiro exemplo, t\u00e3o pr\u00f3ximo da Era da Reioniza\u00e7\u00e3o, de como isso pode ter acontecido no interior de uma gal\u00e1xia individual.<br><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/heic2609b.jpg\">Ver aqui a imagem sem a inser\u00e7\u00e3o<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI, I. Goovaerts, M. Rafelski, A. Koekemoer (STScI); processamento de imagem &#8211; A. Pagan (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos, utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA, descobriram algo que nunca esperavam: luz ultravioleta proveniente de uma gal\u00e1xia que existia apenas 1,4 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Essa gal\u00e1xia cont\u00e9m estrelas jovens agrupadas de forma densa que produzem luz ionizante capaz de transformar o g\u00e1s opaco e neutro no interior e nas imedia\u00e7\u00f5es da gal\u00e1xia, desobstruindo a nossa vis\u00e3o. Isto sugere que gal\u00e1xias semelhantes no Universo primitivo foram respons\u00e1veis por dissipar a n\u00e9voa neutra de g\u00e1s hidrog\u00e9nio que outrora preenchia o cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gal\u00e1xia, catalogada como MXDFz4.4, existia no final da Era da Reioniza\u00e7\u00e3o, um per\u00edodo transformador do nosso Universo. Durante aproximadamente os primeiros mil milh\u00f5es de anos do cosmos, o g\u00e1s entre as estrelas e as gal\u00e1xias era opaco \u00e0 luz ultravioleta altamente energ\u00e9tica. Com o passar do tempo, este g\u00e1s tornou-se transparente ou ionizado. A transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi como um interruptor de &#8220;ligar\/desligar&#8221;, tendo provavelmente demorado centenas de milh\u00f5es de anos. Os investigadores continuam a recolher evid\u00eancias para compreender como isto aconteceu, raz\u00e3o pela qual MXDFz4.4 constitui um precedente crucial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo cient\u00edfico que descreve esta descoberta foi publicado a 23 de junho de 2026 na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pensava-se que fosse imposs\u00edvel observar uma gal\u00e1xia como esta&#8221;, afirmou o autor principal, Ilias Goovaerts, investigador p\u00f3s-doc no STScI (Space Telescope Science Institute), em Baltimore, EUA. &#8220;Os investigadores esperavam que o &#8216;nevoeiro&#8217; ou hidrog\u00e9nio neutro que preenchia o Universo primitivo fosse demasiado denso e obscurecesse a nossa vis\u00e3o da sua luz ionizante. O Hubble n\u00e3o s\u00f3 detetou essa luz, como tamb\u00e9m ajudou a revelar detalhes incr\u00edveis sobre as caracter\u00edsticas da gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grande &#8220;fuga&#8221; de luz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas jovens e massivas emitem luz ultravioleta capaz de ionizar \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio. \u00c0 medida que esta luz viajava durante mais de 12 mil milh\u00f5es de anos para chegar ao Hubble, o espa\u00e7o expandiu-se e a luz foi esticada ou sofreu um desvio para o vermelho, transformando-se em luz vis\u00edvel. A cobertura de comprimentos de onda do Hubble, combinada com a sensibilidade e a resolu\u00e7\u00e3o do seu ponto de observa\u00e7\u00e3o espacial, torna-o o \u00fanico telesc\u00f3pio capaz de captar esta luz ultravioleta do Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os astr\u00f3nomos descobriram muitas gal\u00e1xias que existiam nesta altura da hist\u00f3ria do Universo, mas n\u00e3o detet\u00e1mos fot\u00f5es ionizantes em nenhuma delas, o que torna MXDFz4.4 \u00fanica&#8221;, afirmou Marc Rafelski, coautor e vice-chefe da miss\u00e3o do Hubble no STScI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As exposi\u00e7\u00f5es prolongadas do Hubble, extra\u00eddas de v\u00e1rios levantamentos j\u00e1 existentes, revelaram que as estrelas jovens e massivas da gal\u00e1xia s\u00e3o a fonte da luz ultravioleta, que limpou o espa\u00e7o circundante. Estas estrelas formaram-se em surtos nos \u00faltimos milh\u00f5es de anos de exist\u00eancia da gal\u00e1xia MXDFz4.4 e encontram-se amontoadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A amplificar este efeito de amontoamento, MXDFz4.4 \u00e9 cerca de 100 vezes mais pequena do que a nossa Via L\u00e1ctea, mas est\u00e1 a formar estrelas 10 vezes mais depressa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muitas estrelas jovens, quentes e massivas num espa\u00e7o reduzido conseguem penetrar melhor atrav\u00e9s do g\u00e1s opaco&#8221;, afirmou Goovaerts. Os investigadores estimam que 50 a 100% da luz ionizante e energ\u00e9tica das estrelas jovens esteja a escapar do g\u00e1s circundante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dura\u00e7\u00e3o das estrelas massivas tamb\u00e9m desempenha um papel importante, uma vez que estas vivem apenas alguns milh\u00f5es de anos. Muitas explodem como supernovas, libertando quantidades gigantescas de energia e abrindo buracos colossais que permitem que ainda mais luz escape.