{"id":9022,"date":"2026-06-05T06:21:16","date_gmt":"2026-06-05T05:21:16","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9022"},"modified":"2026-06-05T06:21:17","modified_gmt":"2026-06-05T05:21:17","slug":"ventos-estranhos-fornecem-as-pistas-mais-convincentes-obtidas-ate-a-data-de-atividade-magnetica-em-exoplanetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/05\/ventos-estranhos-fornecem-as-pistas-mais-convincentes-obtidas-ate-a-data-de-atividade-magnetica-em-exoplanetas\/","title":{"rendered":"Ventos estranhos fornecem as pistas mais convincentes obtidas at\u00e9 \u00e0 data de atividade magn\u00e9tica em exoplanetas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2606a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3JGyOvzH_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9023\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3JGyOvzH_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3JGyOvzH_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3JGyOvzH_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/3JGyOvzH_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a atividade magn\u00e9tica num exoplaneta, um gigante gasoso semelhante a J\u00fapiter, que se encontra muito pr\u00f3ximo da sua estrela progenitora e apresenta acoplamento de mar\u00e9, ou seja, a sua rota\u00e7\u00e3o est\u00e1 sincronizada com a \u00f3rbita, o que faz com que um dos lados esteja sempre voltado para a estrela e portanto seja extremamente quente, enquanto o outro lado, que nunca v\u00ea a sua estrela, \u00e9 extremamente frio. Esta acentuada diferen\u00e7a de temperaturas gera ventos fortes que sopram do lado diurno para o lado noturno. O campo magn\u00e9tico do planeta, aqui representado por linhas azuis, pode fazer abrandar estes ventos.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser, L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astr\u00f3nomos encontrou as pistas mais convincentes obtidas at\u00e9 \u00e0 data de que alguns planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar podem ser magn\u00e9ticos. Com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO e do telesc\u00f3pio Gemini North, os investigadores mediram as velocidades dos ventos em sete exoplanetas muito quentes, semelhantes a J\u00fapiter. As observa\u00e7\u00f5es revelaram que os ventos nestes planetas s\u00e3o muito provavelmente regidos por campos magn\u00e9ticos, proporcionando a primeira medi\u00e7\u00e3o fi\u00e1vel de magnetismo em planetas fora do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta abre uma nova janela na investiga\u00e7\u00e3o de exoplanetas. Trata-se da primeira vez que \u00e9 poss\u00edvel comparar os ambientes magn\u00e9ticos de outros mundos, um passo fundamental para, em \u00faltima an\u00e1lise, compreender quais os planetas que podem manter-se habit\u00e1veis, conservar a sua \u00e1gua e, talvez, um dia, albergar vida tal como a conhecemos&#8221;, diz Julia Seidel, astr\u00f3noma no Laboratoire Lagrange, Observatoire de la C\u00f4te d\u2019Azur, em Fran\u00e7a, e autora principal do estudo publicado na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O campo magn\u00e9tico da Terra influencia a nossa atmosfera de maneiras complexas e \u00e9, por isso, um fator determinante para compreendermos como \u00e9 que o nosso planeta \u00e9 capaz de suportar vida. Existem tamb\u00e9m campos magn\u00e9ticos noutros planetas do Sistema Solar, como J\u00fapiter e Saturno. No entanto, nos \u00faltimos 15 anos, ainda ningu\u00e9m tinha conseguido medir diretamente a intensidade de campos magn\u00e9ticos em exoplanetas, o que aconteceu agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa, no entanto, n\u00e3o tinha como objetivo inicial medir campos magn\u00e9ticos, mas sim ventos. Foram medidas as velocidades do vento em sete exoplanetas que orbitam estrelas diferentes: gigantes gasosos como J\u00fapiter, cada um deles situado muito pr\u00f3ximo da sua estrela hospedeira e com acoplamento de mar\u00e9, ou seja, com a rota\u00e7\u00e3o sincronizada com a \u00f3rbita. Tal como n\u00f3s vemos apenas um lado da Lua, tamb\u00e9m estes planetas mant\u00eam sempre uma face voltada para a sua estrela, o que resulta num lado diurno escaldante e num lado noturno gelado. Esta diferen\u00e7a de temperaturas entre os dois lados do planeta d\u00e1 origem a um clima muito diferente do existente na Terra, com a cria\u00e7\u00e3o de ventos tremendamente fortes. As velocidades dos ventos nos exoplanetas observados variam entre cerca de 7200 km\/h e mais de 25.000 km\/h. Em termos de compara\u00e7\u00e3o, em J\u00fapiter os ventos mais r\u00e1pidos atingem velocidades de cerca de 1500 km\/h.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/publicationjpg\/eso2606b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/77\/75\/1jAwzDPy_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este diagrama ilustra o modo como os astr\u00f3nomos podem inferir a intensidade dos campos magn\u00e9ticos em exoplanetas a partir do seu efeito nos ventos.<br>Os planetas aqui apresentados s\u00e3o gigantes gasosos como J\u00fapiter, mas encontram-se em acoplamento de mar\u00e9: um dos lados est\u00e1 constantemente voltado para a estrela e \u00e9, por isso, muito mais quente do que o outro. Esta diferen\u00e7a nas temperaturas gera ventos poderosos que sopram do lado diurno para o lado noturno. Normalmente, estes ventos s\u00e3o mais r\u00e1pidos em planetas que s\u00e3o, em geral, mais quentes, uma vez que h\u00e1 mais energia para impulsionar os ventos. \u00c9 isto que \u00e9 mostrado na parte superior do diagrama: o planeta mais quente, \u00e0 direita, apresenta ventos mais r\u00e1pidos, indicados pelo veloc\u00edmetro.