{"id":9074,"date":"2026-06-23T06:21:49","date_gmt":"2026-06-23T05:21:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9074"},"modified":"2026-06-23T06:21:50","modified_gmt":"2026-06-23T05:21:50","slug":"o-famoso-planeta-rosa-esconde-uma-surpresa-salgada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/23\/o-famoso-planeta-rosa-esconde-uma-surpresa-salgada\/","title":{"rendered":"O famoso &#8220;Planeta Rosa&#8221; esconde uma surpresa salgada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/nuwildcat.sharepoint.com\/:i:\/s\/OGMC-MediaRelations\/IQCSpSuavw0PRKF7vsekFP5vAZXsbFDmUAhwknV7fxP6LHA?e=M5gx7m\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/owGlJOHw_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9075\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/owGlJOHw_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/owGlJOHw_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/owGlJOHw_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/owGlJOHw_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Descoberto em 2013, o &#8220;Planeta Rosa&#8221; orbita uma estrela semelhante ao Sol, situada a 57 anos-luz da Terra. Com cerca de 25 vezes a massa de J\u00fapiter, situa-se perto da fronteira difusa entre os planetas gigantes e as an\u00e3s castanhas. Por isso, os astr\u00f3nomos referem-se a ele como um &#8220;companheiro de massa planet\u00e1ria&#8221;, o que significa que \u00e9 um objeto do tamanho de um planeta que orbita uma estrela.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Centro de Voos Espaciais Goddard<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos liderados pela Universidade Northwestern descobriram c\u00e9us salgados em torno do famoso &#8220;Planeta Rosa&#8221; do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante mais de uma d\u00e9cada, este mundo antigo, envolto numa n\u00e9voa rosada, manteve os astr\u00f3nomos na incerteza. Sendo um dos companheiros de massa planet\u00e1ria mais frios de que se tem conhecimento e que alguma vez foi fotografado diretamente, este objeto esquivo \u00e9 demasiado fraco para que os astr\u00f3nomos consigam analisar a sua luz a partir da Terra. Mas novas observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST) revelam uma atmosfera repleta de qu\u00edmica ex\u00f3tica &#8211; e nuvens salgadas diferentes de tudo o que se viu at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es fornecem algumas das primeiras evid\u00eancias diretas da exist\u00eancia de nuvens salgadas na atmosfera de um objeto frio, um fen\u00f3meno que os cientistas teorizaram h\u00e1 mais de 15 anos. A descoberta marca tamb\u00e9m um passo importante no estudo de objetos cada vez mais frios, que s\u00e3o demasiado fracos para serem examinados com telesc\u00f3pios terrestres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi publicado no passado dia 18 de junho na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Planeta Rosa \u00e9 o companheiro mais frio alguma vez descoberto com instrumentos terrestres&#8221;, afirmou Aneesh Baburaj, da Northwestern, que liderou o estudo. &#8220;Muitas equipas de todo o mundo realizaram observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento para estudar a sua luz, mas esta era demasiado fraca para os instrumentos terrestres. Isso tornou-o um alvo perfeito para o JWST. Quando finalmente obtivemos o seu espetro, pareceu-nos imediatamente interessante. Mas assim que come\u00e7\u00e1mos a analisar os dados mais a fundo, percebemos que n\u00e3o se assemelhava a nada que j\u00e1 tiv\u00e9ssemos analisado anteriormente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialista em exoplanetas, Baburaj \u00e9 investigador p\u00f3s-doc no CIERA (Center for Interdisciplinary Exploration and Research in Astrophysics) da Universidade Northwestern. Este trabalho foi realizado em colabora\u00e7\u00e3o com cientistas do STScI (Space Telescope Science Institute), incluindo Marshall Perrin, que concebeu o programa de observa\u00e7\u00e3o para este objeto. Perrin \u00e9 membro da Equipa de Cientistas do JWST, que contribuiu para a conce\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio e \u00e9 respons\u00e1vel pelas suas opera\u00e7\u00f5es quotidianas atuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Antigo e frio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descoberto em 2013, o &#8220;Planeta Rosa&#8221; (GJ 504 b) orbita uma estrela semelhante ao Sol, localizada a 57 anos-luz da Terra. Apesar da sua alcunha, os astr\u00f3nomos n\u00e3o t\u00eam a certeza se se trata, de facto, de um planeta. Com cerca de 25 vezes a massa de J\u00fapiter, GJ 504 b situa-se perto da fronteira difusa entre os planetas gigantes e as an\u00e3s castanhas. Por isso, os astr\u00f3nomos referem-se a ele como um &#8220;companheiro de massa planet\u00e1ria&#8221;, o que significa que \u00e9 um objeto do tamanho de um planeta a orbitar uma estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para complicar ainda mais o mist\u00e9rio, as repetidas tentativas de o estudar com telesc\u00f3pios terrestres n\u00e3o tiveram sucesso. Enquanto a maioria dos exoplanetas captados diretamente por imagens se situa entre os 500 e os 1000 graus Celsius, GJ 504 b tem apenas 290\u00ba C &#8211; aproximadamente a temperatura de um forno de p\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A