{"id":9007,"date":"2026-06-02T06:16:04","date_gmt":"2026-06-02T05:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=9007"},"modified":"2026-06-02T06:16:05","modified_gmt":"2026-06-02T05:16:05","slug":"pesando-planetas-recem-formados-atraves-das-suas-impressoes-digitais-de-poeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/06\/02\/pesando-planetas-recem-formados-atraves-das-suas-impressoes-digitais-de-poeira\/","title":{"rendered":"&#8220;Pesando&#8221; planetas rec\u00e9m-formados atrav\u00e9s das suas &#8220;impress\u00f5es digitais&#8221; de poeira"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/UixG2cr.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/UixG2cr.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Simula\u00e7\u00e3o de um planeta embebido num disco protoplanet\u00e1rio, fazendo com que o material do disco se acumule num anel exterior \u00e0 sua volta.<br>Cr\u00e9dito: Amena Faruqi\/Universidade de Warwick<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astr\u00f3nomos, liderada pela Universidade de Warwick em colabora\u00e7\u00e3o com investigadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e da Universidade McMaster, desenvolveu um m\u00e9todo inovador para utilizar as propriedades dos an\u00e9is de poeira em torno das estrelas para estimar as massas de planetas rec\u00e9m-formados. Publicada na revista The Astrophysical Journal, esta investiga\u00e7\u00e3o oferece aos astr\u00f3nomos uma nova maneira de localizar e caracterizar planetas que se encontram demasiado imersos no seu ambiente natal para serem observados diretamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas formam-se em discos girat\u00f3rios de g\u00e1s e poeira que rodeiam as estrelas jovens. Novos e potentes telesc\u00f3pios, como o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), revelaram que muitos destes discos protoplanet\u00e1rios cont\u00eam impressionantes estruturas em forma de anel. H\u00e1 muito que se suspeitava que estas fossem pistas para os planetas que potencialmente orbitam dentro dos discos, mas at\u00e9 agora m\u00e9todos robustos para as interpretar revelavam-se dif\u00edceis de encontrar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes an\u00e9is brilhantes n\u00e3o s\u00e3o apenas estruturas bonitas &#8211; s\u00e3o essencialmente impress\u00f5es digitais planet\u00e1rias&#8221;, afirmou a autora principal, Amena Faruqi, estudante de doutoramento do Grupo de Astronomia e Astrof\u00edsica da Universidade de Warwick. &#8220;H\u00e1 muito que compreendemos que os an\u00e9is podiam ser criados a partir de poeira concentrada que se acumula logo a seguir \u00e0 \u00f3rbita de planetas jovens e embebidos, mas at\u00e9 agora n\u00e3o consegu\u00edamos associar as caracter\u00edsticas destes an\u00e9is \u00e0s massas dos planetas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao &#8216;ler entre os an\u00e9is&#8217;, descobrimos agora uma forma de reconstruir as massas dos planetas que criam os an\u00e9is, mesmo quando esses planetas s\u00e3o demasiado t\u00e9nues ou est\u00e3o demasiado imersos para serem observados diretamente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o utilizou simula\u00e7\u00f5es computacionais detalhadas para determinar como planetas de diferentes massas moldam os an\u00e9is de poeira \u00e0 sua volta. Descobriram que a largura de um anel, a localiza\u00e7\u00e3o do seu ponto mais brilhante e a quantidade de poeira que cont\u00e9m apresentam, todas elas, sinais reveladores do planeta respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/um3vVoI.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/um3vVoI.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens de simula\u00e7\u00e3o que mostram como o triplicar da massa do planeta altera a posi\u00e7\u00e3o do anel de poeira. A posi\u00e7\u00e3o do anel pode ser utilizada para determinar a massa do planeta que o origina.<br>Cr\u00e9dito: Amena Faruqi\/Universidade de Warwick<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Crucialmente, a equipa identificou uma rela\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica simples entre a localiza\u00e7\u00e3o do pico de brilho de um anel e a massa do seu planeta hospedeiro, uma rela\u00e7\u00e3o que se mant\u00e9m independentemente do comprimento de onda de observa\u00e7\u00e3o ou do tamanho dos gr\u00e3os de poeira que est\u00e3o a ser observados. Isto implica que os astr\u00f3nomos podem aplicar o m\u00e9todo a observa\u00e7\u00f5es existentes sem precisarem de conhecimento detalhado das condi\u00e7\u00f5es do disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para validar a sua abordagem, os investigadores aplicaram o seu m\u00e9todo a PDS 70, um dos poucos sistemas onde os planetas foram diretamente fotografados no interior do seu disco. Determinaram uma massa para o planeta PDS 70 c que est\u00e1 em forte concord\u00e2ncia com estimativas independentes. Aplicaram tamb\u00e9m a t\u00e9cnica a cinco discos do recente levantamento exoALMA, prevendo novas estimativas de massa para os planetas que potencialmente se escondem no seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coautora, Dra. Jessica Speedie, bolseira