{"id":9065,"date":"2026-06-19T06:24:46","date_gmt":"2026-06-19T05:24:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9065"},"modified":"2026-06-19T06:24:47","modified_gmt":"2026-06-19T05:24:47","slug":"estes-dois-remanescentes-de-supernova-podem-estar-associados-a-duas-estrelas-irmas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/19\/estes-dois-remanescentes-de-supernova-podem-estar-associados-a-duas-estrelas-irmas\/","title":{"rendered":"Estes dois remanescentes de supernova podem estar associados a duas estrelas irm\u00e3s"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a015000\/a015053\/IC443_IR_opt_UV_narrow.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"793\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cdrChNmV_o-1024x793.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9066\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cdrChNmV_o-1024x793.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cdrChNmV_o-300x232.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cdrChNmV_o-768x595.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/cdrChNmV_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem em m\u00faltiplos comprimentos de onda mostra o remanescente de supernova da Nebulosa da Medusa (\u00e0 direita), a nuvem interestelar com a qual interage e um filamento curvo caracter\u00edstico na sua parte superior esquerda. O filamento, aqui apresentado tanto em luz \u00f3tica como em luz ultravioleta (UV), \u00e9 a parte vis\u00edvel de um remanescente de supernova sobreposto, G189.6+3.3, que \u00e9 mais proeminente nas bandas de r\u00e1dio e de raios X. A luz vis\u00edvel \u00e9 apresentada a amarelo, o UV do Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift da NASA \u00e9 apresentado a violeta e a luz infravermelha da miss\u00e3o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, j\u00e1 aposentada, aparece a ciano, vermelho e laranja. Ambos os remanescentes est\u00e3o localizados a cerca de 6000 anos-luz de dist\u00e2ncia, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de G\u00e9meos. A estrela brilhante no limite direito \u00e9 Propus, tamb\u00e9m conhecida como Eta Geminorum.<br>Cr\u00e9dio: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA e M. Michailidis et al. 2026; \u00f3ptico &#8211; DSS; infravermelho &#8211; NASA\/WISE\/JPL-Caltech\/UCLA; ultravioleta &#8211; NASA\/Swift<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo acerca de dois remanescentes de supernova &#8211; os detritos que ficam para tr\u00e1s ap\u00f3s a explos\u00e3o das estrelas &#8211; sugere que as explos\u00f5es tiveram origem em estrelas irm\u00e3s que outrora se orbitavam uma \u00e0 outra. A detona\u00e7\u00e3o da primeira estrela lan\u00e7ou a sua companheira bin\u00e1ria a grande velocidade pelo espa\u00e7o e, depois de viajar durante milhares de anos, a estrela sobrevivente tamb\u00e9m explodiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Utilizando 16 anos de dados do Telesc\u00f3pio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA, a nossa an\u00e1lise revelou raios gama associados a um remanescente de supernova que estava oculto pelo brilho da sua vizinha, a Nebulosa da Medusa, um dos remanescentes de supernova emissores de raios gama mais brilhantes que se conhecem&#8221;, afirmou Miltiadis Michailidis, investigador p\u00f3s-doc no departamento de f\u00edsica da Universidade de Stanford, na Calif\u00f3rnia, EUA. &#8220;Existem tantas liga\u00e7\u00f5es impressionantes entre os dois remanescentes que conclu\u00edmos que est\u00e3o provavelmente relacionados, o que nos d\u00e1 o primeiro exemplo conhecido de um sistema bin\u00e1rio em que ambas as estrelas sofreram explos\u00f5es de supernova&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Michailidis apresentou as descobertas na passada quarta-feira, na 248.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana, em Pasadena, Calif\u00f3rnia. O artigo cient\u00edfico que descreve os resultados ser\u00e1 publicado numa futura edi\u00e7\u00e3o da revista Nature Communications.