{"id":9077,"date":"2026-06-23T06:25:34","date_gmt":"2026-06-23T05:25:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9077"},"modified":"2026-06-23T06:25:35","modified_gmt":"2026-06-23T05:25:35","slug":"lucy-revela-um-asteroide-em-forma-de-amendoim-que-oscila-como-um-piao-instavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/23\/lucy-revela-um-asteroide-em-forma-de-amendoim-que-oscila-como-um-piao-instavel\/","title":{"rendered":"Lucy revela um asteroide em forma de amendoim que oscila como um pi\u00e3o inst\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/iaaj6vR.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/iaaj6vR.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O asteroide Donaldjohanson visto pelo instrumento L\u2019LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager) da sonda Lucy durante o seu \u201cflyby\u201d.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/SwRI\/JHUAPL<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 os asteroides pequenos t\u00eam hist\u00f3rias complexas. Durante a sua passagem pelo asteroide Donaldjohanson, no ano passado, a sonda Lucy da NASA revelou que o objeto \u00e9 um corpo inst\u00e1vel, com a forma de um amendoim, que passou por muita atividade na sua hist\u00f3ria relativamente curta. Formado a partir da coalesc\u00eancia de fragmentos ap\u00f3s uma colis\u00e3o violenta h\u00e1 155 milh\u00f5es de anos, o asteroide foi transformado pela for\u00e7a pequena, mas inexor\u00e1vel, da radia\u00e7\u00e3o solar, mantendo ao mesmo tempo sinais da breve presen\u00e7a de \u00e1gua l\u00edquida no seu passado distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao atravessar a cintura principal de asteroides em dire\u00e7\u00e3o a um dos grupos de asteroides troianos de J\u00fapiter, a sonda Lucy recolheu as primeiras imagens em grande plano e outros dados de Donaldjohanson a 20 de abril de 2025, ao passar a pouco mais de mil quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia do asteroide. Os dados revelaram que, em vez de girar simplesmente em torno de um eixo como a maioria dos outros asteroides e planetas, Donaldjohanson apresenta uma rota\u00e7\u00e3o mais complexa em dois eixos. Os cientistas tamb\u00e9m observaram a forma de amendoim de Donaldjohanson, bem como as crateras e cristas na sua superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/content\/dam\/science\/psd\/lucy\/LLORRI_DJ_fullinfo.mp4\"><\/video><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um v\u00eddeo criado a partir de imagens captadas pela sonda espacial Lucy da NASA enquanto se aproximava do asteroide Donaldjohanson, a 20 de abril de 2025. O instrumento L&#8217;LORRI (Lucy Long Range Reconnaissance Imager), a c\u00e2mara a preto e branco de alta resolu\u00e7\u00e3o da sonda, captou estas imagens ao longo de duas horas, \u00e0 medida que a sonda se aproximava rapidamente do asteroide, partindo de uma dist\u00e2ncia inicial de mais de 93.000 km, at\u00e9 passar a apenas pouco mais de 1000 km do asteroide com 8 km de largura.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/SwRI\/JHUAPL<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encontro da Lucy com o asteroide foi planeado como um ensaio geral para a nave espacial e para a equipa da miss\u00e3o antes dos seus encontros principais com asteroides, que ter\u00e3o in\u00edcio com a passagem da Lucy pelo asteroide troiano Eur\u00edbates a 12 de agosto de 2027. Os instrumentos funcionaram conforme o esperado e, como b\u00f3nus, os cientistas tiveram a rara oportunidade de estudar de perto um asteroide at\u00e9 ent\u00e3o inexplorado e de o comparar com dois asteroides de composi\u00e7\u00f5es semelhantes, mas com hist\u00f3rias diferentes: Bennu, alvo da miss\u00e3o de recolha de amostras OSIRIS-REx da NASA, e Ryugu, local da miss\u00e3o de recolha de amostras Hayabusa2 da JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eis o que a equipa cient\u00edfica da Lucy aprendeu at\u00e9 agora gra\u00e7as ao encontro da sonda com Donaldjohanson, conforme relatado a 18 de junho na revista Science.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rota\u00e7\u00e3o oscilante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com telesc\u00f3pios terrestres, os observadores detetaram flutua\u00e7\u00f5es na luz refletida por Donaldjohanson, padr\u00f5es regulares de picos e vales, t\u00edpicos de um objeto alongado que gira uma vez a cada 10,5 dias terrestres. Mas os dados da Lucy revelaram outro padr\u00e3o: Donaldjohanson parece estar a girar como um pi\u00e3o inst\u00e1vel. Os autores do artigo cient\u00edfico relataram que o asteroide gira de ponta a ponta uma vez a cada 10,5 dias terrestres e oscila para a frente e para tr\u00e1s em torno do seu eixo longitudinal uma vez a cada 26,5 