{"id":8937,"date":"2026-05-05T06:18:42","date_gmt":"2026-05-05T05:18:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8937"},"modified":"2026-05-05T06:18:45","modified_gmt":"2026-05-05T05:18:45","slug":"porque-e-que-as-estrelas-diminuem-ou-aumentam-a-sua-rotacao-antes-de-morrerem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/05\/05\/porque-e-que-as-estrelas-diminuem-ou-aumentam-a-sua-rotacao-antes-de-morrerem\/","title":{"rendered":"Porque \u00e9 que as estrelas diminuem ou aumentam a sua rota\u00e7\u00e3o antes de morrerem"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/HjA0fPk6_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"701\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/HjA0fPk6_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8938\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/HjA0fPk6_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/HjA0fPk6_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/HjA0fPk6_o-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es internas de uma estrela massiva durante a sua fase final de combust\u00e3o das camadas de oxig\u00e9nio (verde) e sil\u00edcio (verde-azulado), antes do colapso do n\u00facleo de ferro (azul-escuro). A intensidade e a geometria do campo magn\u00e9tico, combinadas com as propriedades da convec\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do oxig\u00e9nio, podem fazer com que a velocidade de rota\u00e7\u00e3o aumente ou diminua.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Quioto\/Lucy McNeill<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o nascimento at\u00e9 \u00e0 morte, as estrelas geralmente abrandam entre 100 e 1000 vezes a sua velocidade de rota\u00e7\u00e3o inicial. O momento angular total do Sol tem diminu\u00eddo \u00e0 medida que o material \u00e9 gradualmente expelido da superf\u00edcie sob a forma do vento solar. Ao observar este fen\u00f3meno, os astr\u00f3nomos teorizaram que a intera\u00e7\u00e3o entre os campos magn\u00e9ticos e o fluxo de plasma \u00e9 a forma mais eficiente de fazer as estrelas perderem velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O porqu\u00ea e como isto acontece h\u00e1 muito que interessa aos astr\u00f3nomos e, recentemente, uma t\u00e9cnica de observa\u00e7\u00e3o chamada asterossismologia, que mede as frequ\u00eancias de oscila\u00e7\u00e3o naturais de uma estrela, tornou poss\u00edvel medir as velocidades de rota\u00e7\u00e3o internas e os campos magn\u00e9ticos de outras estrelas na nossa Gal\u00e1xia. A partir desta enorme popula\u00e7\u00e3o, surgiu uma imagem de como a rota\u00e7\u00e3o estelar diminui com a idade estelar, sugerindo que a teoria atual \u00e9 insuficiente para explicar a diminui\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica da rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fascinada pela asterossismologia e pelas simula\u00e7\u00f5es 3D da zona convectiva solar realizadas por outros investigadores, uma equipa de investigadores da Universidade de Quioto sentiu-se inspirada a investigar como os campos magn\u00e9ticos afetam a rota\u00e7\u00e3o no interior de estrelas massivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os nossos coautores na Austr\u00e1lia e no Reino Unido j\u00e1 realizaram simula\u00e7\u00f5es magnetohidrodin\u00e2micas 3D para estrelas massivas antes do colapso do n\u00facleo. Suspeit\u00e1vamos que o fluxo no interior da zona convectiva da estrela massiva pudesse evoluir de forma an\u00e1loga \u00e0 zona convectiva solar&#8221;, afirma o l\u00edder da equipa, Ryota Shimada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s de uma simula\u00e7\u00e3o 3D de uma estrela massiva, os investigadores conseguiram investigar diretamente a complexa intera\u00e7\u00e3o entre a convec\u00e7\u00e3o violenta, a rota\u00e7\u00e3o e os campos magn\u00e9ticos. Confirmaram que a rota\u00e7\u00e3o interna e o campo magn\u00e9tico coevoluem de forma semelhante ao d\u00ednamo solar: o processo energ\u00e9tico que sustenta o campo magn\u00e9tico do nosso Sol. Com estas equa\u00e7\u00f5es em m\u00e3os, a equipa conseguiu prever matematicamente a evolu\u00e7\u00e3o da rota\u00e7\u00e3o interna da estrela ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sua simula\u00e7\u00e3o revela que a velocidade e a dire\u00e7\u00e3o dos movimentos convectivos foram influenciadas pela rota\u00e7\u00e3o e pelos campos magn\u00e9ticos em escalas de tempo curtas, o que, por sua vez, altera a rota\u00e7\u00e3o, fazendo com que ela diminua ou &#8211; em alguns casos &#8211; aumente. A equipa conseguiu formular a intera\u00e7\u00e3o entre convec\u00e7\u00e3o, rota\u00e7\u00e3o e campos magn\u00e9ticos como um modelo para o transporte radial do momento angular para fora e para dentro, mostrando que este transporte em fases de combust\u00e3o posteriores est\u00e1 diretamente relacionado com a geometria do campo magn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Fic\u00e1mos surpreendidos ao descobrir que algumas configura\u00e7\u00f5es dos campos magn\u00e9ticos acabam por acelerar a rota\u00e7\u00e3o do n\u00facleo, sugerindo que a velocidade de rota\u00e7\u00e3o final ser\u00e1 espec\u00edfica das propriedades da estrela&#8221;, afirma a coautora Lucy McNeill. &#8220;A rota\u00e7\u00e3o lenta pode at\u00e9 ser imposs\u00edvel em algumas classes de estrelas massivas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sua descoberta do transporte de momento angular magn\u00e9tico durante fases avan\u00e7adas de combust\u00e3o sugere que a teoria desenvolvida para descrever a rota\u00e7\u00e3o em estrelas do tipo solar pode ser universal. A seguir, a equipa planeia criar simula\u00e7\u00f5es de evolu\u00e7\u00e3o estelar que retratem toda a vida de v\u00e1rias estrelas de baixa a alta massa, para prever as suas velocidades de rota\u00e7\u00e3o durante v\u00e1rias fases evolutivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.kyoto-u.ac.jp\/en\/research-news\/2026-04-28-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Quioto (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ae53da\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asterossismologia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroseismology\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.asteroseismology.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">asteroseismology.org<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigadores da Universidade de Quioto descobriram novos detalhes sobre como as estrelas alteram a sua rota\u00e7\u00e3o antes de morrer. O estudo mostra que podem tanto abrandar como acelerar, dependendo de processos internos e perda de massa, ajudando a explicar fases finais da evolu\u00e7\u00e3o estelar e fen\u00f3menos observados.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8938,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[400,689],"class_list":["post-8937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","tag-asterossismologia","tag-evolucao-estelar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8937"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8939,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8937\/revisions\/8939"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}