{"id":9031,"date":"2026-06-09T06:26:12","date_gmt":"2026-06-09T05:26:12","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9031"},"modified":"2026-06-09T06:26:14","modified_gmt":"2026-06-09T05:26:14","slug":"alma-finalmente-apanha-o-buraco-negro-da-via-lactea-a-respirar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/09\/alma-finalmente-apanha-o-buraco-negro-da-via-lactea-a-respirar\/","title":{"rendered":"ALMA finalmente apanha o buraco negro da Via L\u00e1ctea a &#8220;respirar&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2026\/sgrawind\/sgrawind_lg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1022\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/9TMuh1HF_o-1024x1022.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9032\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/9TMuh1HF_o-1024x1022.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/9TMuh1HF_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/9TMuh1HF_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/9TMuh1HF_o-768x766.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/9TMuh1HF_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta composi\u00e7\u00e3o sobrep\u00f5e dados do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA. Mostra evid\u00eancias de um vento que se expande a partir de Sagit\u00e1rio A* (Sgr A*), o buraco negro supermassivo no centro da nossa Gal\u00e1xia. O ponto branco no centro da imagem mostra Sgr A*. A cor laranja representa os dados dos radiotelesc\u00f3pios ALMA no Chile, que mapeiam a localiza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s frio composto por mon\u00f3xido de carbono na imagem. A cor azul representa os dados de raios X do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA. Uma grande cavidade em forma de cone, vis\u00edvel como uma aus\u00eancia de g\u00e1s frio nos dados do ALMA, est\u00e1 preenchida por g\u00e1s quente emissor de raios X nos dados do Chandra. Os investigadores pensam que um vento quente e energ\u00e9tico soprando de Sgr A* criou esta estrutura, varrendo o g\u00e1s frio ou aquecendo-o.<br>Cr\u00e9dito: Universidade Northwestern\/M. Gorski; raios X &#8211; NASA\/CXC\/SAO; r\u00e1dio &#8211; ESO\/NAOJ\/NRAO\/ALMA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os astr\u00f3nomos encontraram finalmente evid\u00eancias claras de que o buraco negro supermassivo no centro da Via L\u00e1ctea, Sagit\u00e1rio A* (Sgr A*), est\u00e1 a emitir um vento c\u00f3smico quente \u2013 algo que os cientistas procuravam h\u00e1 mais de 50 anos. A teoria astron\u00f3mica diz que, quando um buraco negro se alimenta de g\u00e1s, tamb\u00e9m deve &#8220;soprar&#8221; algum material sob a forma de ventos ou jatos. At\u00e9 agora, o vento proveniente do buraco negro da nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia nunca tinha sido visto com clareza. Utilizando v\u00e1rios anos de observa\u00e7\u00f5es altamente detalhadas do ALMA, os astr\u00f3nomos mapearam g\u00e1s frio a apenas alguns anos-luz de Sgr A*. Depois de removerem cuidadosamente o intenso brilho de r\u00e1dio do buraco negro, descobriram um buraco gigante em forma de cone no g\u00e1s frio, apontando diretamente para o buraco negro &#8211; a marca inconfund\u00edvel de um vento grande, quente e ativo lan\u00e7ado a partir de Sgr A*.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com mais de cinco anos de observa\u00e7\u00f5es do ALMA (realizadas num comprimento de onda de 1,3 mil\u00edmetros), os astr\u00f3nomos mapearam a emiss\u00e3o de mol\u00e9culas de mon\u00f3xido de carbono (CO), um indicador cl\u00e1ssico de g\u00e1s molecular frio, a apenas cerca de tr\u00eas anos-luz de Sgr A*. Ao modelar e subtrair cuidadosamente a emiss\u00e3o de r\u00e1dio do pr\u00f3prio buraco negro, que varia rapidamente, conseguiram revelar estruturas extremamente t\u00e9nues e complexas no g\u00e1s circundante. Dados do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA mostram g\u00e1s quente a preencher a mesma regi\u00e3o, confirmando que se trata de um fluxo impulsionado por um buraco negro e n\u00e3o algo causado por estrelas pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mapa resultante \u00e9 cerca de 100 vezes mais sens\u00edvel e tem uma resolu\u00e7\u00e3o angular 80 vezes superior \u00e0 dos mapas de CO anteriores da regi\u00e3o, tornando-se o mapa mais sens\u00edvel e de maior resolu\u00e7\u00e3o do g\u00e1s frio num raio de tr\u00eas anos-luz de Sgr A* alguma vez obtido. Esta descoberta baseou-se n\u00e3o s\u00f3 em anos de observa\u00e7\u00f5es do ALMA, mas tamb\u00e9m em t\u00e9cnicas inovadoras de processamento de dados para modelar e subtrair a emiss\u00e3o rapidamente vari\u00e1vel de Sgr A*, revelando estruturas mais t\u00e9nues no g\u00e1s circundante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa estima que este vento sopre h\u00e1 pelo menos 20.000 anos, mas \u00e9 relativamente brando em compara\u00e7\u00e3o com os jatos dram\u00e1ticos observados noutras gal\u00e1xias. Ao revelar este vento h\u00e1 muito procurado, o ALMA (e o Chandra) ajudaram a resolver um mist\u00e9rio com d\u00e9cadas e proporcionaram aos cientistas a vis\u00e3o mais clara at\u00e9 \u00e0 data de como um buraco negro supermassivo pode tanto alimentar-se como remodelar os seus arredores no cora\u00e7\u00e3o da nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/alma-finally-catches-the-milky-ways-black-hole-breathing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/26_releases\/press_060426.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/black-hole-breathing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2026\/06\/found-milky-way-black-holes-missing-wind\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae63cf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sagit\u00e1rio A*:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sagittarius_A*\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Centro Gal\u00e1ctico:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_Center\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos utilizaram o observat\u00f3rio ALMA para obter o mapa mais detalhado de sempre do g\u00e1s frio em torno de Sagit\u00e1rio A*, o buraco negro supermassivo no centro da Via L\u00e1ctea. Descobriram finalmente evid\u00eancias diretas de um vento quente emitido pelo buraco negro, que escavou uma enorme cavidade c\u00f3nica no g\u00e1s circundante. A descoberta resolve um mist\u00e9rio com mais de 50 anos e mostra como mesmo um buraco negro relativamente calmo continua a influenciar o ambiente \u00e0 sua volta.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9032,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,16,1,59],"tags":[305,192,181,167,393,321,180],"class_list":["post-9031","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","category-via-lactea","tag-alma","tag-buraco-negro","tag-centro-galactico","tag-chandra","tag-sagitario-a","tag-sgr-a","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9031"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9033,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9031\/revisions\/9033"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9032"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}