dias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/content\/dam\/science\/psd\/lucy\/donaldjohanson_rotation_gravity_slope_masked_details_2160p60.mp4\"><\/video><figcaption class=\"wp-element-caption\">O asteroide Donaldjohanson \u00e9 aqui mostrado a girar lentamente num movimento de capotamento, fora do eixo principal, com o seu vetor de momento angular e os eixos de rota\u00e7\u00e3o indicados. A superf\u00edcie est\u00e1 colorida de acordo com a inclina\u00e7\u00e3o gravitacional, que mede o \u00e2ngulo entre a superf\u00edcie local e a dire\u00e7\u00e3o da gravidade. Valores mais elevados (cores mais quentes) indicam um terreno mais \u00edngreme em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atra\u00e7\u00e3o gravitacional local. As regi\u00f5es com cobertura limitada de imagens est\u00e9reo foram ocultadas, nos pontos em que o modelo da forma est\u00e1 menos bem definido.<br>Cr\u00e9dito: Kel Elkins\/Est\u00fadio de Visualiza\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da NASA\/DLR<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma de amendoim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora as observa\u00e7\u00f5es feitas a partir da Terra sugerissem a forma alongada de Donaldjohanson, a aproxima\u00e7\u00e3o da Lucy revelou uma estrutura &#8220;bilobada&#8221;: dois l\u00f3bulos ligados por um pesco\u00e7o, como um amendoim. Estes l\u00f3bulos s\u00e3o provavelmente dois fragmentos resultantes de uma colis\u00e3o de asteroides que posteriormente se uniram suavemente devido \u00e0 sua gravidade m\u00fatua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Donaldjohanson provavelmente girava pelo menos 10 vezes mais depressa quando se formou, tendo abrandado para a sua velocidade atual nos \u00faltimos 20 a 60 milh\u00f5es de anos, segundo as estimativas da equipa. \u00c0 medida que abrandava, o equil\u00edbrio entre a for\u00e7a centr\u00edfuga que afastava os materiais e a gravidade que os aproximava alterou-se, e o material rochoso solto deslizou pelas encostas, criando o aspeto desgastado de muitas crateras, como mostraram as imagens da passagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores do artigo cient\u00edfico afirmam que o abrandamento da rota\u00e7\u00e3o do asteroide \u00e9 provavelmente causado por uma consequ\u00eancia subtil do aquecimento solar conhecida como efeito YORP. Cada parte da superf\u00edcie do asteroide, aquecida pelo Sol, irradia calor sob a forma de luz infravermelha, e essa radia\u00e7\u00e3o exerce uma min\u00fascula for\u00e7a de recuo sobre a superf\u00edcie. Dado que a forma do asteroide n\u00e3o \u00e9 sim\u00e9trica, isto resulta num torque que pode alterar a rota\u00e7\u00e3o do asteroide. Assim, o efeito YORP pode abrandar ou acelerar a rota\u00e7\u00e3o dos asteroides, como no caso de Bennu (uma vez a cada quatro horas) e Ryugu (uma vez a cada cerca de sete horas), que provavelmente costumavam girar muito mais lentamente do que hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c1gua, por momentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao passar junto de Donaldjohanson a mais de 48.000 km\/h, a Lucy registou, \u00e0 superf\u00edcie, sinais de minerais argilosos ricos em ferro. Estas argilas devem ter-se formado num passado distante com a ajuda de \u00e1gua l\u00edquida. No entanto, a exposi\u00e7\u00e3o deve ter sido breve, conclu\u00edram os cientistas da Lucy, porque o ferro nas argilas tende a ser substitu\u00eddo por outros elementos, como o magn\u00e9sio, \u00e0 medida que a \u00e1gua permanece no local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De facto, os cientistas observaram argilas ricas em magn\u00e9sio em Bennu e Ryugu, o que sugeriu uma exposi\u00e7\u00e3o prolongada \u00e0 \u00e1gua, talvez com uma dura\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de anos, quando estes ainda faziam parte de asteroides maiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta diferen\u00e7a no historial de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, bem como outras caracter\u00edsticas, pode significar que os corpos-m\u00e3e destes asteroides se formaram em momentos diferentes ou em regi\u00f5es diferentes do Sistema Solar antes de se deslocarem para a cintura principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Comparar, contrastar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que Donaldjohanson seja constitu\u00eddo por remanescentes rochosos de um asteroide maior, rico em carbono e \u00e1gua, que colidiu com outro objeto na cintura principal de asteroides. Pensa-se que Bennu e Ryugu se tenham formado da mesma forma e na mesma regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas Donaldjohanson \u00e9 diferente. Com 155 milh\u00f5es de anos, \u00e9 muito mais jovem do que Bennu e Ryugu, que se formaram h\u00e1 1 a 2 mil milh\u00f5es de anos. Donaldjohanson tamb\u00e9m permaneceu na cintura de asteroides desde a sua forma\u00e7\u00e3o, enquanto os seus &#8220;primos errantes&#8221; migraram para \u00f3rbitas em torno do Sol que os aproximam da \u00f3rbita da Terra cerca de uma vez por ano (o que os tornou perfeitos alvos pr\u00f3ximos para miss\u00f5es de recolha de amostras).