{"id":8995,"date":"2026-05-26T06:18:41","date_gmt":"2026-05-26T05:18:41","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8995"},"modified":"2026-05-26T06:18:43","modified_gmt":"2026-05-26T05:18:43","slug":"a-atmosfera-de-um-planeta-do-tamanho-de-saturno-mas-com-temperaturas-moderadas-contem-metano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/05\/26\/a-atmosfera-de-um-planeta-do-tamanho-de-saturno-mas-com-temperaturas-moderadas-contem-metano\/","title":{"rendered":"A atmosfera de um planeta do tamanho de Saturno, mas com temperaturas moderadas, cont\u00e9m metano"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/content\/dam\/science\/psd\/photojournal\/pia\/pia19\/pia19344\/PIA19344.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0W1UzGQ5_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8996\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0W1UzGQ5_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0W1UzGQ5_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0W1UzGQ5_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0W1UzGQ5_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de um planeta gigante gasoso a orbitar a sua distante estrela hospedeira. Uma nova investiga\u00e7\u00e3o, liderada por astr\u00f3nomos da Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia e do JPL, utilizou o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA para analisar a atmosfera de um planeta gigante gasoso com aproximadamente o tamanho de Saturno, mas com temperaturas semelhantes \u00e0s da Terra, e descobriu que esta \u00e9 rica em metano.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um novo estudo realizado com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST), um planeta com aproximadamente o tamanho de Saturno, mas com uma temperatura mais semelhante \u00e0 da Terra, possui uma atmosfera rica em metano. Ao contr\u00e1rio dos planetas gigantes gasosos &#8211; J\u00fapiter e Saturno &#8211; do nosso Sistema Solar, que est\u00e3o distantes do Sol e, por isso, s\u00e3o extremamente frios, e dos chamados &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221; &#8211; planetas gigantes para al\u00e9m do Sistema Solar que s\u00e3o escaldantes devido \u00e0 sua proximidade com as estrelas que orbitam -, este planeta \u00e9 um dos poucos gigantes temperados conhecidos e o primeiro a ter a sua atmosfera analisada. Segundo a equipa de investiga\u00e7\u00e3o, os novos detalhes acerca da composi\u00e7\u00e3o da atmosfera do planeta ir\u00e3o contribuir para modelos de forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e poder\u00e3o melhorar a compreens\u00e3o dos astr\u00f3nomos sobre o funcionamento da atmosfera da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo cient\u00edfico que descreve o estudo, da autoria de uma equipa de investigadores liderada por astr\u00f3nomos da Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia e do JPL da NASA no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia, foi publicado no passado dia 20 de maio na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma das principais vantagens dos estudos de planetas para al\u00e9m do nosso Sistema Solar, conhecidos como exoplanetas, \u00e9 a capacidade de estudar muitos tipos diferentes de planetas &#8211; especialmente aqueles que n\u00e3o vemos no Sistema Solar &#8211; para aprender como os sistemas planet\u00e1rios se formam e evoluem&#8221;, afirmou Renyu Hu, professor associado de astronomia e astrof\u00edsica na Faculdade de Ci\u00eancias Eberly da Penn State e l\u00edder da equipa de investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Desde que o primeiro exoplaneta foi descoberto em 1992 por uma equipa que inclu\u00eda Aleksander Wolszczan da Penn State, os astr\u00f3nomos encontraram milhares de exoplanetas. Mas apenas s\u00e3o conhecidos alguns exoplanetas gigantes e temperados e esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos estudar a atmosfera de um deles em detalhe&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planeta, denominado TOI-199 b, orbita uma estrela situada a mais de 330 anos-luz da Terra, completando uma \u00f3rbita aproximadamente a cada cem dias. A sua temperatura ronda os 79 graus Celsius, o que, do ponto de vista humano, ainda \u00e9 quente, mas n\u00e3o muito mais do que as temperaturas mais elevadas registadas na Terra, que rondam os 56 graus, e que se atingem facilmente, por exemplo, nos pain\u00e9is de carros estacionados sob luz solar direta. \u00c9 significativamente mais temperado do que os J\u00fapiteres quentes, que podem atingir milhares de graus, e do que os gigantes gasosos frios do Sistema Solar, que est\u00e3o muitos graus abaixo de zero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para caracterizar a atmosfera de um exoplaneta, os astr\u00f3nomos utilizam uma t\u00e9cnica chamada espetroscopia de transmiss\u00e3o para analisar a luz da estrela que atravessa a atmosfera do planeta. Para que isso funcione, a \u00f3rbita do planeta deve alinhar-se de forma a passar entre a sua estrela e o telesc\u00f3pio. Os instrumentos do JWST separam a luz da estrela nos seus comprimentos de onda constituintes, tal como um prisma pode separar a luz branca normal nas cores do arco-\u00edris.