{"id":8986,"date":"2026-05-22T06:29:03","date_gmt":"2026-05-22T05:29:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8986"},"modified":"2026-05-22T06:29:04","modified_gmt":"2026-05-22T05:29:04","slug":"identificados-os-exoplanetas-com-maior-periodo-orbital-entre-os-que-transitam-estrelas-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/05\/22\/identificados-os-exoplanetas-com-maior-periodo-orbital-entre-os-que-transitam-estrelas-jovens\/","title":{"rendered":"Identificados os exoplanetas com maior per\u00edodo orbital entre os que transitam estrelas jovens"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/NVsptQGu_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/NVsptQGu_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8987\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/NVsptQGu_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/NVsptQGu_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/NVsptQGu_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/NVsptQGu_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do sistema planet\u00e1rio HD 114082.<br>Cr\u00e9dito: ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; Gabriel P\u00e9rez D\u00edaz (IAC); conceito &#8211; Carlos del Burgo (IAC\/ULL); fundo &#8211; ESO\/S. Brunier<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos liderada pela ULL (Universidade de La Laguna) e pelo IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) identificou dois planetas intrigantes, gigantescos, mas de baixa densidade, que orbitam a estrela HD 114082. Esta estrela tem apenas 15 milh\u00f5es de anos, ou seja, \u00e9 muito mais jovem do que o Sol (com 4,6 mil milh\u00f5es de anos), gira 15 vezes mais depressa, tem 28% mais massa e \u00e9 cerca de mil graus mais quente e quase quatro vezes mais luminosa. Os seus planetas recebem cerca de 200 vezes mais luz e calor do que J\u00fapiter. O estudo, que envolveu a separa\u00e7\u00e3o do fraco sinal planet\u00e1rio do sinal estelar, oferece pistas acerca da forma\u00e7\u00e3o dos exoplanetas e ajuda a contextualizar o Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos del Burgo D\u00edaz, investigador s\u00e9nior que trabalha na ULL e no IAC, lidera o estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e detalha as descobertas: &#8220;Identific\u00e1mos um estranho par de exoplanetas gigantes. Destacam-se entre os mais jovens detetados por passarem \u00e0 frente da sua estrela, pois demoram mais tempo a completar uma \u00f3rbita. O planeta interior, 20% mais pr\u00f3ximo da sua estrela do que a Terra do Sol, tem o tamanho de J\u00fapiter. O planeta exterior encontra-se \u00e0 mesma dist\u00e2ncia orbital que a Terra e tem um raio 36% maior do que o de J\u00fapiter e uma densidade m\u00e9dia mais de 7,5 vezes inferior \u00e0 da \u00e1gua, pelo que flutuaria&#8221;. Alejandro Su\u00e1rez Mascare\u00f1o (ULL\/IAC), coautor do artigo cient\u00edfico, acrescenta: &#8220;Os planetas movem-se em \u00f3rbitas quase circulares no mesmo plano e podem estar em resson\u00e2ncia, ou perto da resson\u00e2ncia [o que implica que os per\u00edodos orbitais t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o simples de n\u00fameros inteiros]&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo utiliza dados recolhidos pelos telesc\u00f3pios espaciais TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) e CHEOPS (CHaracterising ExOplanet Satellite), bem como por instala\u00e7\u00f5es terrestres, incluindo o NGTS (Next-Generation Transit Survey; Chile), o ASTEP+ (Antarctic Search for Transiting ExoPlanets; Ant\u00e1rtida) e o LCO (Las Cumbres Observatory). A partir destas observa\u00e7\u00f5es, foram geradas curvas de luz estelar (intensidade em fun\u00e7\u00e3o do tempo). Estas mostram quatro diminui\u00e7\u00f5es n\u00e3o consecutivas do planeta interior HD 114082 b. Cada diminui\u00e7\u00e3o de brilho, ou tr\u00e2nsito, deve-se ao facto de o planeta passar \u00e0 frente da estrela, bloqueando uma pequena fra\u00e7\u00e3o da sua luz do ponto de vista do Sistema Solar. Estes dados permitiram determinar o seu per\u00edodo orbital com uma precis\u00e3o de minutos: 225 dias, 13 horas e 12 minutos (incerteza de 34,56 segundos). O per\u00edodo do planeta exterior, HD 114082 c, 314 dias (margem de erro de 9%), foi estimado a partir de um \u00fanico tr\u00e2nsito confirmado por dois instrumentos e medi\u00e7\u00f5es suplementares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atra\u00e7\u00e3o gravitacional entre os dois planetas manifesta-se atrav\u00e9s de um efeito de &#8220;jogo da corda&#8221;, que atrasa ou antecipa o tr\u00e2nsito do planeta companheiro; este efeito, tanto mais pronunciado quanto mais pr\u00f3ximos de uma resson\u00e2ncia estes gigantes estiverem, pode ser medido mesmo que as suas massas sejam pequenas. Carlos del Burgo acrescenta: &#8220;Na sequ\u00eancia da nossa descoberta, esperamos que a comunidade exoplanet\u00e1ria se junte \u00e0 busca por um segundo tr\u00e2nsito do planeta exterior, o que nos permitiria determinar