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em parceria com outros observat\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Hubble n\u00e3o conseguia fazer isto sozinho. Estas conclus\u00f5es s\u00e3o corroboradas por dados recolhidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA no infravermelho pr\u00f3ximo e pelo MXDF (MUSE eXtremely Deep Field) &#8211; que d\u00e1 nome \u00e0 gal\u00e1xia -, captados pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO no vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou os dados do Webb para determinar a massa da gal\u00e1xia, analisar as suas estrelas mais antigas e medir a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o estelar da gal\u00e1xia. As estrelas mais antigas da gal\u00e1xia s\u00e3o menos massivas e mais frias e, por isso, n\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis pela altera\u00e7\u00e3o do g\u00e1s \u00e0 sua volta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compara\u00e7\u00e3o dos dados do Hubble e do Webb revelou tamb\u00e9m que a forma\u00e7\u00e3o estelar recente ocorreu em surtos. Os dados do VLT ainda identificaram com precis\u00e3o quando MXDFz4.4 existiu: 1,4 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Antes desta descoberta, os investigadores tinham identificado apenas uma gal\u00e1xia a emitir luz ionizada de uma \u00e9poca em que o Universo tinha 1,6 mil milh\u00f5es de anos. Apenas foram identificados alguns exemplos adicionais, que existiam quando o Universo tinha cerca de 2 mil milh\u00f5es de anos. MXDFz4.4 aproxima os investigadores de conclus\u00f5es definitivas sobre o modo como a Era da Reioniza\u00e7\u00e3o se desenrolou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas descobertas acerca de MXDFz4.4 foram poss\u00edveis gra\u00e7as \u00e0 poderosa combina\u00e7\u00e3o do Hubble, do Webb e do VLT&#8221;, afirmou o coautor Alexander Beckett, investigador p\u00f3s-doc no Laboratoire d&#8217;Astrophysique de Marseille. &#8220;Mesmo assim, s\u00f3 com a utiliza\u00e7\u00e3o de software de an\u00e1lise de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, desenvolvido principalmente em Marselha, \u00e9 que conseguimos medir as propriedades desta gal\u00e1xia not\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alargando o nosso conhecimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo da Era da Reioniza\u00e7\u00e3o \u00e9 um esfor\u00e7o que j\u00e1 dura h\u00e1 d\u00e9cadas. Os investigadores utilizam estat\u00edsticas sobre as popula\u00e7\u00f5es estelares em gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, que podemos observar em grande pormenor, para formular hip\u00f3teses bem fundamentadas sobre o que poder\u00e1 estar a acontecer nas gal\u00e1xias do Universo primitivo, em parte porque as suas popula\u00e7\u00f5es estelares est\u00e3o demasiado distantes para serem observadas com pormenor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, investigadores utilizaram o Webb para demonstrar que as estrelas das gal\u00e1xias emitiam luz suficiente para aquecer e ionizar o g\u00e1s \u00e0 sua volta 900 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Trata-se de um avan\u00e7o significativo, mas os astr\u00f3nomos precisam de gal\u00e1xias como MXDFz4.4 para explicar cabalmente como o processo ocorreu, uma vez que esta mostra como a luz altamente energ\u00e9tica proveniente de estrelas jovens conseguiu escapar do g\u00e1s e da poeira no interior da pr\u00f3pria gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel que existam outras gal\u00e1xias como MXDFz4.4 \u00e0 espera de serem descobertas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As observa\u00e7\u00f5es Hubble de MXDFz4.4 permitiram-nos testar as nossas hip\u00f3teses muito mais perto da Era da Reioniza\u00e7\u00e3o do que nunca&#8221;, afirmou Rafelski. &#8220;Encontrar mais gal\u00e1xias, especialmente em \u00e9pocas c\u00f3smicas ligeiramente posteriores, em que \u00e9 poss\u00edvel obter amostras maiores, permitir-nos-ia aperfei\u00e7oar estas medi\u00e7\u00f5es e descobrir o que desobstruiu a nossa vis\u00e3o \u00e0 medida que essa era chegava ao fim&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/esahubble.org\/news\/heic2609\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/hubble-details-early-galaxy-transforming-neighborhood\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ae75b0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Reionization\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c9poca da Reioniza\u00e7\u00e3o (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos usaram o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble para observar a gal\u00e1xia MXDFz4.4, vista apenas 1,4 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A intensa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta das suas estrelas jovens conseguiu dissipar o nevoeiro de hidrog\u00e9nio que preenchia o Universo primitivo, fornecendo uma das melhores evid\u00eancias de como as primeiras gal\u00e1xias contribu\u00edram para tornar o cosmos transparente durante a Era da Reioniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9083,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,60,16,1],"tags":[150,387,2131,1563,107],"class_list":["post-9082","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-hubble","tag-jwst","tag-mxdfz4-4","tag-reionizacao","tag-vlt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9082","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9082"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9084,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9082\/revisions\/9084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}