de p\u00f3s-doutoramento no MIT, acrescentou: &#8220;Um dos pontos fortes deste trabalho \u00e9 que n\u00e3o se limita ao dom\u00ednio da teoria &#8211; conseguimos pegar nestes resultados de simula\u00e7\u00e3o e aplic\u00e1-los diretamente a sistemas reais observados. A utiliza\u00e7\u00e3o do sistema PDS 70 como laborat\u00f3rio de observa\u00e7\u00e3o, em particular, permitiu uma verifica\u00e7\u00e3o real da abordagem, dando-nos a confian\u00e7a de que estes m\u00e9todos est\u00e3o genuinamente prontos para serem aplicados amplamente o mais rapidamente poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas abrem novas possibilidades para observa\u00e7\u00f5es de discos que ajudar\u00e3o a confirmar a exist\u00eancia de planetas que se suspeita estarem escondidos nos discos, revelar\u00e3o outros totalmente novos e poder\u00e3o lan\u00e7ar luz sobre processos que podem ter desempenhado um papel na forma\u00e7\u00e3o do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coautor s\u00e9nior, professor Ralph Pudritz, do Departamento de F\u00edsica e Astronomia da Universidade McMaster, acrescenta: &#8220;Outro resultado not\u00e1vel das simula\u00e7\u00f5es \u00e9 que, em discos t\u00edpicos, os planetas mais massivos em forma\u00e7\u00e3o podem reter at\u00e9 vinte vezes a massa da Terra em poeira dentro desses an\u00e9is. Isto confirma as observa\u00e7\u00f5es do ALMA &#8211; mas levanta a quest\u00e3o de por que raz\u00e3o n\u00e3o foram detetados novos planetas na poeira e nos seixos retidos no anel. Os nossos resultados sugerem que a poeira \u00e9 suficientemente abundante e concentrada para potencialmente dar in\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de planetas. Esta \u00e9 uma conclus\u00e3o importante que dar\u00e1 in\u00edcio a novas observa\u00e7\u00f5es e teorias&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/potw1904a.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/fb\/24\/34sloiST_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Conhecido como DSHARP (Disk Substructures at High Angular Resolution Project), este &#8220;Grande Programa&#8221; do ALMA produziu imagens impressionantes e de alta resolu\u00e7\u00e3o de vinte discos protoplanet\u00e1rios pr\u00f3ximos e proporcionou aos astr\u00f3nomos novas informa\u00e7\u00f5es sobre a variedade de caracter\u00edsticas que estes cont\u00eam e a velocidade com que os planetas podem surgir.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), S. Andrews et al.; NRAO\/AUI\/NSF, S. Dagnello<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coautora s\u00e9nior, a Dra. Farzana Meru, professora do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, concluiu: &#8220;Este trabalho oferece aos observadores um novo conjunto de ferramentas pr\u00e1ticas para relacionar o que vemos nos an\u00e9is de poeira diretamente com as massas dos planetas que os criam. O que mais me entusiasma \u00e9 o momento. Com o ALMA a fornecer imagens cada vez mais detalhadas dos discos e com futuras instala\u00e7\u00f5es no horizonte, nunca houve uma melhor altura para desenvolver estes m\u00e9todos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Combinar os nossos diagn\u00f3sticos baseados na poeira com observa\u00e7\u00f5es da press\u00e3o do g\u00e1s abrir\u00e1 uma nova e poderosa janela para os planetas ocultos que moldam estes discos e para os diversos sistemas planet\u00e1rios que eles vir\u00e3o a formar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/news\/pressreleases\/weighing-newborn-planets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ae6272\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nebular_hypothesis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PDS 70:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/pds%2070\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PDS_70\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/pds-70-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 c (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/pds_70_c--7123\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PDS 70 c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos da Universidade de Warwick desenvolveram um m\u00e9todo para estimar a massa de planetas rec\u00e9m-formados atrav\u00e9s dos an\u00e9is de poeira que os rodeiam. Ao analisar a posi\u00e7\u00e3o e o brilho desses an\u00e9is, conseguem inferir a presen\u00e7a e o tamanho de planetas ainda invis\u00edveis aos telesc\u00f3pios, abrindo novas possibilidades para estudar a forma\u00e7\u00e3o de sistemas planet\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9008,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,1],"tags":[305,306,147,289,462,464],"class_list":["post-9007","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-disco-protoplanetario","tag-exoplaneta","tag-formacao-planetaria","tag-pds-70","tag-pds-70-c"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9007"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9009,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9007\/revisions\/9009"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9008"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}