{"id":8961,"date":"2026-05-15T06:21:31","date_gmt":"2026-05-15T05:21:31","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8961"},"modified":"2026-05-15T06:21:33","modified_gmt":"2026-05-15T05:21:33","slug":"webb-estuda-galaxia-primitiva-que-parece-nao-girar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/05\/15\/webb-estuda-galaxia-primitiva-que-parece-nao-girar\/","title":{"rendered":"Webb estuda gal\u00e1xia primitiva que parece n\u00e3o girar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/uTj4OU2v_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"699\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/uTj4OU2v_o-1024x699.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8962\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/uTj4OU2v_o-1024x699.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/uTj4OU2v_o-300x205.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/uTj4OU2v_o-768x525.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/uTj4OU2v_o-110x75.jpg 110w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/uTj4OU2v_o.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com os instrumentos do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, os astr\u00f3nomos conseguem medir o movimento da mat\u00e9ria no interior das gal\u00e1xias menos de dois mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. Para sua surpresa, os astr\u00f3nomos descobriram uma gal\u00e1xia que n\u00e3o est\u00e1 a girar como seria de esperar para essa idade do Universo.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA\/CIL\/Adriana Manrique Gutierrez<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos, utilizando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, fizeram uma descoberta surpreendente acerca de uma gal\u00e1xia que existe h\u00e1 muito, muito tempo e que est\u00e1 muito, muito longe: n\u00e3o est\u00e1 a girar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 algo que s\u00f3 se observa nas gal\u00e1xias mais massivas e maduras, que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas de n\u00f3s no espa\u00e7o e no tempo, afirmou Ben Forrest, investigador cient\u00edfico do Departamento de F\u00edsica e Astronomia da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Davis, e primeiro autor do artigo cient\u00edfico publicado a 4 de maio na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta em particular n\u00e3o apresentava quaisquer ind\u00edcios de rota\u00e7\u00e3o, o que foi surpreendente e muito interessante&#8221;, afirmou Forrest.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com as teorias atuais, \u00e0 medida que as primeiras gal\u00e1xias se formaram, o momento angular proveniente do g\u00e1s em queda e a influ\u00eancia da gravidade fizeram com que elas come\u00e7assem a girar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos, algumas gal\u00e1xias, especialmente aquelas dentro de enxames de gal\u00e1xias, fundiram-se umas com as outras v\u00e1rias vezes e as suas rota\u00e7\u00f5es combinadas somaram-se ou anularam-se parcialmente umas \u00e0s outras. \u00c9 por isso que algumas gal\u00e1xias que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas da Terra (e, portanto, tamb\u00e9m relativamente recentes) podem apresentar pouca rota\u00e7\u00e3o global, mas muito movimento aleat\u00f3rio de estrelas no seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este processo deveria demorar muito, muito tempo, pelo que \u00e9 surpreendente que a gal\u00e1xia XMM-VID1-2075 tivesse atingido este estado quando o Universo tinha menos de 2 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Forrest e os seus colegas do levantamento MAGAZ3NE (Massive Ancient Galaxies at z&gt;3 NEar-Infrared) j\u00e1 tinham observado anteriormente esta gal\u00e1xia com o Observat\u00f3rio W.M. Keck, no Hawaii.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Observa\u00e7\u00f5es anteriores do MAGAZ3NE tinham confirmado que esta era uma das gal\u00e1xias mais massivas do Universo primitivo, com v\u00e1rias vezes o n\u00famero de estrelas da nossa Via L\u00e1ctea, e tamb\u00e9m confirmaram que j\u00e1 n\u00e3o estava a formar novas estrelas, tornando-a um alvo atraente para observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento&#8221;, disse Forrest.