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c0 medida que um planeta passa \u00e0 frente da sua estrela, parte da luz da estrela atravessa a atmosfera do planeta, onde interage com os elementos e mol\u00e9culas presentes na atmosfera&#8221;, explicou Aaron Bello-Arufe, investigador p\u00f3s-doc no JPL e primeiro autor do artigo cient\u00edfico. &#8220;Elementos espec\u00edficos absorvem comprimentos de onda espec\u00edficos da luz, criando uma impress\u00e3o digital no espetro de luz que o JWST deteta e que reflete a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O espetro durante o tr\u00e2nsito \u00e9 comparado com as medi\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia da luz da estrela, estabelecidas atrav\u00e9s de cerca de 20 horas consecutivas de observa\u00e7\u00f5es pelo JWST. O tr\u00e2nsito em si dura cerca de sete horas, o que \u00e9 muito mais longo do que os tr\u00e2nsitos dos J\u00fapiteres quentes, que podem durar uma hora ou menos. Os investigadores explicaram que as diferen\u00e7as entre os espetros de refer\u00eancia e de tr\u00e2nsito mostram quais os comprimentos de onda da luz que est\u00e3o a ser absorvidos pela atmosfera do planeta e s\u00e3o usados para identificar os elementos e mol\u00e9culas que comp\u00f5em a atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando compar\u00e1mos os espetros durante o tr\u00e2nsito com os de refer\u00eancia, vimos que a atmosfera bloqueava os comprimentos de onda da luz estelar absorvidos pelo metano&#8221;, disse Bello-Arufe. &#8220;Modelos da composi\u00e7\u00e3o de exoplanetas gigantes gasosos de clima temperado tinham previsto que estes conteriam metano, por isso \u00e9 bom obter a confirma\u00e7\u00e3o de que as nossas teorias est\u00e3o corretas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m do metano, as observa\u00e7\u00f5es da equipa forneceram ind\u00edcios de que a atmosfera tamb\u00e9m continha amon\u00edaco e di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com observa\u00e7\u00f5es adicionais deste planeta, poderemos determinar a abund\u00e2ncia relativa destes v\u00e1rios gases na sua atmosfera&#8221;, afirmou Hu. &#8220;Esta imagem mais completa da atmosfera de um gigante gasoso temperado pode ent\u00e3o ser utilizada para melhorar os nossos modelos e, potencialmente, compreender melhor como os planetas e as suas atmosferas se formam e evoluem, incluindo a Terra. O sucesso deste primeiro estudo da atmosfera de um planeta gigante temperado tamb\u00e9m nos d\u00e1 confian\u00e7a para dedicar mais recursos e tempo de observa\u00e7\u00e3o ao estudo de outros planetas semelhantes. Poderemos ent\u00e3o verificar se este planeta \u00e9 \u00fanico ou se existem caracter\u00edsticas gerais comuns a este tipo de planetas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.psu.edu\/news\/eberly-college-science\/story\/atmosphere-saturn-sized-planet-earth-temperature-contains-methane\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ae4fba\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TOI-199 b:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/toi-199-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/TOI-199\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi_199_ab--8816\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio James Webb foi utilizado para analisar, pela primeira vez e em detalhe, a atmosfera de TOI-199 b, um raro gigante gasoso do tamanho de Saturno mas com temperaturas relativamente moderadas, pr\u00f3ximas das registadas nos locais mais quentes da Terra. Descobriram uma atmosfera rica em metano, com poss\u00edveis vest\u00edgios de amon\u00edaco e di\u00f3xido de carbono, fornecendo pistas importantes sobre a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o de planetas gigantes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8996,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[147,387,2116],"class_list":["post-8995","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-jwst","tag-toi-199-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8995"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8995\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8997,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8995\/revisions\/8997"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}