{"id":9010,"date":"2026-06-02T06:18:26","date_gmt":"2026-06-02T05:18:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9010"},"modified":"2026-06-02T06:18:28","modified_gmt":"2026-06-02T05:18:28","slug":"anas-vermelhas-detetadas-a-engolir-planetas-semelhantes-a-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/02\/anas-vermelhas-detetadas-a-engolir-planetas-semelhantes-a-terra\/","title":{"rendered":"An\u00e3s vermelhas detetadas a &#8220;engolir&#8221; planetas semelhantes \u00e0 Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/opo1627a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"819\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/uw5iFSxK_o-1024x819.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9011\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/uw5iFSxK_o-1024x819.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/uw5iFSxK_o-300x240.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/uw5iFSxK_o-768x614.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/uw5iFSxK_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica mostra dois mundos do tamanho da Terra a passarem \u00e0 frente da sua estrela an\u00e3 vermelha no sistema TRAPPIST-1, a 40 anos-luz de dist\u00e2ncia.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Hubble<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos descobriram algumas das evid\u00eancias mais fortes at\u00e9 \u00e0 data de que as estrelas podem engolir os seus pr\u00f3prios planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Astronomical Society, corrobora a cren\u00e7a de longa data de que as estrelas jovens s\u00e3o capazes de &#8220;comer&#8221; mundos pr\u00f3ximos \u00e0 medida que os sistemas planet\u00e1rios se formam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investigadores da Universidade de Keele e da Universidade de Exeter estudaram milhares de estrelas e encontraram evid\u00eancias de que seis an\u00e3s vermelhas diferentes \u2013 o tipo de estrela mais pequeno, mais frio e mais comum do Universo \u2013 tinham engolido planetas rochosos semelhantes \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que revelou isso foi a &#8220;impress\u00e3o digital&#8221; qu\u00edmica altamente detet\u00e1vel, disse o autor principal, professor Robin Jeffries, da Universidade de Keele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que algumas das an\u00e3s vermelhas que estud\u00e1mos continham l\u00edtio, um elemento qu\u00edmico que n\u00e3o deveria estar l\u00e1&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Portanto, mesmo uma pequena quantidade de l\u00edtio destaca-se claramente nessas estrelas &#8211; um pouco como atirar tinta para uma tela em branco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Jeffries acrescenta: &#8220;As an\u00e3s vermelhas s\u00e3o mais pequenas e mais frias do que o nosso Sol, mas no seu interior s\u00e3o extremamente quentes. Este calor deveria destruir todo o seu fr\u00e1gil l\u00edtio em rea\u00e7\u00f5es nucleares pouco depois da sua forma\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por este motivo, j\u00e1 havia previs\u00f5es anteriores de que a dete\u00e7\u00e3o de l\u00edtio nas suas atmosferas poderia indicar a absor\u00e7\u00e3o de material ainda rico em l\u00edtio, proveniente de um sistema planet\u00e1rio circundante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo estudo, os investigadores analisaram enxames de estrelas jovens utilizando dados espetrosc\u00f3picos, que se referem ao estudo de como diferentes tipos de mat\u00e9ria interagem com a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do levantamento GES (Gaia-ESO Spectroscopic) abrangeram milhares de estrelas, das quais a equipa identificou seis an\u00e3s vermelhas diferentes em tr\u00eas enxames distintos que apresentavam um teor de l\u00edtio muito superior ao de outras estrelas de tipo espetral semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sua an\u00e1lise sugere que estas estrelas ter\u00e3o &#8220;engolido&#8221; de forma dram\u00e1tica os planetas semelhantes \u00e0 Terra que as rodeavam, ou seja, cerca de 3 a 10 massas terrestres de material planet\u00e1rio no total, proporcionando uma nova inje\u00e7\u00e3o de l\u00edtio \u00e0s suas atmosferas, que de outra forma estariam empobrecidas em l\u00edtio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 muito que se teoriza que estes eventos de absor\u00e7\u00e3o constituem um desfecho poss\u00edvel e at\u00e9 prov\u00e1vel durante a fase inicial da forma\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios, podendo mesmo ter ocorrido numa fase mais precoce do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se esta explica\u00e7\u00e3o se revelar correta, ter\u00e1 sido aberta uma nova janela para os prim\u00f3rdios dos sistemas planet\u00e1rios, permitindo investigar a quantidade e o momento em que ocorreu a absor\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio das estrelas isoladas, as que se encontram em enxames t\u00eam idades e massas bem conhecidas, e a presen\u00e7a de muitas irm\u00e3s semelhantes, nascidas do mesmo material inicial, significa que mesmo pequenas diferen\u00e7as na abund\u00e2ncia qu\u00edmica s\u00e3o mais f\u00e1ceis de determinar, afirmaram os investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/red-dwarf-stars-detected-eating-earth-planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Real Sociedade Astron\u00f3mica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.keele.ac.uk\/about\/news\/2026\/may\/red-dwarf-stars\/eating-nearby-planets.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Keele (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.exeter.ac.uk\/faculty-of-environment-science-and-economy\/physics-and-astronomy\/scientists-discover-evidence-of-stars-swallowing-their-own-planets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Exeter (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/549\/2\/stag815\/8694599?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Levantamento GES (Gaia-ESO Spectroscopic):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/ges.roe.ac.uk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/casu.ast.cam.ac.uk\/gaiaeso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CASU<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram encontrados fortes ind\u00edcios de que algumas estrelas an\u00e3s vermelhas &#8220;engolem&#8221; planetas rochosos semelhantes \u00e0 Terra durante a forma\u00e7\u00e3o dos seus sistemas. A pista foi a presen\u00e7a anormal de l\u00edtio em seis estrelas, um elemento que deveria ter sido destru\u00eddo no seu interior. Os dados sugerem que estas estrelas absorveram entre tr\u00eas e dez massas terrestres de material planet\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9011,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,72,1],"tags":[374,147,2120],"class_list":["post-9010","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-exoplanetas","category-telescopios-profissionais","tag-anas-vermelhas","tag-exoplaneta","tag-levantamento-ges"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9010"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9012,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9010\/revisions\/9012"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9011"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}