<br>Os ventos transportam part\u00edculas carregadas, i\u00f5es e eletr\u00f5es, como se fossem um circuito el\u00e9trico gigante do tamanho do planeta. O campo magn\u00e9tico do planeta dissipa a energia destas part\u00edculas, abrandando o vento. Este efeito \u00e9 mais pronunciado em planetas mais quentes: as temperaturas mais elevadas separam mais mol\u00e9culas em i\u00f5es e eletr\u00f5es, tornando o vento mais suscept\u00edvel a este abrandamento magn\u00e9tico. Este fen\u00f3meno \u00e9 ilustrado na parte inferior do diagrama, onde o planeta mais quente, \u00e0 direita, acaba por ter ventos mais lentos do que o planeta mais frio.<br>Com o aux\u00edlio de espetr\u00f3grafos, os astr\u00f3nomos conseguem medir a temperatura e a velocidade dos ventos em exoplanetas. Uma tend\u00eancia de diminui\u00e7\u00e3o da velocidade do vento \u00e0 medida que a temperatura aumenta pode, portanto, indicar a presen\u00e7a de campos magn\u00e9ticos nesses planetas.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser, L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Inicialmente quer\u00edamos verificar se os ventos atmosf\u00e9ricos se comportavam do mesmo modo em todos os planetas quentes&#8221;, explica Seidel, que j\u00e1 trabalhou como astr\u00f3noma no ESO, no Chile. Para as medi\u00e7\u00f5es, a equipa utilizou dados do instrumento ESPRESSO, instalado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama, e de um instrumento semelhante colocado no telesc\u00f3pio Gemini North, no Hawaii, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisarem como \u00e9 que a velocidade dos ventos variava em fun\u00e7\u00e3o da temperatura do planeta, os investigadores viram surgir um padr\u00e3o muito intrigante: quanto mais quente o planeta, mais lento o vento. &#8220;Este resultado \u00e9 totalmente contraintuitivo porque, em condi\u00e7\u00f5es iguais, os planetas quentes disp\u00f5em, naturalmente, de mais energia para acelerar os ventos! Assim, suspeit\u00e1mos que algo deveria estar a acontecer para fazer com que a velocidade dos ventos fosse menor nos planetas mais quentes&#8221;, explica Vivien Parmentier, coautor do estudo e professor no Laboratoire Lagrange, em Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa concluiu que a explica\u00e7\u00e3o mais plaus\u00edvel para este mist\u00e9rio passa, muito provavelmente, pela presen\u00e7a de campos magn\u00e9ticos na globalidade do planeta, j\u00e1 que estes campos podem funcionar como um trav\u00e3o, abrandando assim o movimento de part\u00edculas carregadas na atmosfera. Os dados permitiram aos investigadores inferir a intensidade do campo magn\u00e9tico em cada um dos planetas estudados, tendo-se descoberto que \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 dos campos encontrados no nosso Sistema Solar: aproximadamente quatro vezes mais forte do que o de Saturno, ou cerca de metade da intensidade do de J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Campos magn\u00e9ticos t\u00e3o intensos poder\u00e3o afetar mais do que apenas os ventos nestes planetas distantes. &#8220;Na Terra conhecemos a beleza das auroras boreais e austrais, onde part\u00edculas carregadas do Sol colidem com o nosso campo magn\u00e9tico e s\u00e3o guiadas para os polos, colidindo com gases na atmosfera para produzir espet\u00e1culos coloridos de verde, rosa e roxo&#8221;, explica a coautora do estudo Bibiana Prinoth, ex-doutoranda da Universidade de Lund, na Su\u00e9cia, e atualmente astr\u00f3noma do ESO em Garching, na Alemanha. Nos exoplanetas estudados, as auroras induzidas magneticamente podem ser ainda mais espetaculares. A equipa aguarda com expetativa a chegada do ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, que ajudar\u00e1 a caracterizar n\u00e3o s\u00f3 grandes exoplanetas, semelhantes a J\u00fapiter, mas tamb\u00e9m outros mais pequenos, como a Terra, possivelmente at\u00e9 detetando gases que possam produzir auroras nestes mundos distantes. &#8220;Gosto de imaginar que alguns destes mundos t\u00eam um c\u00e9u repleto n\u00e3o s\u00f3 de estrelas, mas tamb\u00e9m de vastas cortinas de luz colorida a dan\u00e7ar sobre um planeta, onde em metade h\u00e1 um dia perp\u00e9tuo e noutra metade uma noite intermin\u00e1vel,&#8221; afirma Prinoth.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Strange winds reveal magnetic exoplanets | ESO News\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4dut4vMdVe8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2606\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/gemini.edu\/news\/press-releases\/noirlab2614\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio Internacional Gemini (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2614\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-026-02870-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2606\/eso2606a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/instruments\/espresso.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Espetr\u00f3grafo ESPRESSO (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Internacional Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos usaram o Very Large Telescope do ESO para medir ventos em sete exoplanetas gigantes extremamente quentes. Descobriram que, ao contr\u00e1rio do esperado, os planetas mais quentes apresentam ventos mais lentos, o que sugere a presen\u00e7a de fortes campos magn\u00e9ticos. 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