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo centrou-se num t\u00e9nue remanescente de supernova denominado G189.6+3.3, que \u00e9 vis\u00edvel principalmente em raios X. Este \u00e9 ofuscado pela sua vizinha mais brilhante e mais conhecida, a Nebulosa da Medusa (IC 443). Os dois remanescentes estelares, ambos localizados na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de G\u00e9meos, parecem sobrepor-se parcialmente quando observados em raios X. Evid\u00eancias recentes em raios X sugerem que o plasma quente, provavelmente associado a G189.6+3.3, pode estender-se por toda a regi\u00e3o, o que indica que a sobreposi\u00e7\u00e3o pode ser quase total.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma estrela massiva explode quando o seu n\u00facleo produtor de energia fica sem combust\u00edvel e entra em colapso sob o seu pr\u00f3prio peso, desencadeando uma explos\u00e3o que destr\u00f3i a estrela. A onda de choque da explos\u00e3o envolve uma nuvem quente de detritos que se expande rapidamente para o espa\u00e7o. At\u00e9 agora, os astr\u00f3nomos catalogaram cerca de 300 remanescentes de supernova na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o Fermi faz parte da frota de observat\u00f3rios da NASA que monitoriza o cosmos em constante mudan\u00e7a para ajudar a humanidade a compreender melhor como o Universo funciona. H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, observa\u00e7\u00f5es do LAT (Large Area Telescope) do Fermi revelaram que as ondas de choque dos remanescentes de supernova aceleravam part\u00edculas at\u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o da velocidade da luz, um processo proposto pela primeira vez pelo f\u00edsico Enrico Fermi &#8211; que d\u00e1 nome \u00e0 miss\u00e3o &#8211; em 1949.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas part\u00edculas velozes, denominadas raios c\u00f3smicos, interagem com o g\u00e1s interestelar para produzir raios gama, a mais energ\u00e9tica forma de luz. Os prot\u00f5es constituem 99% das part\u00edculas dos raios c\u00f3smicos. Para provar que os prot\u00f5es acelerados s\u00e3o respons\u00e1veis pelo brilho, os astr\u00f3nomos procuram uma caracter\u00edstica espec\u00edfica dos raios gama. Quando os prot\u00f5es dos raios c\u00f3smicos colidem com o g\u00e1s interestelar, produzem uma part\u00edcula de curta vida chamada pi\u00e3o neutro, que decai quase imediatamente num par de raios gama. Esta emiss\u00e3o ocorre dentro de uma faixa espec\u00edfica de energias associada \u00e0 massa do pi\u00e3o neutro e situa-se dentro do intervalo detetado pelo instrumento LAT do Fermi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2013, as observa\u00e7\u00f5es do Fermi provaram que a Nebulosa da Medusa, que est\u00e1 a interagir com parte de uma nuvem brilhante de g\u00e1s hidrog\u00e9nio conhecida como Sharpless 249, produzia raios gama atrav\u00e9s deste mecanismo. A sua vizinha, G189.6+3.3, foi descoberta em 1994 no \u00e2mbito de um levantamento de raios X realizado pela miss\u00e3o ROSAT (ROentgen SATellite), liderada pela Alemanha.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a015000\/a015053\/IC443_wide_10+GeV_modeled_X-ray_G189_only_2160.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/1b\/b0\/TxXZ3CTU_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O conhecido remanescente de supernova IC 443 (\u00e0 direita) tem um vizinho mais antigo e menos brilhante (aqui representado em azul-esverdeado e magenta) chamado G189.6+3.3. Um filamento de g\u00e1s entre eles, a brilhar no vis\u00edvel e ultravioleta (arco violeta no centro), tra\u00e7a a onda de choque da vizinha e mostra que ambos os remanescentes est\u00e3o a interagir com a mesma nuvem molecular, representada a vermelho, laranja e castanho para os dados de infravermelho e r\u00e1dio, e a amarelo para a luz vis\u00edvel. O azul-esverdeado mostra os raios X provenientes do remanescente mais t\u00e9nue, enquanto o magenta mostra os raios gama com energias superiores a 10 mil milh\u00f5es eletr\u00f5es-volt; a t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, a luz vis\u00edvel tem energias entre cerca de 2 e 3 eletr\u00f5es-volt. Nesta imagem, a luz altamente energ\u00e9tica proveniente de IC 443, muito mais brilhante, foi removida para maior clareza. A emiss\u00e3o de raios gama perto do filamento resulta de prot\u00f5es acelerados na onda de choque da supernova \u00e0 medida que esta se expande para dentro da nuvem.