idade do companheiro \u00e9 respons\u00e1vel pela sua temperatura fria, afirmou Baburaj. Embora nas\u00e7am a temperaturas extremamente elevadas, os planetas gigantes arrefecem \u00e0 medida que envelhecem. E o novo estudo estima que GJ 504 b tenha entre 2,5 mil milh\u00f5es e 4 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando o JWST, Baburaj e a sua equipa captaram a luz fraca de GJ 504 b. Em seguida, recorreram a t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de processamento de dados para eliminar o brilho da sua estrela hospedeira, muito mais intenso. Esta combina\u00e7\u00e3o revelou finalmente o espetro do companheiro, um gr\u00e1fico que decomp\u00f5e a luz dispersa nas cores que a comp\u00f5em. Cada cor representa um elemento diferente. Assim, ao analisar o espetro de um objeto, os cientistas podem descobrir a presen\u00e7a de elementos e mol\u00e9culas espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No passado, outros astr\u00f3nomos observaram o companheiro durante uma noite inteira com alguns dos maiores telesc\u00f3pios do mundo para obter um espetro&#8221;, afirmou Baburaj. &#8220;E n\u00e3o conseguiram ver o objeto. Com o JWST, toda a nossa observa\u00e7\u00e3o demorou cerca de duas horas e fomos bem-sucedidos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um mundo famoso ganha destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados revelaram uma rica mistura de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, incluindo vapor de \u00e1gua, metano, di\u00f3xido de carbono, amon\u00edaco e outras mol\u00e9culas. Para reconstruir o companheiro, os investigadores introduziram esses dados num modelo astrof\u00edsico. Mas algo n\u00e3o batia certo. A atmosfera simulada do companheiro s\u00f3 correspondia \u00e0s observa\u00e7\u00f5es se contivesse caracter\u00edsticas invulgares e fisicamente improv\u00e1veis. Quando os investigadores adicionaram nuvens ao modelo, as caracter\u00edsticas invulgares desapareceram. \u00c9 prov\u00e1vel que as nuvens de sal tenham escondido as camadas mais profundas da atmosfera, moldando a luz que chegou ao JWST.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Realiz\u00e1mos simula\u00e7\u00f5es com nuvens e os resultados corresponderam ao que sabemos sobre planetas frios&#8221;, afirmou Baburaj. &#8220;Experiment\u00e1mos tr\u00eas tipos diferentes de nuvens e as nuvens de sal foram as que melhor se adequaram. Quando tivemos em conta as nuvens de sal, estas atenuaram a assinatura das mol\u00e9culas escondidas nas camadas mais profundas da atmosfera do companheiro. Assim, os resultados tornaram-se fisicamente poss\u00edveis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O espetro tamb\u00e9m sugere que GJ 504 b \u00e9 invulgarmente rico em elementos pesados, ou metais. No entanto, o mist\u00e9rio da forma\u00e7\u00e3o do objeto persiste, com os dados atuais a sugerirem que se poder\u00e1 ter formado quer como um planeta, quer como uma pequena estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Baburaj afirma que as t\u00e9cnicas utilizadas no estudo poder\u00e3o ajudar a desvendar outros mist\u00e9rios em torno dos planetas frios e pouco luminosos. J\u00fapiter, por exemplo, possui nuvens compostas por gelo de amon\u00edaco. Embora esses tipos de nuvens continuem fora do alcance das observa\u00e7\u00f5es atuais, a dete\u00e7\u00e3o das nuvens de sal de GJ 504 b sugere que os astr\u00f3nomos est\u00e3o a aproximar-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que descobrimos que as nuvens de sal s\u00e3o fundamentais para explicar o espetro de um objeto&#8221;, afirmou Baburaj. &#8220;\u00c9 um bom lembrete para ter em conta as nuvens nos nossos modelos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2026\/06\/famous-pink-planet-harbors-a-salty-surprise\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ae6919\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GJ 504 b:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/gj-504-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/GJ%20504\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/gj_504_b--1307\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gliese_504_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Webb analisou o famoso exoplaneta GJ 504 b, conhecido como &#8220;Planeta Rosa&#8221;, e descobriu algo inesperado: nuvens de sal na sua atmosfera. Este mundo cont\u00e9m tamb\u00e9m vapor de \u00e1gua, metano, di\u00f3xido de carbono e amon\u00edaco. A descoberta ajuda a explicar as observa\u00e7\u00f5es do planeta e poder\u00e1 melhorar os modelos atmosf\u00e9ricos de exoplanetas frios. Os astr\u00f3nomos continuam sem saber ao certo se GJ 504 b \u00e9 um planeta gigante ou uma an\u00e3 castanha.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9075,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[147,2129,387],"class_list":["post-9074","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-gj-504-b","tag-jwst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9074"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9074\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9076,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9074\/revisions\/9076"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9075"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}