{"id":8989,"date":"2026-05-26T06:13:38","date_gmt":"2026-05-26T05:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8989"},"modified":"2026-05-26T06:13:41","modified_gmt":"2026-05-26T05:13:41","slug":"astronomos-dissipam-a-neblina-das-atmosferas-de-exoplanetas-com-um-novo-metodo-de-detecao-de-nuvens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/05\/26\/astronomos-dissipam-a-neblina-das-atmosferas-de-exoplanetas-com-um-novo-metodo-de-detecao-de-nuvens\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos &#8220;dissipam a neblina&#8221; das atmosferas de exoplanetas com um novo m\u00e9todo de dete\u00e7\u00e3o de nuvens"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/hdLvN3Ht_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/hdLvN3Ht_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8990\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/hdLvN3Ht_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/hdLvN3Ht_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/hdLvN3Ht_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/hdLvN3Ht_o.jpg 1194w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista do exoplaneta WASP-94A b.<br>Cr\u00e9dito: Hannah Robbins\/Universidade Johns Hopkins<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as manh\u00e3s formam-se nuvens de areia, mas estas dissipam-se ao anoitecer no exoplaneta WASP-94A b, um bem estudado gigante gasoso situado a cerca de 700 anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova investiga\u00e7\u00e3o, que utiliza dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, est\u00e1 entre as primeiras a detetar ciclos de nuvens num exoplaneta do tipo J\u00fapiter quente &#8211; um termo utilizado para descrever exoplanetas gigantes gasosos caracterizados por temperaturas extremas e \u00f3rbitas incrivelmente \u00edntimas em torno das suas estrelas hospedeiras. Ao isolar as nuvens, os investigadores podem medir com maior precis\u00e3o a atmosfera do planeta e fornecer uma das imagens mais n\u00edtidas at\u00e9 \u00e0 data da composi\u00e7\u00e3o do planeta &#8211; um avan\u00e7o significativo na ci\u00eancia planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 20 anos que observo exoplanetas, e a nebulosidade geral tem sido um espinho no nosso lado. J\u00e1 sabemos h\u00e1 bastante tempo que as nuvens s\u00e3o omnipresentes nos J\u00fapiteres quentes, o que \u00e9 irritante porque \u00e9 como tentar olhar para o planeta atrav\u00e9s de uma janela enevoada&#8221;, afirmou o coautor e investigador principal do programa, David Sing, professor de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias na Universidade Johns Hopkins. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 conseguimos limpar a vista, como finalmente conseguimos determinar de que s\u00e3o feitas as nuvens e como se condensam e evaporam \u00e0 medida que se movem em torno do planeta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados foram publicados na revista Science.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para estudar WASP-94A b, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Microsc\u00f3pio, Sing e a sua equipa de investigadores recolheram dados enquanto o planeta passava diretamente \u00e0 frente da sua estrela. Utilizando o JWST, um telesc\u00f3pio espacial de alt\u00edssima capacidade, os investigadores conseguiram efetuar medi\u00e7\u00f5es separadas da orla dianteira de WASP-94A b, quando este come\u00e7ava a passar \u00e0 frente da estrela, e da orla traseira, quando o planeta completou o seu tr\u00e2nsito. Na orla dianteira, o ar flui do lado noturno do planeta para o lado diurno. O ar flui do dia para a noite na orla traseira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es revelaram que as manh\u00e3s e os fins da tarde em WASP-94A b apresentam padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos extremamente diferentes: as manh\u00e3s est\u00e3o repletas de nuvens feitas de silicato de magn\u00e9sio, um mineral comum encontrado nas rochas, enquanto o fim da tarde tem c\u00e9us limpos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores pensam que uma de duas coisas pode estar a acontecer:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ventos fortes podem elevar as nuvens at\u00e9 \u00e0s alturas no lado mais frio do planeta e, em seguida, empurr\u00e1-las para baixo no lado diurno, mais quente, arrastando-as para as profundezas do interior do planeta e, efetivamente, ocultando-as da vista antes do p\u00f4r-do-sol.<\/li>\n\n\n\n<li>Em alternativa, o fen\u00f3meno pode ser semelhante ao nevoeiro matinal que se dissipa na Terra, mas numa escala extrema. As nuvens formar-se-iam na escurid\u00e3o do lado noturno do planeta. \u00c0 medida que se deslocam para o calor escaldante no lado diurno, as subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que constituem as nuvens evaporam-se, e as nuvens simplesmente vaporizam-se.