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA e M. Michailidis et al. 2026; r\u00e1dio &#8211; MWISP e ESA\/Planck; infravermelho &#8211; NASA\/WISE\/JPL-Caltech\/UCLA; \u00f3ptico &#8211; DSS; ultravioleta &#8211; NASA\/Swift; raios X &#8211; SRG\/eROSITA; raios gama &#8211; NASA\/DOE\/Colabora\u00e7\u00e3o LAT do Fermi<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um filamento brilhante de g\u00e1s situa-se entre os remanescentes sobrepostos. Novas observa\u00e7\u00f5es desta caracter\u00edstica revelam que a onda de choque proveniente de G189.6+3.3 colidiu com o g\u00e1s interestelar denso presente nesse local e abrandou drasticamente, o que constitui uma evid\u00eancia fundamental de que ambos os remanescentes est\u00e3o a interagir com o mesmo sistema de nuvens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos pensam que a Nebulosa da Medusa seja tamb\u00e9m um candidato a &#8220;PeVatron&#8221;, um acelerador c\u00f3smico de part\u00edculas capaz de acelerar prot\u00f5es a energias t\u00e3o elevadas que estes poderiam quase escapar da nossa Gal\u00e1xia. Essas part\u00edculas podem produzir raios gama com bili\u00f5es de vezes mais energia do que a luz vis\u00edvel. A descoberta de um segundo acelerador de part\u00edculas perto da Nebulosa da Medusa poder\u00e1 oferecer aos cientistas novas pistas sobre a forma como os remanescentes de supernova se transformam em PeVatrons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os remanescentes sobrepostos, um filamento de g\u00e1s que os liga e a disponibilidade de dados do Fermi e de outras instala\u00e7\u00f5es motivaram-nos a investigar esta regi\u00e3o complexa, mas pouco estudada&#8221;, afirmou a coautora Marianne Lemoine-Goumard, astrof\u00edsica do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), sediado na Universidade de Bord\u00e9us, Fran\u00e7a. &#8220;Com o instrumento LAT do Fermi, detet\u00e1mos emiss\u00e3o de raios gama associada a prot\u00f5es acelerados na parte norte do remanescente mais t\u00e9nue. Se ambos os remanescentes estiverem a interagir com a mesma estrutura, ent\u00e3o devem partilhar uma dist\u00e2ncia comum em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa conclui que os remanescentes se encontram a cerca de 6000 anos-luz de dist\u00e2ncia, que os seus centros de explos\u00e3o est\u00e3o separados por cerca de 40 anos-luz, projetados no plano do c\u00e9u, e que as estrelas originais podem ter tido 20 ou mais vezes a massa do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estimativas da idade destes remanescentes variam consideravelmente, mas a equipa conclui que a Nebulosa da Medusa tem entre 8000 e 9000 anos, enquanto G189.6+3.3 tem entre 20.000 e 110.000 anos. Isto significa que o intervalo entre as explos\u00f5es pode ter-se prolongado por at\u00e9 100.000 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a equipa realizou simula\u00e7\u00f5es computacionais de um milh\u00e3o de sistemas bin\u00e1rios massivos. Estas mostram que os sistemas em que as estrelas se orbitam suficientemente perto para trocar mat\u00e9ria e interagir durante as suas vidas podem facilmente produzir explos\u00f5es duplas de supernova com separa\u00e7\u00f5es e intervalos de tempo semelhantes aos encontrados nos remanescentes. A equipa estimou tamb\u00e9m que a probabilidade de encontrar aleatoriamente esta combina\u00e7\u00e3o de alinhamento espacial observado e dist\u00e2ncias compat\u00edveis \u00e9 inferior a 1%, o que refor\u00e7a fortemente a hip\u00f3tese de uma associa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a015000\/a015053\/System_history_715.