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/dynamicimage\/assets\/science\/psd\/lucy\/Lucy-DJ-QUE97990-Spectra.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ce\/91\/DazIJSai_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Durante o seu encontro, a 20 de abril de 2025, com o asteroide Donaldjohanson, da cintura principal, a sonda Lucy da NASA descobriu ind\u00edcios da presen\u00e7a de argilas ricas em ferro na superf\u00edcie, utilizando o seu espetr\u00f3metro infravermelho. Estas argilas, que s\u00e3o semelhantes \u00e0s encontradas em meteoritos ricos em carbono, como QUE 97990, indicam que houve \u00e1gua no asteroide durante um breve per\u00edodo e num passado distante.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/SwRI\/Dan Gallagher<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 \u00fatil para os cientistas comparar Donaldjohanson com asteroides como Bennu e Ryugu, que s\u00e3o asteroides aparentemente semelhantes, porque cada diferen\u00e7a subtil \u00e9 mais uma pista para a hist\u00f3ria da nossa origem&#8221;, afirmou Simone Marchi, investigadora principal adjunta da miss\u00e3o Lucy e autora principal do estudo no gabinete do SwRI (Southwest Research Institute), em Boulder, Colorado, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Assim que come\u00e7armos a aprender mais sobre os troianos &#8211; uma popula\u00e7\u00e3o completamente diferente de rochas espaciais com hist\u00f3rias muito distintas -, a nossa compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar est\u00e1 destinada a ser posta \u00e0 prova&#8221;, afirmou Marchi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Batizada em homenagem a um esqueleto fossilizado de um antepassado humano descoberto na Eti\u00f3pia em 1974, a miss\u00e3o Lucy da NASA ser\u00e1 a primeira a explorar os asteroides troianos de J\u00fapiter, uma popula\u00e7\u00e3o de rochas espaciais bem preservadas que se formaram no in\u00edcio da hist\u00f3ria do nosso Sistema Solar e que poder\u00e3o ajudar os cientistas a compreender como os planetas se formaram e se movimentaram antes de se estabelecerem na sua configura\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/nasas-lucy-reveals-wobbling-peanut-shaped-asteroid\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.swri.org\/newsroom\/press-releases\/swri-led-lucy-mission-reveals-wobbling-peanut-asteroid\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ SwRI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.aec0503\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide 52246 Donaldjohanson (1981 EQ5):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/tools\/sbdb_lookup.html#\/?sstr=Donaldjohanson\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/newton.spacedys.com\/astdys\/index.php?pc=1.1.0&amp;n=donaldjohanson\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AstDyS-2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/52246_Donaldjohanson\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroides troianos:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Trojan_(astronomy)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Efeito YORP:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/YORP_effect\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Lucy:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/lucy\/main\/index\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/lucy.swri.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SwRI<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lucy_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sonda Lucy da NASA revelou que o asteroide Donaldjohanson tem a forma de um amendoim e gira de forma ca\u00f3tica, &#8220;abanando&#8221; em vez de girar em torno de um \u00fanico eixo. Os dados sugerem que \u00e9 um corpo formado pela fus\u00e3o de dois objetos menores h\u00e1 cerca de 155 milh\u00f5es de anos. A descoberta ajuda a compreender a evolu\u00e7\u00e3o dos pequenos corpos do Sistema Solar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7967,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[1482,1170,402,1169],"class_list":["post-9077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-asteroide-donaldjohanson","tag-asteroides-troianos","tag-efeito-yorp","tag-lucy"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9077"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9078,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9077\/revisions\/9078"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}