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi uma enorme surpresa. As pessoas esperavam algumas diferen\u00e7as, como o facto de ser mais fresco de manh\u00e3 do que \u00e0 noite &#8211; isso \u00e9 algo natural que sentimos aqui na Terra&#8221;, disse Sing. &#8220;Mas o que vimos foi uma verdadeira dicotomia entre o clima nos dois lados do planeta e enormes diferen\u00e7as na cobertura de nuvens, e isso altera toda a nossa imagem do planeta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como os fins de tarde s\u00e3o livres de nuvens, os investigadores puderam observar especificamente a orla traseira para ver como era a atmosfera do planeta &#8211; algo que o telesc\u00f3pio Hubble n\u00e3o conseguia fazer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o telesc\u00f3pio Hubble, quando faz\u00edamos este tipo de observa\u00e7\u00e3o, obt\u00ednhamos uma imagem m\u00e9dia de todo o planeta, com os dados das nuvens e da atmosfera misturados e indistingu\u00edveis&#8221;, afirmou o primeiro autor, Sagnick Mukherjee, investigador p\u00f3s-doc na Universidade do Estado do Arizona, que era estudante na Johns Hopkins e na UC Santa Cruz aquando da investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Esta abordagem com o JWST permite-nos localizar as nossas observa\u00e7\u00f5es, o que nos ajudou a ver o ciclo das nuvens&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando os investigadores observaram o c\u00e9u noturno limpo, descobriram que WASP-94A b era muito mais parecido com J\u00fapiter do que pensavam. Anteriormente, quando as nuvens eram apenas uma m\u00e9dia, os dados sugeriam que o planeta era composto por centenas de vezes mais oxig\u00e9nio e carbono do que J\u00fapiter &#8211; uma descoberta que intrigou os investigadores, uma vez que n\u00e3o podia ser explicada pela teoria da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Os novos dados, no entanto, mostram que WASP-94A b tem apenas cinco vezes a quantidade de oxig\u00e9nio e carbono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os J\u00fapiteres quentes orbitam muito mais perto das suas estrelas &#8211; mais perto at\u00e9 do que Merc\u00fario do Sol &#8211; e, por isso, s\u00e3o muito mais quentes e est\u00e3o expostos a mais radia\u00e7\u00e3o. Devido aos seus ambientes extremos, estes planetas tamb\u00e9m constituem bons laborat\u00f3rios para estudar a qu\u00edmica e a f\u00edsica da din\u00e2mica das nuvens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tomando WASP-94A b como refer\u00eancia, a equipa analisou outros oito gigantes gasosos quentes e descobriu o mesmo ciclo de nuvens caracter\u00edstico em dois: WASP-39 b e WASP-17 b. A seguir, Sing e a sua equipa ir\u00e3o utilizar dados de um novo e vasto programa do JWST para estudar os ciclos de nuvens numa ampla variedade de exoplanetas, incluindo um gigante gasoso exc\u00eantrico na zona habit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/hub.jhu.edu\/2026\/05\/21\/astronomy-exoplanet-atmospheres-detecting-clouds\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adx5903\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2505.10910\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WASP-94A b:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/wasp-94-a-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/WASP-94%20A\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wasp_94_ab--2307\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/WASP-94#Planetary_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos da Universidade Johns Hopkins desenvolveram um novo m\u00e9todo para detetar e separar o efeito das nuvens nas atmosferas de exoplanetas. Aplicado ao gigante gasoso WASP-94A b com o Telesc\u00f3pio James Webb, revelou um ciclo di\u00e1rio em que nuvens de silicatos se formam de manh\u00e3 e desaparecem ao entardecer, permitindo medir com muito maior precis\u00e3o a composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica do planeta.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8990,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[147,387,2114],"class_list":["post-8989","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-jwst","tag-wasp-94a-b"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8989"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8989\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8991,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8989\/revisions\/8991"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}