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/07\/42\/Yzfp5FsD_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o descreve como o complexo IC 443\/G189 poder\u00e1 ter surgido. Primeiro, nascem duas estrelas massivas num sistema bin\u00e1rio. A maior delas tem entre 30 e 40 vezes a massa do Sol, enquanto a outra tem entre 25 e 35 massas solares. Em seguida, a estrela mais massiva explode, possivelmente formando uma estrela de neutr\u00f5es ou um buraco negro, e o evento expulsa a sua companheira. A estrela solit\u00e1ria viaja pelo espa\u00e7o durante 20.000 a 100.000 anos, depois explodindo. Os dois remanescentes de supernova expandem-se e fundem-se parcialmente, tal como os vemos hoje.<br>Cr\u00e9dito: M. Michailidis et al. 2026<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As evid\u00eancias que compil\u00e1mos &#8211; incluindo observa\u00e7\u00f5es em todo o espetro, as propriedades qu\u00edmicas e f\u00edsicas dos remanescentes, simula\u00e7\u00f5es e muito mais &#8211; pintam um quadro convincente de um evento de supernova dupla&#8221;, afirmou Michailidis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo identifica um exemplo \u00fanico de um sistema bin\u00e1rio em que ambas as estrelas explodiram como supernova e deixaram para tr\u00e1s remanescentes de supernova separados e detet\u00e1veis. Os astr\u00f3nomos pensam que a maioria das estrelas massivas s\u00e3o formadas em sistemas bin\u00e1rios ou m\u00faltiplos. O complexo da Nebulosa da Medusa\/G189.6+3.3 oferece aos astr\u00f3nomos uma oportunidade rara de estudar como as estrelas bin\u00e1rias massivas evoluem, trocam mat\u00e9ria, explodem e sofrem altera\u00e7\u00f5es de velocidade &#8211; denominadas &#8220;impulsos&#8221; &#8211; induzidas pela explos\u00e3o da supernova. Proporciona tamb\u00e9m um novo e poderoso laborat\u00f3rio para compreender como os remanescentes de supernova acoplados se comportam, incluindo o modo como aceleram part\u00edculas, geram raios gama e moldam os ambientes que os rodeiam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As observa\u00e7\u00f5es de remanescentes de supernova, pelo Fermi e em raios gama, continuam a revelar as vidas din\u00e2micas das estrelas&#8221;, afirmou Elizabeth Hays, cientista do projeto Fermi no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, EUA. &#8220;Podemos agora associar os remanescentes brilhantes de duas estrelas massivas a um par poderoso que evoluiu em conjunto ao longo de milhares de anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/fermi\/nasas-fermi-sibling-supernova-remnants\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa da Medusa:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/IC_443\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Remanescente de supernova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova_remnant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial de Raios Gama Fermi:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/GLAST\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GLAST_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ROSAT (ROentgen SATellite):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ROSAT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos da NASA descobriram ind\u00edcios de que dois remanescentes de supernova na constela\u00e7\u00e3o de G\u00e9meos poder\u00e3o ser &#8220;irm\u00e3os&#8221;: estrelas massivas que formavam um sistema bin\u00e1rio. Uma explodiu primeiro, projetando a companheira pelo espa\u00e7o; milhares de anos depois, esta tamb\u00e9m explodiu. Os dados do Telesc\u00f3pio Espacial Fermi sugerem ser o primeiro exemplo conhecido de duas supernovas ligadas ao mesmo sistema estelar original.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9066,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[2127,2126,860,747,213,388],"class_list":["post-9065","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-g189-63-3","tag-nebulosa-da-medusa","tag-remanescente-de-supernova","tag-rosat","tag-supernova","tag-telescopio-fermi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9065"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9065\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9067,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9065\/revisions\/9067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}