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Empurrando a fronteira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa utilizou o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb para observar mais atentamente a gal\u00e1xia XMM-VID1-2075 e outras duas de idade semelhante. Conseguiram medir o movimento relativo da mat\u00e9ria no seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este tipo de trabalho tem sido realizado com muitas gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, porque est\u00e3o mais perto e parecem maiores, pelo que \u00e9 poss\u00edvel realizar estes estudos a partir do solo, mas \u00e9 muito dif\u00edcil faz\u00ea-lo com gal\u00e1xias com um grande desvio para o vermelho, uma vez que parecem muito mais pequenas no c\u00e9u&#8221;, afirmou Forrest. &#8220;O James Webb est\u00e1 realmente a empurrar a fronteira deste tipo de estudos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Das tr\u00eas gal\u00e1xias que analisaram, uma est\u00e1 claramente a girar, outra est\u00e1 &#8220;um pouco desorganizada&#8221; e a terceira n\u00e3o tem rota\u00e7\u00e3o, mas sim muito movimento aleat\u00f3rio, disse Forrest. &#8220;Isso \u00e9 consistente com algumas das gal\u00e1xias mais massivas do Universo local, mas foi um pouco surpreendente encontr\u00e1-la t\u00e3o cedo&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/1e\/e5\/QDCzi8fg_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/1e\/e5\/QDCzi8fg_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A aus\u00eancia de contraste de cor na imagem de XMM-VID1-2075 (painel da esquerda) revela uma aus\u00eancia de movimento de rota\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com as outras duas gal\u00e1xias (centro e direita).<br>Cr\u00e9dito: Forrest et al., 2026<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como \u00e9 que esta gal\u00e1xia se tornou uma &#8220;gal\u00e1xia de rota\u00e7\u00e3o lenta&#8221; em menos de 2 mil milh\u00f5es de anos? Uma possibilidade \u00e9 que seja o resultado n\u00e3o de m\u00faltiplas fus\u00f5es, mas de uma \u00fanica colis\u00e3o entre duas gal\u00e1xias a girar praticamente em dire\u00e7\u00f5es opostas. Essa ideia \u00e9 apoiada pelas observa\u00e7\u00f5es da equipa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para esta gal\u00e1xia em particular, vemos um grande excesso de luz na lateral. E isso sugere a exist\u00eancia de algum outro objeto que entrou e est\u00e1 a interagir com o sistema, podendo potencialmente alterar a sua din\u00e2mica&#8221;, disse Forrest.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos continuam \u00e0 procura de outros objetos semelhantes no Universo primitivo. Ao compararem as suas observa\u00e7\u00f5es com simula\u00e7\u00f5es, conseguem testar teorias sobre a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Existem algumas simula\u00e7\u00f5es que preveem que haver\u00e1 um n\u00famero muito reduzido destas gal\u00e1xias n\u00e3o girat\u00f3rias numa fase muito inicial do Universo, mas esperam que sejam bastante raras. E, por isso, esta \u00e9 uma forma de testarmos estas simula\u00e7\u00f5es e de percebermos realmente qu\u00e3o comuns s\u00e3o, o que nos pode ent\u00e3o dar informa\u00e7\u00f5es sobre se as nossas teorias sobre esta evolu\u00e7\u00e3o est\u00e3o corretas&#8221;, afirmou Forrest.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ucdavis.edu\/news\/non-rotating-early-galaxy-surprise-astronomers\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ UC Davis (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-026-02855-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2508.10987\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos estudaram, com o telesc\u00f3pio James Webb, uma gal\u00e1xia massiva do Universo primitivo que praticamente n\u00e3o gira &#8211; algo at\u00e9 agora associado apenas a gal\u00e1xias muito mais recentes e evolu\u00eddas. A descoberta desafia os modelos atuais de forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica e sugere que colis\u00f5es entre gal\u00e1xias podem alterar rapidamente a sua din\u00e2mica.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8962,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,16,1],"tags":[1822,534,387,2105],"class_list":["post-8961","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-evolucao-galactica","tag-formacao-galactica","tag-jwst","tag-xmm-vid1-2075"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8961","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8961"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8961\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8963,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8961\/revisions\/8963"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8962"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8961"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8961"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8961"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}