o seu per\u00edodo com uma maior precis\u00e3o. Uma vez alcan\u00e7ado este objetivo, o aperfei\u00e7oamento dos valores das massas dos dois planetas exigir\u00e1 a medi\u00e7\u00e3o dos tempos m\u00e9dios de tr\u00e2nsito de v\u00e1rios picos de diminui\u00e7\u00e3o de brilho para cada um. Este m\u00e9todo tamb\u00e9m poder\u00e1 revelar corpos adicionais no sistema&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como e onde \u00e9 que se formaram estes planetas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes gigantes formaram-se no disco protoplanet\u00e1rio, rico em g\u00e1s e poeira, em torno da estrela. Inicialmente, acumularam material at\u00e9 formarem um n\u00facleo s\u00f3lido. Quando atingiram uma determinada massa, iniciou-se um descontrolado processo de acre\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e o calor interno provocou a expans\u00e3o do seu inv\u00f3lucro. A teoria sugere que dois planetas nascidos muito pr\u00f3ximos um do outro tendem a atingir massas semelhantes. A massa medida do planeta exterior \u00e9, no m\u00e1ximo, 24% da de J\u00fapiter, ou seja, 4,4 vezes a massa de Neptuno. Os planetas de HD 114082 podem ter-se formado &#8220;in situ&#8221; (express\u00e3o em latim &#8211; significa que se formaram onde foram encontrados). Ou ent\u00e3o, formaram-se numa regi\u00e3o distante e fria e migraram para as suas \u00f3rbitas atuais, onde recebem mais luz e calor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos del Burgo explica: &#8220;Estes gigantes devem ter influenciado as \u00f3rbitas dos asteroides e cometas [remanescentes da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria] mais pr\u00f3ximos da estrela, organizando-os numa cintura que se encontra no mesmo plano que as \u00f3rbitas dos planetas&#8221;. Jonathan Marshall, do ASIAA (Academia Sinica Institute of Astronomy and Astrophysics), coautor do artigo cient\u00edfico, acrescenta: &#8220;Por outro lado, o anel exterior de gr\u00e3os de poeira gelada e detritos, localizado a uma dist\u00e2ncia 25% superior do que a \u00f3rbita de Neptuno, est\u00e1 inclinado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00f3rbitas planet\u00e1rias e \u00e9 provavelmente primordial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O impacto das descobertas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A colabora\u00e7\u00e3o internacional contou com a participa\u00e7\u00e3o de 38 investigadores. Os esfor\u00e7os foram coordenados para garantir a integra\u00e7\u00e3o dos dados e um processamento coerente. As descobertas obtidas colocam este sistema planet\u00e1rio em torno de HD 114082 no centro das aten\u00e7\u00f5es da comunidade exoplanet\u00e1ria. Nos pr\u00f3ximos anos, observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento com instala\u00e7\u00f5es como as utilizadas neste trabalho e outras, tais como o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, permitir\u00e3o caracterizar este sistema \u00fanico com maior detalhe, desde a determina\u00e7\u00e3o precisa das massas dos planetas at\u00e9 \u00e0 descoberta da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das suas atmosferas e outros mist\u00e9rios ainda por resolver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/iac-y-ull-led-identification-longest-orbital-period-exoplanets-among-those-transiting-young-stars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ull.es\/portal\/noticias\/2026\/ull-iac-lideran-identificacion-exoplanetas-mayor-periodo-orbital-transitan-estrellas-jovenes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ULL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae63bd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HD 114082:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/HD%20114082\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/hd-114082-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">HD 114082 b (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/voparis-exoplanet-new.obspm.fr\/catalog\/hd_114082_b--8507\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">HD 114082 b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/hd_114082_c--11691\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">HD 114082 c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Cheops\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/CHEOPS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGTS (Next-Generation Transit Survey):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ngtransits.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Next-Generation_Transit_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LCO (Las Cumbres Observatory):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/lco.global\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Las_Cumbres_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos descobriu dois exoplanetas gigantes em \u00f3rbitas invulgarmente longas em torno da jovem estrela HD 114082, que tem apenas 15 milh\u00f5es de anos. 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